Eu estava sentada, enquanto a observava… Ela sorria e conversava como se fosse a
pessoa mais feliz do mundo, mas por algum motivo, aquele sorriso não me enganava, eu
sabia que lá fundo algo lhe faltava.

Abraçava a todos, e amava quando os caras lhe davam atenção… Queria mostrar ao
mundo como era feliz.

Eu, ali sentada, por vezes me sentia sozinha, mas preferia estar ali do que dançando no
meio deles, pedindo para que me olhassem, desejando que eles me desejassem. Eu
preferia ser notada por poucos, queria que apenas aqueles que conseguiam olhar além do
que os olhos podem ver, me notassem.

Eu não precisava ser reparada por todos, eu só queria alguém especial. Mesmo que isso
significasse estar sozinha em alguns momentos, eu não trocaria a minha cadeira pelas
sandálias dela… Fico olhando e pensando: deve ser horrível implorar a atenção de alguém.

E percebi que ela era o exemplo perfeito de quando as pessoas dizem que mesmo estando
no meio da multidão podemos estar sozinhos.

Ela sorria, mas fingia, ela ria das piadas, mas não achava graça, ela mentia sobre as
mensagens, mas estava mais sozinha do que eu. Foi quando percebi que não queria nunca
ser assim.

Bruna Thalita

Bruna Thalita

Bruna Thalita tem 27 anos, e tem se descoberto uma mente multipotencial. É advogada, historiadora por formação, empreendedora desde muito nova e escritora por paixão e necessidade.

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