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	<title>Evolução &#8211; Revista Revolution</title>
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		<title>A evolução da mulher no mercado de trabalho – Conquistas e perspectivas futuras</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Laila Lemos]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Mar 2025 17:18:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Carreiras]]></category>
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					<description><![CDATA[A trajetória da mulher no mercado de trabalho é marcada por desafios, conquistas euma busca incessante por igualdade, refletindo a determinação de romper barreirase redefinir seu papel na sociedade. Desde os primeiros passos rumo à inserçãoprofissional, quando as mulheres começaram a contribuir na economia mesmodiante de condições adversas e remunerações desiguais, ficou evidente que avontade [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">A trajetória da mulher no mercado de trabalho é marcada por desafios, conquistas e<br>uma busca incessante por igualdade, refletindo a determinação de romper barreiras<br>e redefinir seu papel na sociedade. Desde os primeiros passos rumo à inserção<br>profissional, quando as mulheres começaram a contribuir na economia mesmo<br>diante de condições adversas e remunerações desiguais, ficou evidente que a<br>vontade de participar ativamente da vida social e econômica sempre esteve<br>presente. Naqueles tempos, as condições de trabalho eram rigorosas e as jornadas<br>exaustivas, mas esse cenário não impediu o surgimento de movimentos que<br>reivindicavam direitos fundamentais, como a melhoria das condições laborais e a<br>redução da carga horária. Essa luta pioneira foi o alicerce para as transformações<br>que se seguiriam, permitindo que futuras gerações desafiassem limitações e<br>conquistassem cada vez mais espaço em diversos setores.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">O Dia Internacional da Mulher tem suas raízes nas lutas operárias e nos<br>movimentos feministas do início do século XX, quando mulheres de diversas partes<br>do mundo começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, salários justos<br>e o direito ao voto. Em 1908, por exemplo, milhares de mulheres saíram às ruas de<br>Nova York para protestar contra as péssimas condições nas fábricas, exigindo<br>jornadas de trabalho mais humanas e o reconhecimento de seus direitos. Esse<br>movimento de insatisfação foi um dos primeiros sinais de que as mulheres estavam<br>dispostas a enfrentar o sistema para conquistar a igualdade.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">Inspirada por esse contexto de luta, em 1910, durante a Segunda Conferência<br>Internacional de Mulheres Socialistas realizada em Copenhague, a ativista alemã<br>Clara Zetkin propôs a criação de um dia dedicado às mulheres, que servisse para<br>unir e fortalecer as demandas por direitos iguais. A ideia foi recebida com<br>entusiasmo por mulheres de vários países, e já no ano seguinte a data foi celebrada<br>em diversas nações europeias, como Áustria, Dinamarca, Alemanha e Suíça,<br>marcando o início de uma tradição de manifestações e reivindicações que ganharia<br>força ao longo dos anos.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">O movimento ganhou um novo significado em 1917, quando mulheres russas se<br>mobilizaram em meio a uma crise de fome, desemprego e a iminência da entrada da<br>Rússia na Primeira Guerra Mundial. Em meio a esse clima de revolução, um<br>protesto de mulheres que exigiam “pão e paz” se destacou e contribuiu para o<br>colapso da monarquia czarista, reforçando o papel das mulheres na transformação<br>social. Esses acontecimentos consolidaram o 8 de março como uma data símbolo<br>das lutas femininas.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais tarde, a importância e o alcance das reivindicações das mulheres foram<br>reconhecidos em escala global, e em 1975 a Organização das Nações Unidas<br>oficializou o 8 de março como o Dia Internacional da Mulher. Hoje, essa data não só<br>celebra as conquistas históricas das mulheres, mas também serve como um<br>momento de reflexão sobre os desafios ainda presentes na busca por uma<br>sociedade verdadeiramente igualitária.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na contemporaneidade, a era digital e os avanços tecnológicos têm redefinido os<br>contornos do mercado de trabalho, abrindo novas oportunidades para as mulheres.<br>A automação e a digitalização dos processos profissionais exigem habilidades que,<br>historicamente, já foram cultivadas com excelência pelo público feminino, como a<br>adaptabilidade, a inteligência emocional e a capacidade de inovar. Investir em<br>educação continuada e na especialização em áreas de alta demanda tornou-se<br>essencial para que as mulheres possam se destacar em um ambiente global cada<br>vez mais competitivo. As empresas, por sua vez, passaram a reconhecer que a<br>diversidade de perspectivas é um fator decisivo para o sucesso organizacional,<br>impulsionando estratégias que promovem a inclusão e a valorização do talento<br>feminino em todos os níveis hierárquicos.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">A transformação da realidade profissional das mulheres vai além dos avanços<br>tecnológicos e legislativos, sendo também resultado de uma mudança cultural<br>profunda. A história da mulher no trabalho é, em essência, uma narrativa de<br>resiliência e coragem, marcada pela capacidade de transformar adversidades em<br>oportunidades. Redes de apoio, programas de mentoria e a troca constante de<br>experiências têm sido instrumentos poderosos para inspirar e fortalecer novas<br>gerações. Essa solidariedade e união não apenas contribuem para o crescimento<br>profissional individual, mas também promovem a criação de ambientes<br>colaborativos e inovadores, onde o potencial de cada mulher é reconhecido e<br>incentivado. A superação dos estigmas e a quebra de paradigmas consolidaram um<br>cenário em que o protagonismo feminino passa a ser a regra e não a exceção.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao projetar o futuro, as perspectivas para o mercado de trabalho das mulheres são<br>extremamente promissoras. A continuidade dos investimentos em educação e em<br>políticas públicas de inclusão, combinada com o avanço das tecnologias e a<br>valorização crescente da diversidade, indica que as barreiras de gênero serão<br>progressivamente superadas. Um cenário ideal se vislumbra, no qual a competência<br>e o talento sejam os principais critérios de avaliação, independentemente do gênero,<br>permitindo que as mulheres ocupem posições de destaque em todos os setores da<br>economia. Essa transformação não só impulsionará o crescimento econômico e a<br>inovação, como também contribuirá para a construção de uma sociedade mais<br>equilibrada, onde oportunidades justas e o respeito mútuo serão pilares<br>fundamentais.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">Resumindo, a jornada da mulher no mercado de trabalho é uma história de<br>superação e evolução constante, que reflete a força de um movimento que<br>transformou desafios em conquistas históricas. Desde os primeiros passos em<br>condições difíceis até as posições de destaque alcançadas atualmente, cada etapa<br>dessa trajetória fortalece a convicção de que o futuro reserva um espaço cada vez<br>maior para a igualdade e o reconhecimento do talento feminino. Com a união de<br>esforços, o compromisso com a educação e a implementação de políticas que<br>promovam a inclusão, o caminho que se desenha é o de um mercado de trabalho<br>mais justo, inovador e verdadeiramente transformador, onde cada mulher possa<br>desenvolver todo o seu potencial e contribuir decisivamente para o progresso da<br>sociedade.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">Por Laila Lemos, empresária do ramo da saúde e analista comportamental<br>@eusoulailalemos</p>
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		<title>A influencia feminina na psicologia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fátima Aquino]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Apr 2022 13:18:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Evolução]]></category>
		<category><![CDATA[Influencia Feminina]]></category>
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					<description><![CDATA[A mulher ocupa um lugar importante &#8211; mas nem sempre reconhecido &#8211; em todos os aspectos da evolução e do desenvolvimento da humanidade. Na psicologia, o papel da mulher não é diferente. É expressiva a sua contribuição e o quanto mulheres de diferentes épocas e nacionalidades se dedicaram ao estudo da mente e do comportamento [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">A mulher ocupa um lugar importante &#8211; mas nem sempre reconhecido &#8211; em todos os aspectos da evolução e do desenvolvimento da humanidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na psicologia, o papel da mulher não é diferente. É expressiva a sua contribuição e o quanto mulheres de diferentes épocas e nacionalidades se dedicaram ao estudo da mente e do comportamento humano. Muitas delas expandiram ou mesmo criaram novas teorias apesar de enfrentarem inúmeros obstáculos e dificuldades pelo simples fato de serem mulheres.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Suas lutas iam além das dificuldades impostas pelo fazer, alcançando esferas do preconceito e da discriminação. A maioria delas enfrentaram obstáculos e tinham o seu&nbsp; acesso dificultado às universidades e ao mercado de trabalho.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas o fato é que essas mulheres não se intimidaram e resistiram, foram a luta por conhecimento e espalharam esse conhecimento de modo que ele nos alcança e nos beneficiam até hoje, como uma voz que ecoa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">São inúmeras as mulheres que traçaram a história e mudaram o rumo da psicologia,&nbsp; juntas representam aproximadamente 85% dos profissionais que atuam com a psicologia no Brasil.&nbsp;Atualmente, de acordo com o Conselho Federal de Psicologia (CFP), 9 entre 10 profissionais da área são mulheres</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vejamos algumas dessas mulheres:</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Mary Whiton Calkins 1863</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Psicóloga, psiquiatra e professora norte-americana nascida em 1863, em Hartford. Em 1885, formou-se pelo Smith College e, em 1887, começou a lecionar Grego.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após três anos no Departamento de Grego, foi aconselhada a seguir um programa experimental de psicologia onde foi admitida no Laboratório de Psicologia da Universidade de Harvard, onde a entrada de estudantes mulheres era proibida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Universidade de Harvard se recusou várias vezes a atribuir-lhe o doutoramento, simplesmente por ser mulher.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 1891, criou o laboratório experimental de psicologia onde se tornou professora dessa ciência. Em 1905, foi a primeira mulher a ocupar o cargo de Presidente da Associação Americana de Psicologia, sem ter doutoramento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mary Calkins interessou-se pelo conceito do self e realizou também estudos sobre a memória humana, desenvolvendo o método “paired-associate” (associar os pares) para estudar as memórias verbais e descobriu que a repetição dos pares aumentava a retenção de palavras.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Melanie Klein 1882</strong><strong></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Melanie Klein, foi uma psicanalista austríaca e é classificada como uma psicoterapeuta pós-freudiana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 1916, em Budapeste, teve o primeiro contato com a obra de Sigmund Freud e foi estimulada a iniciar o atendimento a crianças.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 1919 tornou-se membro da Sociedade de Psicanálise de Budapeste, no ano seguinte conheceu Freud e Karl Abraham e foi convidada a trabalhar em Berlim.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir de 1923, passou a dedicar-se integralmente à Psicanálise e em 1924, no VIII Congresso Internacional de Psicanálise, Klein apresentou o trabalho: A técnica da análise de crianças pequenas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 1927, Anna Freud publicou o livro: O tratamento psicanalítico de crianças e Melanie criticou suas idéias, dando início a um subgrupo kleiniano na Sociedade Britânica de Psicanálise. No mesmo ano tornou-se membro da Sociedade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 1932 publicou a obra A psicanálise da criança, simultanemante em 1936 realizou conferência sobre O desmame; em 1937 publicou Amor, ódio e reparação, com Joan Rivière; entre 1942 e 1944 elaborou, com discípulos, a sua teoria.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 1947, aos 65 anos, publicou Contribuições à psicanálise.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 1955 foi fundada a Fundação Melanie Klein.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 1960 foi operada de um câncer do cólon. Morreu aos 78 anos de idade.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Anna Freud 1895</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Anna Freud era a caçula de 6 filhos de Sigmund Freud. Pedagoga de formação, exerceu essa profissão nos anos de 1914 a 1920. E por um curto período de tempo foi professora infantil, e logo se juntou ao circulo de discípulos de Freud, e então se tornou Psicanalista, com o seu tratamento voltado para crianças, sendo a pioneira nesta área, e estabeleceu clínicas e berçários para crianças que eram vitimas da guerra, sobreviventes do holocausto, ou que estavam sendo atormentadas pelas suas vidas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na área da analise infantil Anna Freud aprofundou-se definitivamente ao tratamento psicanalítico de crianças, considerada sua obra principal.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Annita de Castilho e Marcondes Cabral 1911</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Idealizadora e fundadora do Curso de Psicologia na USP, em 1953.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O curso começou a ser desenhado com a criação de linhas de pesquisa o que se deu em um ambiente hostil, pelo fato de haver uma mulher chefiando o grupo de pesquisa e também pelo fato de a Cadeira de Psicologia pertencer ao Curso de Filosofia cujas disciplinas não possuíam um perfil nos moldes da ciência de então.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A criação efetiva do curso se deu apenas em 1957.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi responsável pela criação da Especialização em Psicologia Clínica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Junto de outros profissionais da área de psicologia, criou um anteprojeto de criação dos Cursos de Psicologia e da Regulamentação da Profissão de Psicólogos, encaminhado ao&nbsp;Ministério da Educação (MEC) em novembro de 1953.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Depois de várias idas e vindas do projeto, foi promulgada a a Lei 4.119 de 27 de agosto de 1962, que regulamentou a profissão de psicólogo e criou cursos de Psicologia em várias universidades do país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Annita afastou-se da universidade em 1970 e faleceu em 1991, em São Paulo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Madre Cristina Sodr</strong><strong>é</strong><strong> Doria 1916</strong><strong></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Nascida Célia Sodré Dória, religiosa da Congregação de Nossa Senhora, cresceu entre discussões políticas e o aprendizado cristão de respeito e disponibilidade para com o próximo. Formou-se professora e veio para a capital fazer faculdade (1937-1940). Entrou para a vida religiosa e começou a lecionar para os universitários. Estudou Freud sozinha e mais tarde foi para o exterior complementar os estudos em psicologia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Frequentou a Sorbonne, e em 1954 doutorou-se em Psicologia, pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Proferiu palestras para estudantes, pais e professores. Devido a seu empenho juntamente com outros profissionais, foram criados pelo MEC os cursos de psicologia no Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi chamada de comunista, radical e recebia ameaças de morte e de prisão.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fundou o Instituto Sedes Sapientiae (1977) que define “como um espaço aberto aos que quiserem estudar e praticar um projeto para a transformação da sociedade, visando atingir um mundo onde a justiça social seja a grande lei”. Faleceu no dia 26/11/97.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Carolina Martuscelli Bori 1924</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Liderou várias campanhas sobre o exercício profissional do psicólogo e foi o registro numero 1 no conselho da categoria, por ser a única mulher dentre os constituintes. Batalhou pelo currículo mínimo para a graduação e pela implantação do curso de pós-graduação em Psicologia. Presidiu e participou de inúmeras comissões para criação de cursos de Psicologia e de pós-graduação em todo o país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como uma das poucos doutoras em Psicologia nos anos 60 e como professora em cursos de&nbsp;pós-graduação, Carolina orientou mais de cem teses e dissertações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O nome de Carolina está ligado a associações como a&nbsp;Sociedade Brasileira de Psicologia&nbsp;(SBP), a&nbsp;Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência&nbsp;(SBPC) e, antes disso a Associação de Psicologia de São Paulo. Foi presidente de todas elas e membro atuante, mesmo que não estivesse participando diretamente da diretoria.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Participou das lutas para o desenvolvimento da Psicologia e Ciência no Brasil, convivendo com cientistas de várias ciências no Conselho da SBPC, Carolina tinha uma visão sobre como a Psicologia deveria trabalhar para ganhar respeito de outras áreas do saber e auxiliar a sociedade em geral.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Nise da Silveira (1905 </strong><strong>–</strong><strong> 1999)</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora Nise da Silveira fosse formada em psiquiatria, ela colaborou significativamente para a psicologia brasileira em uma época dominada por tratamentos agressivos e desrespeito com pacientes de transtornos mentias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela se opôs a métodos que julgava inapropriados, como o confinamento em hospitais psiquiátricos, eletrochoque, camisas de força e lobotomia. Então,&nbsp;implementou técnicas lúdicas no tratamento de pacientes esquizofrênicos, permitindo que se expressassem através da pintura e do desenho.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nise posteriormente reuniu os trabalhos no&nbsp;Museu de Imagens do Inconsciente, recebendo destaque internacional. Em 1957, os quadros dos pacientes foram expostos no II Congresso Internacional de Psiquiatra, em uma exposição inaugurada por Carl Jung, um dos maiores estudiosos da psique humana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nise enxergava o valor de tratamentos terapêuticos aliados à psiquiatria. Por isso, também introduziu a interação com animais domésticos no tratamento de transtornos mentais. Os pacientes cuidavam dos cachorros que habitavam no pátio do hospital.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essas são apenas algumas das muitas contribuições dessas grandes mulheres para o estudo da psique, da mente e do comportamento humano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fato é que sempre ouvimos a história do mundo através das vozes de grandes homens, mas a&nbsp;história do mundo&nbsp;é grande demais para se ter uma só perspectiva, uma só voz. Esse artigo vem mostrando que elas existem: as cientistas, as inventoras, as psicólogas e as psiquiatras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora por muito tempo elas tenham sido convenientemente deixadas de lado, hoje trouxemos ao seu conhecimento algumas dessas&nbsp;grandes mulheres da psicologia e psiquiatria, mulheres que inspiram.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com carinho,</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fátima Aquino</p>



<p class="wp-block-paragraph">Psicóloga Clínica</p>
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