O que é dieta flexível?

Com a pandemia, muitas pessoas puderam sentir o impacto visível da má alimentação no organismo. A busca por opções (principalmente por meio da rede social) trouxe à tona um modelo de dieta já praticado por muitos, a dieta flexível.

A dieta flexível tem como objetivo controlar os macronutrientes e as calorias ingeridas, sem restringir ou excluir qualquer alimento. Ela é conhecida nos Estados Unidos como “IIFYM – If it fits your macros”, o que significa “se couber nos seus macros”. E o que isso quer dizer? No modelo, você tem um valor calórico total definido do dia, e as quantidades de carboidratos, proteínas e lipídeos que poderá consumir. Assim, no que prega, você pode consumir qualquer tipo de alimento, desde que não ultrapasse as quantidades estabelecidas.

Normalmente, é um tipo de dieta feito por conta própria. O paciente busca pelas informações na internet, algum programa online faz as contas, e você adiciona os alimentos que consome até bater as quantidades.

Pessoalmente, acho complicado aplicar especificamente essa dieta por profissionais nutricionistas capacitados. A liberdade que se dá ao paciente em fazer toda e qualquer troca pode mexer de forma desequilibrada com um ponto importante: o autocontrole. Em consultório, já vemos muitos nutricionistas permitindo uma maior possibilidade de trocas e disponibilizando os alimentos preferidos dos pacientes no plano alimentar. Isso é possível.

Essa autonomia que o modelo flexível traz ao paciente, pode o enganar. Como ele precisa de conhecimento, o estudo por vias de mídia sociais e acompanhamento de blogueiros, muitas vezes, na prática, não faz com que o paciente chegue em seu objetivo. Por isso, é muito importante buscar um profissional capacitado.

Um bom nutricionista, consegue driblar a monotonia do cardápio, e dar opções para que o paciente consiga seguir o plano se forma consistente. A adesão de alimentos que o paciente gosta é totalmente ajustável e negociada, de uma maneira que preze pela saúde e possibilite alcançar os resultados programados. A meu ver, a ideia isolada de um paciente apenas bater macro nutrientes por conta própria, acaba dificultando o processo.

Luisa Chioato

Luisa Chioato

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