Após quase três décadas liderando equipes em multinacionais de tecnologia, incluindo operações na América Latina e na EMEA, enfrentei recentemente uma reestruturação corporativa que resultou no desligamento de toda a minha equipe. Confesso: foi um gatilho inesperado, mas de forma alguma anulou reflexões que já vinha tendo sobre minha carreira. Pelo contrário — trouxe clareza sobre o que realmente importa: protagonismo, propósito e liberdade para escrever meu próprio roteiro.
É essa experiência que quero compartilhar com as leitoras da Revolution: histórias, aprendizados e reflexões de uma executiva que agora lidera de dentro para fora, transformando transições em oportunidades e carreira em significado.
Protagonismo mesmo diante da mudança
Ser desligada junto com toda a equipe poderia ser apenas um revés. Mas, como resultado de anos de reflexão, vi nessa situação uma oportunidade de exercer protagonismo: escolher meus próximos passos, realinhar prioridades e explorar novas formas de impacto. A liderança não termina com um cargo — ela se manifesta na capacidade de se reinventar.
Autoconhecimento como bússola
Ao longo da carreira global, aprendi que sucesso não se mede apenas por títulos ou resultados. Hoje, mais do que nunca, aplico essa lição para decidir onde investir minha energia, tempo e talento — equilibrando ambição com autenticidade e bem-estar. Esse processo de autoavaliação constante me permite definir prioridades claras e liderar com intenção, mesmo diante de mudanças inesperadas.
O poder das redes de apoio
Transições exigem suporte. Descobri que construir um personal board — composto por mentores, pares e colegas confiáveis — é essencial para navegar desafios e ampliar perspectivas. Esse aprendizado se tornou central na minha nova fase, ajudando não apenas a mim, mas também inspirando outras mulheres a planejar e escolher suas trajetórias com mais segurança e visão estratégica.
O futuro da liderança feminina
Habilidades como empatia, visão estratégica e coragem para se reinventar são cada vez mais valorizadas. Liderar hoje significa conectar experiência com propósito, influenciar resultados com consciência e inspirar mudanças reais dentro e fora das empresas. Mulheres que entendem essa dinâmica têm a oportunidade de criar legados significativos, que vão além do sucesso corporativo.
Minha trajetória mostra que mesmo mudanças inesperadas podem ser transformadas em oportunidades, quando acompanhadas de reflexão e coragem. Espero que essas reflexões inspirem cada leitora a reconhecer seu poder de escolha, liderar sua própria história e transformar transições em novos começos — com autenticidade, propósito e coração.
“Mudanças inesperadas podem ser o ponto de partida para o próximo capítulo da sua vida. A pergunta é: como você vai escrevê-lo?”
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Claudia Leite é executiva com mais de 28 anos de experiência em multinacionais de tecnologia, tendo atuado como Head de Global Licensing Advisory Services para a América Latina na Oracle — grupo dedicado a apoiar clientes em decisões estratégicas para otimização de investimentos em tecnologia e transformação digital na nuvem.
Com trajetória internacional que inclui posições de liderança na Europa, Oriente Médio e África, Claudia consolidou uma carreira marcada por resultados, inovação e pela capacidade de liderar transformações em contextos multiculturais.
Após concluir seu ciclo corporativo na Oracle, Claudia vive um momento de transição e reposicionamento profissional, explorando novas formas de aplicar sua experiência global em liderança, estratégia e transformação — seja por meio de mentoria, conteúdo, projetos de impacto ou futurosdesafios executivos.
Mestre em Administração pela Universidade do Porto (Portugal), com especialização em Marketing Internacional pela Escola de Ciências Aplicadas de Haia (Países Baixos) e Alumni do IMD Business School (Suíça), Claudia é apaixonada por gastronomia, vinhos, esportes e iniciativas de mentoria voltadas ao empoderamento feminino.
@claudiaaflcleite – www.linkedin.com/in/claudialeite
























