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	<title>Medo &#8211; Revista Revolution</title>
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	<description>Mais que uma revista, uma revolução.</description>
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		<title>Tenho medo de chamar atenção quando me visto</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Karina Tânia]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Mar 2025 17:23:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Moda]]></category>
		<category><![CDATA[chamar atenção]]></category>
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					<description><![CDATA[Se tem uma coisa que trava muitas mulheres na hora de se vestir, é o medo dechamar atenção. Você quer ousar mais, testar cores diferentes, brincar comcombinações criativas, mas quando chega o momento de colocar aquele lookbapho… bate a insegurança. &#8220;E se falarem de mim? E se acharem que estouexagerada? E se eu parecer uma [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">Se tem uma coisa que trava muitas mulheres na hora de se vestir, é o medo de<br>chamar atenção. Você quer ousar mais, testar cores diferentes, brincar com<br>combinações criativas, mas quando chega o momento de colocar aquele look<br>bapho… bate a insegurança. &#8220;E se falarem de mim? E se acharem que estou<br>exagerada? E se eu parecer uma luz de Natal piscando no meio da multidão?&#8221; Pois<br>é, essa é uma daquelas crenças que a gente carrega sem nem perceber.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde criança, ouvimos coisas como &#8220;Olha que feio, chamando atenção desse<br>jeito!&#8221; e a ideia vai grudando na nossa cabeça. Crescemos acreditando que se<br>cuidar demais é algo fútil, que mulher bonita não pode ser inteligente, que<br>destacar-se é um problema. E o resultado? Um guarda-roupa cheio de roupas<br>básicas, sem identidade, sem aquela dose de personalidade que faz a diferença.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">O medo de chamar atenção acontece porque, ao tentar algo novo, você está<br>quebrando um padrão que foi confortável por muito tempo. Se sempre usou roupas<br>neutras, colocar uma blusa vermelha já parece um evento! E sim, as pessoas vão<br>notar. Mas calma, notar não é criticar. Quando você entende o que está fazendo,<br>quando descobre por que certas peças funcionam para você, a segurança cresce e<br>o medo vai ficando para trás.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma das maiores armadilhas desse medo é o ciclo do &#8220;compra mas não usa&#8221;. Num<br>dia de coragem, você se aventura e compra aquela saia estampada maravilhosa,<br>mas quando chega a hora de vestir, o pânico bate e lá vai você de novo para a calça<br>jeans e a camiseta básica. Resultado? Um armário cheio de peças que não saem<br>da etiqueta e frustração por não conseguir sair da bolha.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">Agora, imagina como isso afeta não só a sua moda, mas também a sua carreira.<br>Quantas vezes você já não se segurou em uma reunião, com medo de parecer<br>&#8220;demais&#8221;? Aquela promoção que você tanto quer pode estar atrelada à sua<br>presença, ao impacto que você causa, à imagem que transmite. E adivinha?<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">Chamar atenção da forma certa pode ser exatamente o que você precisa!<br>Tudo começa aos poucos. Não precisa sair do preto e branco direto para um vestido<br>neon. Pequenas mudanças já fazem toda a diferença: um acessório, uma barra de<br>calça dobrada, um sapato colorido. O importante é entender que a sua imagem<br>deve estar sob o SEU controle, não das roupas, não dos medos, não da opinião<br>alheia. A próxima vez que você se olhar no espelho e sentir vontade de trocar de<br>roupa por medo de chamar atenção, respire fundo e pense: &#8220;Isso aqui sou eu me<br>escondendo ou me expressando?&#8221; Escolha se mostrar ao mundo, porque você<br>merece ser vista!</p>
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		<title>O Halloween e o medo que nos habita</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fátima Aquino]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 30 Oct 2022 15:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Halloween]]></category>
		<category><![CDATA[Medo]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[saúde mental]]></category>
		<category><![CDATA[sentimentos]]></category>
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					<description><![CDATA[Em tempos de Halloween entramos em contato com uma das principais sensações provocadas nesse período, o medo. O medo é basicamente a maneira que encontramos de nos preparar para algo que representa uma ameaça ou um perigo para nós.&#160; Nesse caso ocorrem alterações em nosso organismo que buscam aumentar nossas chances num possível confronto, ou seja, [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">Em tempos de Halloween entramos em contato com uma das principais sensações provocadas nesse período, o medo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O medo é basicamente a maneira que encontramos de nos preparar para algo que representa uma ameaça ou um perigo para nós.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse caso ocorrem alterações em nosso organismo que buscam aumentar nossas chances num possível confronto, ou seja, nosso corpo se prepara para duas reações: lutar ou fugir.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando nos sentimos assim, ameaçadas por algum perigo, real ou imaginário, nosso cérebro libera hormônios como, por exemplo a adrenalina, que acelera nossos batimentos cardíacos, com o o objetivo de nos preparar para enfrentar as situações de perigo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Halloweem aparece como um auxilio no enfrentamento dos nossos medos, usando o humor numa tentativa quase desesperada de dissipar os fantasmas que aterrorizam nosso imaginário e que habitam nossa mente e os mistérios não respondidos. Temos que admitir, esses fantasmas nos encantam e nos assustam ao mesmo tempo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dessa forma o Halloweem cresce e se dissemina pelos cantos do mundo em formato de festas, séries e filmes, tudo isso pelo fato de que toca nessa área frágil ou indecifrável que todos nós possuímos, os nossos medos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quem não tem os seus?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Eles podem aparecer, representados nesse período, como cabeças de abóboras assombradas, fantasmas, lobisomens, bruxa, vampiros e simbolicamente podem representar os medos que estão em mim e em você.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O medo do desconhecido, do escuro, do não sabido, das incertezas, dos mistérios que nos atravessam.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Medo da morte, das perdas, do adoecimento, da depressão, medo da frustração.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Medo de ser racional, de tomar decisões, de fazer escolhas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Medo de agir pela emoção, medo do amor e do ódio, medo de não ser aceita, medo da rejeição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">São tantos medos que nos atravessam que tentamos esconder e fazê-los imperceptíveis, porém nessa festa eles são ressaltados com um certo humor, já que &#8220;o humor nos salva&#8221;, como dizia Freud.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Alguns medos relacionam-se com a nossa infância, outros com nossa adolescência, outros com a maturidade, e outros ainda com a experiência da velhice. Muitos se relacionam com produtos do nosso inconsciente. Fato é que na maioria das vezes eles aparecem como &#8220;monstros&#8221;, que são metáforas dos nossos medos reais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O medo pode ser algo extremamente relacionado com a subjetividade e com os aspectos humanos, coletivos e individuais. Ao tratarmos do medo além da ótica de uma reação automática, ele se caracteriza como uma emoção provocada por nossa percepção, as vezes são medos tão especifico e pessoais, fobias quase impossíveis de explicar, outras vezes são medos simples e comuns a todas nós.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É importante saber que existem elementos que são universalmente produtores de medo e que podem variar de acordo com a cultura de cada pessoa, ou seja, alguns objetos ou acontecimentos tem o poder de causar um medo em uma coletividade, já outros objetos são causadores de medo de forma muito particular. Há quem tenha medo de morrer, e há quem tenha medo por exemplo, de pronunciar alguma palavra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A sensação do medo quando assistimos, por exemplo, a um filme de terror, tem o poder de atrair nossa atenção de tal forma que não conseguimos nos desvencilhar da ficção e sentimos como se fossemos nós mesmas a ser perseguida pelo assassino maníaco.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse tipo de obra faz sucesso, entre outras coisas, pelo fato de que quando nos prendemos a ela, nos esquecemos de todas as outras sensações que carregamos, nossas preocupações, dores, magoas. Elas nos servem como um anestésico momentâneo, capaz de nos fazer parar de pensar em algo que nos angustia. Talvez seja a troca momentânea do medo real por um medo imaginário, ou seja, enquanto estamos com medo, nosso foco principal é processar aquele estímulo, assim bloqueamos outros pensamentos e ‘preocupações’ menos relevantes para a nossa sobrevivência. Se você estava ruminando pensamentos sobre uma briga com seu namorado, mas agora está imersa em uma narrativa de fuga de um&nbsp;assassino, seu foco será todo dirigido para essa fuga, com isso, é comum que as pessoas se sintam menos preocupadas depois de um filme de terror.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vale ressaltar que sentir medo faz parte da condição humana, mas quando esse medo é desproporcional e ocorre com freqüência, pode denunciar a necessidade de cuidados e o apontamento de que algo esta errado. E isso dá medo também.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante disso, que nosso Halloweem seja essa tentativa de dissipar nossos medos e brincarmos, transformando o que nos aterroriza em festa e brincando de susto, sentindo arrepios e correndo da morte. E por fim, comamos alguns doces e nos deliciemos com as travessuras, pois precisamos buscar a doçura para que o amargo não inunde a nossa vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um abraço carinhoso,</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fátima Aquino&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Psicóloga Clínica&nbsp;</p>
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