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	<title>Reflexão &#8211; Revista Revolution</title>
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	<title>Reflexão &#8211; Revista Revolution</title>
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		<title>O desejo de ter e o tédio de possuir: uma reflexão sobre a condição humana</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fátima Aquino]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 Aug 2025 18:00:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[condição humana]]></category>
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					<description><![CDATA[Existe algo profundamente humano no desejo.Desejamos aquilo que não temos, aquilo que acreditamos que nos trará sentido, preenchimento, status ou felicidade.O desejo, como já dizia Schopenhauer, é o motor da existência, uma força incessante que nos impulsiona, mas que também nos condena a uma eterna insatisfação. Mal conquistamos o objeto do desejo e ele já [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">Existe algo profundamente humano no desejo.<br>Desejamos aquilo que não temos, aquilo que acreditamos que nos trará sentido, preenchimento, status ou felicidade.<br>O desejo, como já dizia Schopenhauer, é o motor da existência, uma força incessante que nos impulsiona, mas que também nos condena a uma eterna insatisfação. Mal conquistamos o objeto do desejo e ele já não nos basta. Surge o tédio. A posse esvazia o encanto.<br>E assim vamos caminhando, equilibrando a vida entre o desejo de ter e no tédio de possuir.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na clínica, essa dinâmica aparece frequentemente: pessoas que lutaram por uma carreira, um relacionamento, uma conquista material e que, ao alcançá-los, se veem tomadas por uma sensação de vazio, de desorientação. “Era isso?”, se perguntam.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">A filosofia nos ajuda a compreender esse paradoxo. Epicuro, por exemplo, já alertava para a distinção entre desejos naturais e necessários, e desejos vãos.<br>Se prestarmos atenção podemos perceber que a maioria dos nossos desejos, especialmente os moldados pelo consumo e pela comparação social, são fabricados, prometem prazer, mas entregam frustração. São eles que nos mantêm num ciclo de busca incessante, mas sem direção existencial. São eles que geram a grande parte das nossas ansiedades.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na psicanálise, o desejo é entendido não como algo que se satisfaz plenamente, mas como algo que estrutura o sujeito. Lacan nos lembra que o desejo é o desejo do Outro.<br>Desejamos ser desejados, aceitos, reconhecidos. E por trás de cada objeto de desejo há um apelo mais profundo, o de sermos amados, de pertencermos, de termos um lugar no mundo e também no mundo de alguém.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">O problema é que confundimos o valor das coisas com o valor da vida. Acreditamos que a posse trará sentido, mas o sentido raramente está naquilo que acumulamos.<br>Está nos vínculos, na experiência, na consciência de estarmos presentes no agora. O tédio que segue a posse é um sinal de que não é o objeto que nos faltava, mas um encontro mais profundo com o que realmente importa.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa reflexão nos convida a rever nossas prioridades:<br>O que temos desejado?<br>O que estamos colocando no centro da nossa existência?<br>O que estamos sacrificando em nome de conquistas que, no fundo, não conversam com o que somos?<br>O que realmente importa?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Talvez a vida peça menos acúmulo e mais presença, menos idealizações e mais verdade. Menos corrida e mais pausa. Porque, no fim, não se trata apenas do que temos, mas de quem nos tornamos enquanto desejamos. E, principalmente, do que cultivamos em nós quando o desejo cede espaço à reflexão e o tédio, à consciência.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">Com carinho!<br>Fátima Aquino<br>Psicóloga Clínica</p>
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		<title>A mídia, os padrões estéticos e autocuidado: uma reflexão para o dia da Mulher</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Lorena Cristina]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Mar 2025 17:14:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Nutrição]]></category>
		<category><![CDATA[Autocuidado]]></category>
		<category><![CDATA[estética]]></category>
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					<description><![CDATA[Quantas vezes você já se sentiu pressionada a mudar seu corpo? Um estudopublicado em 2022 pelo Brazilian Journal of Development mostrou que, por voltados 15 anos, 74% das adolescentes já estão insatisfeitas com o seu corpo,influenciadas especialmente pela mídia. Basta um simples rolar de tela nas redessociais e a mensagem parece clara: ser mulher está [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">Quantas vezes você já se sentiu pressionada a mudar seu corpo? Um estudo<br>publicado em 2022 pelo Brazilian Journal of Development mostrou que, por volta<br>dos 15 anos, 74% das adolescentes já estão insatisfeitas com o seu corpo,<br>influenciadas especialmente pela mídia. Basta um simples rolar de tela nas redes<br>sociais e a mensagem parece clara: ser mulher está diretamente ligado a caber em<br>um padrão estético inalcançável. Corpos “perfeitos”, dietas da moda e a promessa<br>de felicidade vinculada à perda de peso são narrativas que a mídia sustenta há<br>anos.<br>Não estou dizendo que querer cuidar do corpo ou buscar mudanças seja algo<br>negativo. Pelo contrário, cuidar de si, buscar se sentir bem com o próprio corpo é<br>completamente válido. O problema surge quando essa busca se transforma em uma<br>constante comparação, acompanhada de autocríticas duras e da crença equivocada<br>de que a nossa felicidade depende de alcançar um corpo “ideal”. Essa pressão<br>contínua, em vez de promover o autocuidado, acaba gerando insatisfação e<br>frustração.<br>Essa pressão afeta também a nossa relação com a comida. Comer, que deveria ser<br>um momento de prazer, frequentemente se torna uma batalha marcada pela culpa e<br>por restrições desnecessárias. Comentários aparentemente simples – como<br>“menina bonita não come isso” ou “tem que se controlar para não engordar” –<br>podem deixar marcas profundas na forma como percebemos nossa alimentação e<br>nosso corpo, acompanhando-nos por toda a vida.<br>Nesse dia da Mulher, convido você a repensar essa relação. E se, ao invés de ver a<br>alimentação como um fardo, passássemos a encará-la como um ato de<br>amor-próprio? Imagine a diferença de substituir um lanche industrializado por um<br>sanduíche natural, não por imposição ou culpa, mas porque você reconhece que<br>está oferecendo ao seu corpo o cuidado e nutrição que ele merece. E se, em vez de<br>nutrir sentimentos negativos em relação ao seu corpo, você optasse por valorizá-lo<br>exatamente como ele é?<br>Amar o próprio corpo não significa se entregar ao conformismo. Pelo contrário,<br>significa reconhecer que você merece se cuidar não porque precisa atingir um<br>padrão, mas porque seu corpo é seu lar, e você merece sentir-se bem nele.<br>Encarar a alimentação como um espaço de autocuidado significa respeitar cada<br>etapa do seu processo, seja na busca por emagrecimento, no ganho de massa ou<br>na manutenção da saúde.<br>Optar por uma alimentação consciente, sem se prender a comparações, é um passo<br>rumo à liberdade. Uma sugestão prática é fazer uma pausa antes de cada refeição,<br>observar atentamente o aroma, as cores e a textura dos alimentos, e se perguntar<br>se a fome que você sente é física ou emocional. Pequenas mudanças, alinhadas ao<br>seu ritmo e às suas necessidades, podem transformar a maneira como você se<br>relaciona com a comida.<br>Ao celebrarmos o dia da Mulher, meu convite é simples: abrace o autocuidado como<br>uma forma de resistir à pressão estética. Valorize cada conquista, por menor que<br>pareça, e lembre-se de que você merece cuidar do seu corpo e da sua mente com<br>todo o carinho. Esse é o verdadeiro ato revolucionário.</p>
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		<title>As máscaras do carnaval</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fátima Aquino]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Feb 2022 00:37:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[autoconhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[Carnaval]]></category>
		<category><![CDATA[Datas comemorativas]]></category>
		<category><![CDATA[Máscaras]]></category>
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		<category><![CDATA[Reflexão]]></category>
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					<description><![CDATA[O conceito de máscaras (persona) foi originado na psicologia analítica, ou como também é conhecida, psicologia junguiana. Segundo o psiquiatra e psicoterapeuta suíço Carl Jung, todos apresentamos personas ou máscaras sociais ao representarmos nossos diversos papéis e fazemos isso na tentativa de nos aproximar daquilo que pensamos ser uma representação aceitável de nós mesmas ao outro e [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">O conceito de máscaras (persona) foi originado na psicologia analítica, ou como também é conhecida, psicologia junguiana. Segundo o psiquiatra e psicoterapeuta suíço Carl Jung, todos apresentamos personas ou máscaras sociais ao representarmos nossos diversos papéis e fazemos isso na tentativa de nos aproximar daquilo que pensamos ser uma representação aceitável de nós mesmas ao outro e ao mundo, já que todas temos receios de nos apresentar como somos. São máscaras de artificialidade que se sobrepõe à nossa verdadeira natureza.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nossas máscaras servem para orientar expectativas e impressões, para nos sentirmos melhor conosco mesmas. A idéia de que estamos em um palco muitas vezes nos parece verdadeira. Representamos em cada contexto da nossa vida e dessa forma nos relacionamos com as outras pessoas e com cada situação, adotando máscaras diferentes conforme o ambiente social.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Usamos essas máscaras sempre que o medo de sermos mal vistas, rejeitadas ou agredidas pelo que somos ou desejamos, aparece.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Jung fala da máscara social, sobre o que um ser humano devia &#8220;parecer ser”, como uma saída os receios que todos temos de nos apresentarmos como somos e como uma tentativa de sentir-nos melhor para enfrentar situações desagradáveis.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tudo isso nos influencia a representar e a usar nossas máscaras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As máscaras teatrais surgiram na Grécia antiga, eram utilizadas para encobrir o rosto dos atores, dando a eles a oportunidade de representação e a ênfase aos papéis que representavam.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Do grego temos também a persona, que é um termo que significa máscara.&nbsp; A palavra personalidade vem de persona e Carl Jung, descreveu a persona como a imagem que uma pessoa se mostra externamente, e a atitude que assume como resposta às situações dentro das suas vivências e experiências. Essa máscara encobre o &#8220;eu&#8221; dando lugar a essa persona que é uma representação de nós mesmas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Claro que tudo isso se dá, na grande maioria das vezes de modo inconsciente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As redes sociais mostram isso com clareza. Não pense agora na rede social de alguém, pense na sua. Dê uma olhada nela após a leitura desse texto e avalie se lá não estão as máscaras ou a persona que você escolheu apresentar ao mundo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Veja bem, eu não estou te repreendendo ou julgando por isso, de forma nenhuma, até porque todos nós nos valemos dessas máscaras, em maior ou menor grau. Porém é muito válido reconhecer esse mecanismo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É evidente que o uso de máscaras podem criar um reduto de segurança, mas isso também pode gerar o risco de que nem nós mesmas saibamos bem quem somos de tão identificadas que nos tornamos com nossas máscaras ou&nbsp;personas, já que isso geram um senso de proteção em nós, das expectativas e censuras dos outros. Por isso torna-se difícil viver sem algum tipo de máscaras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas podemos viver de máscaras o tempo todo?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Qual o perigo de usá-las?</p>



<p class="wp-block-paragraph">O que resta de nós se as tirarmos?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quais as máscaras utilizamos todos os dias e nem percebemos?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde a infância aprendemos a desenvolver nossas máscaras, mas podemos formá-las também na adolescência e na fase adulta, dependendo da necessidade, já que as máscaras são uma estratégia de interação com nossas primeiras referencias, ou seja, a família e posteriormente com as demais pessoas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A máscara mais comum vem da necessidade de reconhecimento, pertencimento e aprovação que todo ser humano tem e para alcançar isso, começamos a &#8220;agradar&#8221; desde a infância. Com nossa máscara começamos a agradar a todos (muitas vezes a custa de nos desagradar) puramente pela necessidade inconsciente de ser aceita, amada e reconhecida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o passar do tempo, se essa necessidade não é suprida, as máscaras se fortalecem, em uma busca externa, incessante e frustrante, na qual os comportamentos vão sendo repetidos a todo tempo e a todo custo e nós nos podemos nos perder e nos distanciar demais do nosso verdadeiro eu. Quando nos perdemos de nós e nos distanciamos demais de quem somos, nos tornamos vazias, tristes, sem esperança e insatisfeitas com a vida que temos. Olhamos para nós e não sabemos quem somos, só temos a certeza de que o que vemos de nós, não é o que gostaríamos de ser.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É preciso entender que não somos as máscaras que criamos e o autoconhecimento pode ser um caminho a ser trilhado pois, ainda que doloroso em alguns momentos, produz em nós um retorno, uma volta (muitas vezes a infância) e uma nova oportunidade de chegarmos mais próximos da nossa essência e da vida que faz sentido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pode não parecer, mas não é nada fácil identificar nossas máscaras. Primeiro é necessário compreender que todos nós temos máscaras, e que elas são importantes para nossa saúde mental, depois devemos buscar reconhecer sua existência e ter como objetivo tornar consciente os conteúdos inconscientes. Tão importante como tomar conhecimento dessas personas é saber qual usar de acordo com a situação vivida, como um ator com seus personagens.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vale lembrar que nos adaptar e responder às várias situações sociais com que nos deparamos não é o mesmo que fingir, passa por conciliar aquilo que queremos transmitir com o que o mundo realmente percebe sobre nós. Seja como for, não é fingir: é responder adequadamente às várias situações sociais, adaptando-nos a elas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quanto mais consciente nos tornamos de nossa verdadeira essência, mais se reduzirá a ação das máscaras em nossa vida, de modo que nós podemos e devemos usá-las mas nossa escolha deve ser sempre consciente, assertiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O processo de autoconhecimento pode elevar o nível de consciência sobre nós mesmas, e revelar quais tipos de máscaras são utilizadas, se elas são positivas ou negativas. E o mais importante, o que originou essas máscaras e nos fez reproduzir determinados comportamentos, nos auxiliando na resignificação dos acontecimentos e na manifestação da nossa essência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após a identificação das nossas máscaras se faz importante compreender quais são as negativas e porque elas são usadas, quais carências nos levaram a utilizar cada tipos específico de máscara. Existem muitas variações de personas e mascaras, por exemplo, a mascara da prestativa, da religiosa, da desapegada, da humilde, da boa moça, da sexy, da mãe de família, da batalhadora, entre tantas outras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Você reconhece alguma dessas?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se não, quais são as máscaras que você tem utilizado ao longo da sua vida?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ter consciência de nossas máscaras nos dará a oportunidade de rever nossos relacionamentos e nossos comportamentos e nos dará o poder de irmos atrás da nossa essência e em busca do nosso verdadeiro eu.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quanta complexidade tem o nosso ser não é mesmo?</p>



<p class="wp-block-paragraph">E a gente que pensava que usávamos máscaras apenas para nos divertir ou nos disfarçar no carnaval&#8230;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na verdade, o carnaval pode ser uma ocasião onde muitas mascaras &#8220;caem&#8221; revelando o self ou o &#8220;eu real&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Espero que esse artigo seja revelador para você!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com carinho,</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fátima Aquino</p>



<p class="wp-block-paragraph">Psicóloga Clínica</p>
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		<title>O porteiro, o homem do campo e a lei</title>
		<link>https://revistarevolution.com.br/introducao-alimentar-ate-o-primeiro-ano/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Giulia Cherulli]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 09 Jan 2022 15:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direito]]></category>
		<category><![CDATA[Acessibilidade]]></category>
		<category><![CDATA[direito]]></category>
		<category><![CDATA[justiça]]></category>
		<category><![CDATA[lei]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexão]]></category>
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					<description><![CDATA[&#160;O homem do campo chega ao porteiro para entrar na lei, mas o porteiro nega e diz que “ele não pode permitir sua entrada naquele momento”. Não obstante, o porteiro nunca revela ao homem do campo o momento de entrar na lei. A fim de olhar para o interior de onde se encontrava a lei, [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;O homem do campo chega ao porteiro para entrar na lei, mas o porteiro nega e diz que “ele não pode permitir sua entrada naquele momento”. Não obstante, o porteiro nunca revela ao homem do campo o momento de entrar na lei. A fim de olhar para o interior de onde se encontrava a lei, o homem do campo se acocora. O porteiro ri e adverte “eu sou apenas o mais baixo entre os porteiros. A cada nova sala há novos porteiros, um mais poderoso que o outro”. Não havendo o que fazer, o homem do campo esperou o momento adequado de entrar na lei, “e lá ele fica sentado durante dias e anos”. Já no seu leito de morte o homem do campo pergunta: “Como pode em todos esses anos ninguém a não ser eu pedir para entrar?” Então o porteiro revela: “Aqui não poderia ser permitida a entrada de mais ninguém, pois essa entrada foi destinada apenas a ti. Agora eu vou embora e tranco-a”. (Kafka. 2016, 246 &#8211; 247).</p>



<p class="wp-block-paragraph"> Se a porta estava aberta, mas apesar disso a lei permanecia inacessível com o porteiro obstruindo a porta, devemos considerar que a questão é que o homem do campo para ter acesso à lei deveria ter decifrado antes a própria lei e seus enigmas?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pode-se dizer que a inlegibilidade da lei se transforma no não acesso da própria lei. Essa falta de clareza acaba esgotando a possibilidade do “homem comum” de caminhar diante da lei.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As leis foram criadas para os homens e seu convívio em sociedade, portando se deve sempre tentar ao máximo compreender e decifrar as normas para que efetivamente sejam aplicadas aos homens “do campo” pois foram criadas para eles.</p>



<p class="wp-block-paragraph"> Essa incompreensibilidade, abordada por Kafta é uma importante reflexão para que na própria atualidade nos busquemos clarear as verdades impostas ao homem do campo, evoluídos para nós “homens e mulheres comuns”, personificados em milhares e milhares de regras e normas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para este novo ano, mais clareza e principalmente, equidade e acessibilidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na referida parábola existem três personagens importantes: o homem do campo, o porteiro e a lei. Diante da lei trata-se de um diálogo entre Josef K e um sacerdote da catedral. Em suma, a parábola é a seguinte:</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp;O homem do campo chega ao porteiro para entrar na lei, mas o porteiro nega e diz que “ele não pode permitir sua entrada naquele momento”. Não obstante, o porteiro nunca revela ao homem do campo o momento de entrar na lei. A fim de olhar para o interior de onde se encontrava a lei, o homem do campo se acocora. O porteiro ri e adverte “eu sou apenas o mais baixo entre os porteiros. A cada nova sala há novos porteiros, um mais poderoso que o outro”. Não havendo o que fazer, o homem do campo esperou o momento adequado de entrar na lei, “e lá ele fica sentado durante dias e anos”. Já no seu leito de morte o homem do campo pergunta: “Como pode em todos esses anos ninguém a não ser eu pedir para entrar?” Então o porteiro revela: “Aqui não poderia ser permitida a entrada de mais ninguém, pois essa entrada foi destinada apenas a ti. Agora eu vou embora e tranco-a”. (Kafka. 2016, 246 &#8211; 247).</p>



<p class="wp-block-paragraph"> Se a porta estava aberta, mas apesar disso a lei permanecia inacessível com o porteiro obstruindo a porta, devemos considerar que a questão é que o homem do campo para ter acesso à lei deveria ter decifrado antes a própria lei e seus enigmas?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pode-se dizer que a inlegibilidade da lei se transforma no não acesso da própria lei. Essa falta de clareza acaba esgotando a possibilidade do “homem comum” de caminhar diante da lei.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As leis foram criadas para os homens e seu convívio em sociedade, portando se deve sempre tentar ao máximo compreender e decifrar as normas para que efetivamente sejam aplicadas aos homens “do campo” pois foram criadas para eles.</p>



<p class="wp-block-paragraph">  Essa incompreensibilidade, abordada por Kafta é uma importante reflexão para que na própria atualidade nos busquemos clarear as verdades impostas ao homem do campo, evoluídos para nós “homens e mulheres comuns”, personificados em milhares e milhares de regras e normas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">  Para este novo ano, mais clareza e principalmente, equidade e acessibilidade.</p>
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		<title>Tradições de Ano Novo ao redor do mundo</title>
		<link>https://revistarevolution.com.br/tradicoes-de-ano-novo-ao-redor-do-mundo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Thais de Bem]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 26 Dec 2021 15:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Turismo]]></category>
		<category><![CDATA[2022]]></category>
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					<description><![CDATA[O Réveillon ou Ano Novo, é a comemoração da passagem de ano do dia 31 de dezembro para o dia 1º de janeiro do próximo ano. O “réveillon” vem do francês que significa “acordar”, “despertar”, ou seja, é um momento que se refere à uma nova etapa de vida que se inicia, é um momento [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O Réveillon ou Ano Novo, é a comemoração da passagem de ano do dia 31 de dezembro para o dia 1º de janeiro do próximo ano. O “réveillon” vem do francês que significa “acordar”, “despertar”, ou seja, é um momento que se refere à uma nova etapa de vida que se inicia, é um momento de reflexão, de análises e até de encerramento de ciclos e tomada de decisão estabelecendo metas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É uma data celebrada em várias partes do mundo, transformando-se em uma das mais importantes festividades e celebrações, com raízes históricas e também culturais, sendo algumas tão famosas que atraem multidões e diversos turistas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma das viradas do ano mais famosas é a de Nova York, na Times Square. Milhares de pessoas se reúnem para acompanhar a descida de uma bola gigante no topo de um prédio, a Ball Drop. A bola é acesa às 18 horas e inicia sua subida, para depois cair às 23:59. Uma tradição norte-americana nesse momento da virada é dar um beijo no seu parceiro, sendo sinal de desejar muito amor e saúde para o ano inteiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na Austrália não é costume as pessoas utilizarem branco e não é permitido beber em qualquer lugar. Além disso, diferente de outros países, as crianças não precisam esperar até meia-noite para ver a queima de fogos, isso porque, às 21 horas há um show antecipado para elas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na Dinamarca, as pessoas costumam guardar as louças velhas até o dia 31 de dezembro, para jogá-las contra as portas de amigos e familiares à meia-noite. Essa tradição é para afastar os maus espíritos daquelas cujas casas foram atacadas com os pratos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nas Filipinas, há o costume de servir apenas frutas redondas no dia de Ano Novo, pois o formato das frutas lembra as moedas, o que promete trazer dinheiro e prosperidade para o novo ano que se inicia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em alguns países da América Latina, como Equador, Colômbia e Panamá, é comum ver espantalhos, bonecos ou fotos antigas, do ano que passou serem queimadas até em praça pública no dia 31 de dezembro. Essa tradição ocorre para assegurar que o novo ano que chega, traga sorte.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No México, é costume jogar baldes de água pela janela e abrir a porta da frente da casa para varrer simbolicamente o ano antigo. Depois os mexicanos jogam moedas no chão e as varrem de volta para dentro de casa para encorajar um futuro próspero. Outro costume é sair com as malas vazias à meia noite para dar uma voltar pedindo por viagens nesse ano seguinte. Também há o costume latino-americano, no sul do país de queimar “el viejo” ou pinhatas como símbolo de renovação, dando boas-vindas ao novo ano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Japão, as comemorações começam no dia 31 de dezembro e se estendem até 3 de janeiro. No dia 31, as pessoas costumam ir a um templo budista trajando quimonos tradicionais para fazer suas orações e pedidos para o ano seguinte. No dia 31 pela noite, a contagem regressiva é feita por um ritual, no qual é preciso tocar um sino 108 vezes caso você queira começar o ano cheio de prosperidade. Acredita-se que tocando o sino uma vez para cada um dos pecados humanos, eles se limpam desses pecados e estão prontos para inicia um novo ano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Alguns países não celebram o Ano Novo no dia 1º de janeiro, como a China, por exemplo, pois possuem um calendário distinto daquele usado em grande parte dos países. Lá é celebrado no final de fevereiro, início de março, conhecido como Ano Novo Lunar Chinês. As cores oficias dessa passagem do ano são o vermelho e dourado, cores que de acordo com eles, trazem sorte. Dias antes da passagem do ano, as ruas já são decoradas com as tradicionais lanternas vermelhas e no dia de encerramento da celebração do Ano Novo há o Festival da Lanternas. Uma festa em que as famílias se reúnem e lançam uma pequena lanterna que flutua no ar. Geralmente as pessoas escrevem um desejo na lanterna antes de lançá-la.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Tailândia é outro país que celebro o Ano Novo em outra data. De acordo com o calendário astrológico indiano, é celebrado no dia 13 de abril, o chamado Songkran. Os tailandeses oferecem pratos festivos aos monges budistas e é costume também lavar as estátuas de Buda com água perfumada. Para celebrar a data, os tailandeses molham uns aos outros com pistolas de água, baldes ou mangueiras no Festival das Águas, como forma de se livrar das energias negativas que se acumularam ao longo do ano que passou.</p>
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