Hoje, as redes sociais são uma das maiores fontes de informação (e influência) sobre o que colocamos na nossa mesa. Basta abrir o TikTok ou o Instagram para sermos bombardeados por vídeos rápidos, receitas virais e desafios alimentares que conquistam milhões de pessoas.
Um exemplo recente foi a febre do “morango do amor”, um morango coberto por uma camada fina, crocante e doce, que viralizou pela sua aparência irresistível e som “crack” na primeira mordida. Essa moda tomou conta do feed e virou até item de vitrine em confeitarias.
Mas, para além das receitas, existe um efeito ainda mais profundo e menos visível: a influência social que as redes exercem sobre nossos hábitos. Muitas vezes, nem estamos com vontade de comer um alimento específico, mas porque “todo mundo está comendo” ou porque um vídeo apetitoso apareceu no feed, acabamos incluindo aquela comida no nosso dia.
Ou então, consumimos algo importante, como o leite, e paramos por causa de modismos ou informações incorretas que viralizaram, como o mito de que a lactose “inflama”, o que não é verdade para a maioria das pessoas.
Esse fenômeno é um lembrete claro do poder das redes sociais: apesar de trazerem conteúdos legais, educativos e inspiradores, também são terreno fértil para modismos infundados, promessas milagrosas e informações desconectadas da ciência.
É aqui que entra a necessidade do senso crítico. É fundamental que, como consumidores desses conteúdos, saibamos filtrar e questionar o que chega até nós. Porque o que escolhemos absorver não impacta apenas o que colocamos no prato, influencia também nosso estilo de vida, nossas crenças, nossas emoções e até nossa autoestima.
Viver conectado às redes sociais não precisa ser um risco para a saúde alimentar, pode ser uma oportunidade de aprender, experimentar e crescer. Mas isso só acontece quando estamos atentos, buscamos fontes confiáveis, e entendemos que o que é tendência nem sempre é o melhor para cada um.
Assim como em nutrição, onde não existe alimento “perfeito” ou “vilão”, nas redes sociais também não existe receita mágica ou receita errada. O que importa é como essas informações se encaixam na sua vida, respeitando suas necessidades, preferências e seu corpo.
No fim, o convite é para que sejamos mais conscientes não só do que comemos, mas do que consumimos de informação, para que o nosso prato e a nossa mente estejam sempre em equilíbrio.























