Estudo com crianças “acima da média” revela o que é preciso para educar os cientistas que irão revolucionar e liderar o mundo.

Em um dia de verão em 1968, o professor Julian Stanley conheceu um menino de 12 anos brilhante, mas entediado chamado Joseph Bates. O aluno estava tão à frente de seus colegas de classe em matemática que seus pais o matricularam para fazer um curso de ciência da computação na Universidade Hopkins, onde Stanley lecionava. Ultrapassando os adultos da classe, a criança passou a ensinar programação para os alunos de pós-graduação. Seu instrutor na época, sem saber o que fazer, apresentou o aluno a Stanley, um pesquisador conhecido por seu trabalho em psicometria – o estudo do desempenho cognitivo.

Para descobrir mais sobre o talento do jovem prodígio, Stanley deu a Bates uma bateria de testes, incluindo um exame de admissão em uma faculdade para alunos mais velhos. A pontuação do menino estava bem acima do limite para admissão. Stanley iniciou um estudo (SMPY), referindo Bates como “aluno zero”, para modificar a forma como as crianças superdotadas são identificadas e nutridas de conhecimento para alcançar seu maior potencial. Os resultados contradizem ideias estabelecidas há muito tempo, sugerindo que o desempenho é construído principalmente através da prática – que qualquer um pode obter com o esforço certo concentrado de forma suficiente. É importante ressaltar também, que a rotulação de crianças como ‘dotados’ ou ‘não dotados, não lhes faz nenhum favor, podendo até minar a motivação de uma criança para aprender. Ficou claro que não é suficiente apenas identificar o potencial, é preciso desenvolvê-lo de forma apropriada para manter essa chama iluminada.

Aos 60 anos, Bates concluiu que era um garoto tímido e que as pressões para se adequar aos colegas da escola não teriam sido proveitosas, mas que na faculdade, mesmo que fosse muito mais novo que os outros alunos, ele se identificava com a capacidade e se encaixava, podendo se desenvolver no seu ritmo e se manter interessado. O estudo comprovou que essas crianças muitas vezes não precisam de nada inovador ou original, mas sim de acesso antecipado ao que já está disponível para crianças mais velhas. Para os pais, a intenção de criar um gênio, não é aconselhada a se fazer, pois lidar com isso como um objetivo pode levar a todos os tipos de problemas sociais e emocionais para a criança.

Dicas para pais de crianças inteligentes:

– Exponha as crianças a diferentes experiências.

– Quando uma criança demonstra grandes interesses ou talentos, ofereça oportunidades para desenvolvê-los.

– Seja suporte tanto intelectual quanto emocional.

– Ajude as crianças a desenvolver sua mentalidade de capacidade elogiando o esforço, não a capacidade.

– Encoraje as crianças a identificar as suas falhas e aprender com elas.

– Cuidado com os rótulos: ser identificado como ‘prodígio’ pode ser um fardo emocional. – Converse com os professores. Alunos inteligentes geralmente precisam de materiais mais desafiadores, suporte extra ou liberdade para aprender em seu próprio ritmo.

Luisa Chioato

Luisa Chioato

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