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	<title>Máscaras &#8211; Revista Revolution</title>
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		<title>As máscaras do carnaval</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fátima Aquino]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 22 Feb 2022 00:37:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
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					<description><![CDATA[O conceito de máscaras (persona) foi originado na psicologia analítica, ou como também é conhecida, psicologia junguiana. Segundo o psiquiatra e psicoterapeuta suíço Carl Jung, todos apresentamos personas ou máscaras sociais ao representarmos nossos diversos papéis e fazemos isso na tentativa de nos aproximar daquilo que pensamos ser uma representação aceitável de nós mesmas ao outro e [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">O conceito de máscaras (persona) foi originado na psicologia analítica, ou como também é conhecida, psicologia junguiana. Segundo o psiquiatra e psicoterapeuta suíço Carl Jung, todos apresentamos personas ou máscaras sociais ao representarmos nossos diversos papéis e fazemos isso na tentativa de nos aproximar daquilo que pensamos ser uma representação aceitável de nós mesmas ao outro e ao mundo, já que todas temos receios de nos apresentar como somos. São máscaras de artificialidade que se sobrepõe à nossa verdadeira natureza.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nossas máscaras servem para orientar expectativas e impressões, para nos sentirmos melhor conosco mesmas. A idéia de que estamos em um palco muitas vezes nos parece verdadeira. Representamos em cada contexto da nossa vida e dessa forma nos relacionamos com as outras pessoas e com cada situação, adotando máscaras diferentes conforme o ambiente social.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Usamos essas máscaras sempre que o medo de sermos mal vistas, rejeitadas ou agredidas pelo que somos ou desejamos, aparece.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Jung fala da máscara social, sobre o que um ser humano devia &#8220;parecer ser”, como uma saída os receios que todos temos de nos apresentarmos como somos e como uma tentativa de sentir-nos melhor para enfrentar situações desagradáveis.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tudo isso nos influencia a representar e a usar nossas máscaras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As máscaras teatrais surgiram na Grécia antiga, eram utilizadas para encobrir o rosto dos atores, dando a eles a oportunidade de representação e a ênfase aos papéis que representavam.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Do grego temos também a persona, que é um termo que significa máscara.&nbsp; A palavra personalidade vem de persona e Carl Jung, descreveu a persona como a imagem que uma pessoa se mostra externamente, e a atitude que assume como resposta às situações dentro das suas vivências e experiências. Essa máscara encobre o &#8220;eu&#8221; dando lugar a essa persona que é uma representação de nós mesmas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Claro que tudo isso se dá, na grande maioria das vezes de modo inconsciente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As redes sociais mostram isso com clareza. Não pense agora na rede social de alguém, pense na sua. Dê uma olhada nela após a leitura desse texto e avalie se lá não estão as máscaras ou a persona que você escolheu apresentar ao mundo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Veja bem, eu não estou te repreendendo ou julgando por isso, de forma nenhuma, até porque todos nós nos valemos dessas máscaras, em maior ou menor grau. Porém é muito válido reconhecer esse mecanismo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É evidente que o uso de máscaras podem criar um reduto de segurança, mas isso também pode gerar o risco de que nem nós mesmas saibamos bem quem somos de tão identificadas que nos tornamos com nossas máscaras ou&nbsp;personas, já que isso geram um senso de proteção em nós, das expectativas e censuras dos outros. Por isso torna-se difícil viver sem algum tipo de máscaras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas podemos viver de máscaras o tempo todo?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Qual o perigo de usá-las?</p>



<p class="wp-block-paragraph">O que resta de nós se as tirarmos?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quais as máscaras utilizamos todos os dias e nem percebemos?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde a infância aprendemos a desenvolver nossas máscaras, mas podemos formá-las também na adolescência e na fase adulta, dependendo da necessidade, já que as máscaras são uma estratégia de interação com nossas primeiras referencias, ou seja, a família e posteriormente com as demais pessoas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A máscara mais comum vem da necessidade de reconhecimento, pertencimento e aprovação que todo ser humano tem e para alcançar isso, começamos a &#8220;agradar&#8221; desde a infância. Com nossa máscara começamos a agradar a todos (muitas vezes a custa de nos desagradar) puramente pela necessidade inconsciente de ser aceita, amada e reconhecida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o passar do tempo, se essa necessidade não é suprida, as máscaras se fortalecem, em uma busca externa, incessante e frustrante, na qual os comportamentos vão sendo repetidos a todo tempo e a todo custo e nós nos podemos nos perder e nos distanciar demais do nosso verdadeiro eu. Quando nos perdemos de nós e nos distanciamos demais de quem somos, nos tornamos vazias, tristes, sem esperança e insatisfeitas com a vida que temos. Olhamos para nós e não sabemos quem somos, só temos a certeza de que o que vemos de nós, não é o que gostaríamos de ser.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É preciso entender que não somos as máscaras que criamos e o autoconhecimento pode ser um caminho a ser trilhado pois, ainda que doloroso em alguns momentos, produz em nós um retorno, uma volta (muitas vezes a infância) e uma nova oportunidade de chegarmos mais próximos da nossa essência e da vida que faz sentido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pode não parecer, mas não é nada fácil identificar nossas máscaras. Primeiro é necessário compreender que todos nós temos máscaras, e que elas são importantes para nossa saúde mental, depois devemos buscar reconhecer sua existência e ter como objetivo tornar consciente os conteúdos inconscientes. Tão importante como tomar conhecimento dessas personas é saber qual usar de acordo com a situação vivida, como um ator com seus personagens.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vale lembrar que nos adaptar e responder às várias situações sociais com que nos deparamos não é o mesmo que fingir, passa por conciliar aquilo que queremos transmitir com o que o mundo realmente percebe sobre nós. Seja como for, não é fingir: é responder adequadamente às várias situações sociais, adaptando-nos a elas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quanto mais consciente nos tornamos de nossa verdadeira essência, mais se reduzirá a ação das máscaras em nossa vida, de modo que nós podemos e devemos usá-las mas nossa escolha deve ser sempre consciente, assertiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O processo de autoconhecimento pode elevar o nível de consciência sobre nós mesmas, e revelar quais tipos de máscaras são utilizadas, se elas são positivas ou negativas. E o mais importante, o que originou essas máscaras e nos fez reproduzir determinados comportamentos, nos auxiliando na resignificação dos acontecimentos e na manifestação da nossa essência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após a identificação das nossas máscaras se faz importante compreender quais são as negativas e porque elas são usadas, quais carências nos levaram a utilizar cada tipos específico de máscara. Existem muitas variações de personas e mascaras, por exemplo, a mascara da prestativa, da religiosa, da desapegada, da humilde, da boa moça, da sexy, da mãe de família, da batalhadora, entre tantas outras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Você reconhece alguma dessas?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se não, quais são as máscaras que você tem utilizado ao longo da sua vida?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ter consciência de nossas máscaras nos dará a oportunidade de rever nossos relacionamentos e nossos comportamentos e nos dará o poder de irmos atrás da nossa essência e em busca do nosso verdadeiro eu.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quanta complexidade tem o nosso ser não é mesmo?</p>



<p class="wp-block-paragraph">E a gente que pensava que usávamos máscaras apenas para nos divertir ou nos disfarçar no carnaval&#8230;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na verdade, o carnaval pode ser uma ocasião onde muitas mascaras &#8220;caem&#8221; revelando o self ou o &#8220;eu real&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Espero que esse artigo seja revelador para você!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com carinho,</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fátima Aquino</p>



<p class="wp-block-paragraph">Psicóloga Clínica</p>
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