O Setembro Amarelo é uma campanha que nos lembra do valor da vida, da importância do cuidado e da força que existe em pedir ajuda.
Você já percebeu como, às vezes, uma simples conversa pode mudar o rumo de alguém? Um “pode contar comigo” ou “estou aqui para te ouvir” pode parecer pequeno, mas, para quem sofre em silêncio, pode ser a diferença entre desistir ou seguir em frente.
Setembro nos traz esse lembrete urgente: precisamos falar sobre saúde mental.
Não é moda, não é exagero, muito menos demonstração de fraqueza. É cuidado. É amor pela vida.
A saúde mental não é algo que se vê no espelho, mas que se sente no coração. E merece a mesma atenção que damos a saúde do corpo.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 700 mil pessoas morrem por suicídio todos os anos no mundo. Só no Brasil, são cerca de 14 mil casos por ano, o que significa, em média, 38 pessoas por dia. São números que nos assustam, mas também nos convidam à ação.
Como psicóloga, sei que pedir ajuda pode parecer difícil. Vejo isso no meu dia a dia. Existe medo, vergonha, até a crença de que “ninguém vai me entender”. Mas a verdade é que ninguém precisa enfrentar a dor sozinho.
Se você está em sofrimento severo, converse com alguém de confiança ou ligue para o 188 (CVV) que tem atendimento gratuito, 24 horas, em todo o Brasil ou ainda, procure ajuda profissional de um psicólogo ou psiquiatra.
E se o sofrimento é de alguém que você ama, procure escutar sem julgamentos, evitando frases que diminuam a dor, como “isso vai passar” ou “seja forte”. No lugar disso, mostre empatia, presença e interesse, ouça com atenção e amor, acolha com um abraço, enviei uma mensagem e se for possível convide para um café e seja presente.
E se perceber que essa pessoa precisa de mais do que isso, incentive a busca por acompanhamento profissional.
Não é sinal de fraqueza admitir que não está bem. É um ato profundo de coragem e de amor-próprio.
O Setembro Amarelo vai além de uma campanha. É um convite para que possamos viver com mais empatia e respeito, reconhecendo que cada vida importa.
Que possamos cuidar de quem está ao nosso redor e de nós mesmas, com mais ternura.
Porque, no fim, falar sobre saúde mental é falar sobre amor. E o amor é o elo perfeito, que sustenta a vida.
Com carinho,
Fátima de Aquino
Psicóloga Clínica
CRP 04/45482






















