Falar de menstruação ainda é um tabu na sociedade, um assunto que causa vergonha, constrangimento ao ser discutido. Porém se trata de um processo natural, porque o corpo feminino está repleto de desinformação e estigmas.

A higiene menstrual é um direito humano reconhecido pelo Organização das Nações Unidas (ONU) desde de 2014, mas está longe de ser uma realidade fácil para as meninas, mulheres e homens trans.

No Brasil, estima-se, uma em cada quatro adolescentes não tem acesso a absorventes durante seu período menstrual, no qual relatam, não terem dinheiro para comprar, em consequência da baixa renda, optando consequentemente por métodos que evitar o ciclo menstrual.

A pobreza ou precariedade menstrual é o nome dado à falta de acesso para aquisição de produtos básicos para manter uma boa higiene no período da menstruação, que se caracteriza pela falta de acesso a produtos adequados para o cuidado da higiene menstrual, são eles, absorventes descartáveis, absorventes de tecido reutilizáveis, coletores menstruais descartáveis ou reutilizáveis, calcinha menstruais, além de papel higiênico e sabonete, como também por questões estruturais, como a ausência de banheiros seguros e em bom estado de conservação, saneamento básico e coleta de lixo.

De acordo com o relatório de pobreza menstrual no Brasil, o indicie de desigualdade e violação de direitos, estima-se cerca de 321 mil alunas, ou seja 3% do total de meninas nas escolas, em consequência da falta de banheiros em condição de uso, e falta de papel higiênico, que vem acarretando impactos direito na educação, além do impacto na saúde mental das jovens, a pobre menstrual contribui para aumentar a desigualdade na educação entre homens e mulheres, pois elas acabam faltando mais vezes às aulas. 

A lei 6.799, de 2021 que prevê a distribuição gratuita de absorventes higiênicos em escolas e unidades básica de saúde para mulheres em situação de vulnerabilidade e estudantes da rede pública ainda não saiu do papel, sendo tal proposição vetada pelo atual presidente da república, Jair Bolsonaro.

Lei que prevê a dignidade menstrual permitindo que as meninas mais pobres também possam ter o mesmo acesso ao absorvente higiênico que as meninas da classe média e alta, deixando de usar métodos arcaicos e métodos que são prejudiciais a sua própria saúde, no intuito de impedir a ocorrência do ciclo menstrual.

Importante ressaltar que a pobreza menstrual que assola boa parte do Brasil e mundo não é de conhecimento por todos, até mesmo para as mulheres e adolescentes, os impactos como doenças, rendimento e evasão escolar decorrente dessa questão se torna invisíveis.

Giulia Cherulli

Giulia Cherulli

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