E se o problema não for você, mas o peso que você carrega?

Setembro é o mês da conscientização sobre saúde mental.

E talvez não exista assunto mais urgente do que este: como estamos por dentro, enquanto o mundo exige que estejamos bem por fora.

É sobre isso que quero falar com você hoje.

E falar sobre saúde mental muitas vezes envolve finanças. Até porque saúde mental e dinheiro estão mais conectados do que parecem.

Estamos cansadas. E com razão.

Uma pesquisa da Think Olga revelou que:

• 55% das mulheres vivem com ansiedade

• 48% têm a renda apertada

• 36% estão endividadas

• E quase metade já foi diagnosticada com algum transtorno mental.

Isso não é coincidência. Isso é sobrecarga, pressão, culpa, é o acúmulo de funções, de exigências, de expectativas e a ausência de tempo, rede, escuta e apoio.

A verdade que ninguém te contou: você não é fraca. Você está esgotada.

E aqui entra um trecho poderoso do livro A Coragem de Ser Imperfeita, da Brené Brown:

“Quando nos silenciamos por medo da imperfeição, abrimos mão da nossa humanidade. E é aí que adoecemos.”

Quantas vezes você se sentiu culpada por não dar conta?

Quantas vezes sentiu que “deveria estar mais avançada financeiramente”?

Quantas vezes fingiu que estava tudo bem porque não dava tempo de sentir e lidar com o que estava passando?

Mas a verdade é que viver nessa lógica da performance constante do corpo, do humor, da conta bancária adoece!

A saúde financeira é parte da saúde mental.

Não saber por onde começar, ter vergonha de pedir ajuda, se sentir perdida diante de um extrato bancário… Tudo isso gera culpa, medo e paralisia emocional.

Mas e se a gente trocasse a cobrança por compaixão?

E se, em vez de metas impossíveis, a gente começasse com um passo real?

• Entenda para onde vai o seu dinheiro

• Guarde um pouco, mesmo que seja muito pouco

• Divida esse momento com alguém de confiança, pode ser uma amiga

• Procure informação sem julgamento

• E, principalmente, reconheça que pedir ajuda é um ato de coragem

Setembro Amarelo é sobre vida. E uma vida plena inclui liberdade emocional e financeira.

A ideia de que você precisa “dar conta de tudo” é uma mentira vendida como virtude.

Você não precisa estar sempre perfeita, forte, produtiva ou confiante.

Você precisa estar viva. Consciente. Gentil consigo mesma.

E, aos poucos, precisa e merece (re)construir sua autonomia.

A autonomia de dizer não, de fazer escolhas, de cuidar de você.

E também de cuidar do seu dinheiro, não como um fardo, mas como ferramenta de liberdade.

Se tem algo que aprendi acompanhando tantas histórias de vida e patrimônio, é que liberdade começa com um simples gesto: o de se escutar.

Então se permita respirar.

Comece devagar.

Desligue o piloto automático.

E lembre-se: você não está sozinha. Nem precisa estar.

Nos encontramos no próximo mês.

Danielle Alves

Dica de leitura do mês de Setembro: “A Coragem de Ser Imperfeita”, de Brené Brown – Um livro que nos ensina que a força não está em parecer invencível, mas em sermos inteiras, mesmo quando vulneráveis.

Danielle Alves

Danielle Alves

Especialista em estratégia patrimonial e financeira, sócia da AVIN - um dos principais escritórios credenciados ao BTG Pactual. Com mais de 15 anos de mercado, atua ajudando famílias, empresas e mulheres a tomarem decisões mais conscientes sobre seu patrimônio. Divide sua rotina entre finanças, bem-estar e projetos que unem propósito, educação e protagonismo feminino.

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