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	<title>Política &#8211; Revista Revolution</title>
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	<title>Política &#8211; Revista Revolution</title>
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		<title>Taxação de Trump: quando o imposto vira ato político</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Juliana Markendorf]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Jul 2025 17:33:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[Não é todo dia que uma tarifa comercial vira manchete internacional — e menos comum ainda é ver um tributo se transformar numa carta de advertência diplomática. Mas é exatamente isso que aconteceu esse mês, quando o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a taxação adicional de 50% sobre todos os produtos brasileiros exportados [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">Não é todo dia que uma tarifa comercial vira manchete internacional — e menos comum ainda é ver um tributo se transformar numa carta de advertência diplomática.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas é exatamente isso que aconteceu esse mês, quando o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a taxação adicional de 50% sobre todos os produtos brasileiros exportados para os EUA a partir de 1º de agosto.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">E, ao contrário do que alguns possam imaginar, a decisão não é sobre economia. É sobre política, poder e pressão.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">A justificativa oficial veio em forma de uma carta enviada diretamente ao presidente Lula. Trump afirmou que o Brasil estaria perseguindo injustamente o ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente réu no Supremo Tribunal Federal por tentativa de golpe de Estado.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">Chamou o processo de “caça às bruxas” e declarou que não aceitaria ver um “líder altamente respeitado” sendo tratado com o que classificou como desonra internacional.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">E foi além: criticou as decisões do STF, especialmente aquelas tomadas pelo ministro Alexandre de Moraes, que envolvem ordens de retirada de conteúdo antidemocrático de redes sociais — classificando as como censura contra empresas norte-americanas.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">O Brasil é o segundo maior parceiro comercial dos Estados Unidos, atrás apenas da China. E, nos últimos dez anos, os EUA tiveram superávit de mais de 40 bilhões de dólares na relação bilateral.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">Ou seja, não há base econômica clara para a medida. É um movimento inteiramente político, que transforma a política interna brasileira em palco de disputas geopolíticas globais.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">A resposta do presidente Lula foi protocolar. Convocou reunião com ministros e publicou declaração oficial reforçando a soberania do país e a independência das instituições brasileiras.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">Destacou que o processo judicial em curso contra o ex-presidente Jair Bolsonaro está sob competência exclusiva do Judiciário nacional e afirmou que qualquer medida unilateral será analisada à luz da Lei de Reciprocidade Econômica, em vigor desde abril.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">O governo brasileiro também acionou os canais diplomáticos, convocando o encarregado de negócios da Embaixada dos Estados Unidos para prestar esclarecimentos formais sobre o conteúdo da carta.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">E o que tudo isso nos ensina?<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">Ensina, primeiro, que tarifas também podem ser armas. Políticas. Que nem sempre os impostos nascem de planilhas — às vezes, nascem de ideologias.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">Ensina, também, que a política não se limita às fronteiras. O que se decide no Supremo Tribunal Federal do Brasil pode ecoar na Casa Branca — e o que se decide em Washington pode interferir no preço da nossa carne, no nosso café e nas nossas exportações.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">Ensina, por fim, que a liberdade — essa palavra tão nobre quanto disputada — corre o risco de virar moeda de troca quando deixa de ser princípio e passa a ser argumento.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">E que, no jogo do poder, até mesmo os discursos em defesa da liberdade individual podem ser instrumentalizados para fins geopolíticos.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">E aí, no meio do tiroteio tarifário e das declarações inflamadas, ficamos nós — brasileiros, consumidores, eleitores — tentando entender se o preço da laranja subiu por causa do clima ou porque alguém, lá longe, resolveu defender um aliado (rs).<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">No fim, o imposto é do Trump, o café é nosso, e a conta, como sempre, chega pra quem não mandou carta nenhuma.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">Um beijo com liberdade e até a próxima!<br>Juliana Markendorf Noda</p>
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		<title>Da Cidade para o Mundo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Revista Revolution]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Jul 2025 01:54:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[cidade]]></category>
		<category><![CDATA[mundo]]></category>
		<category><![CDATA[prefeitura]]></category>
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					<description><![CDATA[Angela Gandra No final do ano passado, tive uma feliz surpresa: voltar à vida pública, compondo o grande time do Prefeito Ricardo Nunes, ao ser convidada para assumir a Secretaria Municipal de Relações Internacionais. Sempre com desejos de trabalhar por um mundo melhor, na vida jurídica e acadêmica, pude abraçar mais esse desafio, em âmbito [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Angela Gandra</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">No final do ano passado, tive uma feliz surpresa: voltar à vida pública, compondo o grande time do Prefeito Ricardo Nunes, ao ser convidada para assumir a Secretaria Municipal de Relações Internacionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sempre com desejos de trabalhar por um mundo melhor, na vida jurídica e acadêmica, pude abraçar mais esse desafio, em âmbito de alta transcendência, já que como municipalista, acredito especialmente que é a cidade que pode cuidar efetivamente das pessoas, projetá-las e ouvir seu coração.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porém, nossa Secretaria pode ir ainda mais além, pois de certa forma, pode levar a cidade e suas boas práticas para o mundo! Por essa razão, logo no início — coincidindo com o aniversário de São Paulo — promovemos um evento convidando todos os consulados e imigrantes que fazem parte de nossa narrativa e da nossa história, assinando também a Declaração “São Paulo: Cidade de Todos os Povos”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sob seu guarda-chuva, nossa Secretaria abarca não só a promoção da internacionalização de cada pasta de nossa Prefeitura, tão eficaz para o intercâmbio de experiências e candidatura aos justos prêmios aos quais pode concorrer — não para “show off”, mas para ajudar outras cidades! — como também a busca dos devidos investimentos e financiamentos para o desenvolvimento de nossa São Paulo. Nessa linha, tenho ainda muito presente a importância da correta aplicação do dinheiro público, como procuramos fazer, envolvendo também outros tantos parceiros, de forma utilizá-lo plenamente em projetos que, de fato, impactem a vida das pessoas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O irmanamento com cidades que guardam similitude com a nossa tem nos trazido muitos benefícios, como, por exemplo, o projeto com Seul, referente à acessibilidade ou o trabalho que estamos levando adiante com Copenhagen, em torno da preservação de mananciais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Temos trabalhado também muito junto aos Consulados, principalmente no campo cultural, levando o estudo dos diversos idiomas para os CEUS (Centro de Educação Unificada) —tais como, entre outros, alemão, francês, italiano, coreano, e, em breve, o grego. Paralelamente, celebramos as datas nacionais — inclusive iluminando o prédio da Prefeitura com a respectiva bandeira! —, promovendo exposições, cinema, gastronomia, etc., além de envolve-los em nossos eventos, como, foi, por exemplo, a participação do Corpo Consular na Virada ODS.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Através dos Cônsules — já os considero queridos e valiosos amigos, pois acredito que a união entre pessoas é essencial para cuidar de pessoas — reforçamos aquilo que, em última análise, é o verdadeiro propósito de nossa atuação, com o qual nos comprometemos, cada um, ao tomar posse: pensar todos os dias no que podemos fazer pela qualidade de vida das pessoas. Nossos imigrantes são também parte de nossas vidas, da nossa narrativa e da nossa história. Por isso, queremos que sejam não apenas incluídos, mas integrados — que interajam e se sintam, de fato, em casa. Que aqui seja para eles, verdadeiramente, “home”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora sejamos uma secretaria meio, temos conosco a pauta do desenvolvimento sustentável como atividade fim, em razão de seu forte caráter internacional. Temos trabalhado com pequenas e grandes ações — desde a promoção da educação ambiental, passando pelo road map que organizamos em preparação para</p>



<p class="wp-block-paragraph">a COP30, até o nosso querido projeto do Polo de Ecoturismo da Guarapiranga, que envolve agricultura urbana, economia circular, regularização fundiária e empreendedorismo, inclusive o feminino.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao tocar nesse ponto, ressalto ainda que, entre nossas pautas consta a projeção mundial da mulher, para que tenha espaço, voz e possa dar toda sua contribuição social através de seu exercício profissional — tema com o qual temos atuado junto às redes de cidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, estamos implementando uma novidade: o intercâmbio internacional em convênio com universidades, voltado principalmente para professores da rede pública. Uma grande expectativa no radar é inaugurar um voo direto São Paulo-Atenas, com a presença daqueles que mais se dedicam a essa tão importante tarefa!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, em cada ação, queremos, de fato, unir pessoas, pois, em última análise, relações internacionais não se reduzem a relações econômicas. Elas vão muito além: são relações culturais, sociais e, principalmente, humanas. É por meio delas que podemos unir nações e, a partir das cidades, levar o melhor, começando pela paz, para todo o mundo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Angela Vidal Gandra da Silva Martins é advogada e jurista brasileira, Pós-Doutora em Filosofia do Direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie &#8211; SP, Doutora em Filosofia do Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Mestra em Filosofia do Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e Bacharel em Direito pela Universidade de São Paulo (USP). Presidente do Instituto Ives Gandra de Direito, Filosofia e Economia (IIG), é Sócia Licenciada do Escritório Gandra Martins Law Advogados Associados, além de possuir vasta experiência acadêmica e profissional, incluindo passagens como professora visitante e pesquisadora em Antropologia Filosófica, como Professora da Universidade Presbiteriana Mackenzie – Campus Higienópolis, professora do Filosofia do Zero, professora de Filosofia do Direito na Faculdade Mar Atlântico, visitante e pesquisadora da Universidade de Harvard (Harvard University) e membro do Centro de Biotética do CREMESP. Foi diretora do Departamento Jurídico e Internacional da FAESP (Federação de Agricultura de São Paulo) e atuou como secretária Nacional da Família do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH). Hoje, faz parte do secretariado municipal da Prefeitura de São Paulo, a frente da Secretaria Municipal de Relações Internacionais.</p>
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		<title>De Wall Street para a Câmara Municipal: vereadora Cris Monteiro quer aplicar a eficiência do setor privado para resolver a educação e a segurança pública</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Revista Revolution]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Jul 2025 01:52:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[câmara municipal]]></category>
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					<description><![CDATA[Com base em sua experiência de vida e superação, dedica o mandato para ampliar oportunidades na educação e fortalecer a segurança pública. Filha de uma empregada doméstica e de um taxista, a vereadora Cris Monteiro construiu uma trajetória marcada pela educação e pelo compromisso com o trabalho. Natural do Rio de Janeiro, nasceu em uma [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"><em>Com base em sua experiência de vida e superação, dedica o mandato para ampliar oportunidades na educação e fortalecer a segurança pública.</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Filha de uma empregada doméstica e de um taxista, a <strong>vereadora Cris Monteiro</strong> construiu uma trajetória marcada pela educação e pelo compromisso com o trabalho. Natural do Rio de Janeiro, nasceu em uma região periférica e, desde cedo, enfrentou a alopecia areata — condição autoimune que causou a perda de cabelo ainda na infância e a fez conviver com o bullying. Para ajudá-la a lidar com o isolamento, seu pai a presenteava com livros, o que despertou o gosto pelos estudos e se tornou um marco em sua formação pessoal e profissional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cris iniciou sua vida profissional como recepcionista. Trabalhava durante o dia e cursava Ciências Contábeis à noite, em uma rotina puxada que exigia disciplina e determinação. Aos poucos, foi conquistando espaço no mercado financeiro, até alcançar cargos de diretoria em bancos internacionais como JPMorgan, Bank of America e Goldman Sachs. Apesar do sucesso, jamais ignorou as desigualdades que viveu e presenciou — realidade que a motivou a mudar de rumo e buscar um novo caminho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2020, deixou a estabilidade do setor privado para se dedicar à política, impulsionada pelo compromisso de contribuir para a sociedade e ampliar o acesso à educação. Eleita vereadora de São Paulo em 2020 pelo <strong>Partido NOVO</strong>, conquistou a reeleição em 2024 com 56.904 votos, Desde então, conduz seu mandato com foco em eficiência e transparência, tendo aprovado oito leis que fortalecem a modernização da <strong>gestão pública, a segurança urbana e as políticas educacionais.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">“Minha história me ensinou que nada vem fácil. É preciso correr atrás, se dedicar e assumir responsabilidades. Entrei na política porque me recuso a aceitar que o serviço público não funcione como deveria. Quero ver resultado onde mais faz diferença na vida das pessoas&#8221;, afirma a vereadora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre seus principais projetos está o <strong>Charter Schools</strong>, que busca melhorar a qualidade da educação em regiões com baixo índice de desenvolvimento humano por meio da gestão compartilhada das escolas públicas com organizações da sociedade civil — sem comprometer a gratuidade ou o caráter público. É também autora da lei que permite o uso de <strong>naming rights</strong> em espaços públicos, como ginásios e parques— uma estratégia para gerar receitas para áreas essenciais sem aumento de impostos. Já na segurança urbana, propôs a criação do <strong>Fundo Municipal de Segurança Urbana e Defesa Civil,</strong> com o objetivo de captar recursos para financiar ações preventivas e fortalecer a Guarda Civil Metropolitana, ampliando a proteção e a eficiência dos serviços prestados à população.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2024, compartilhou sua trajetória em <strong>“Careca de Saber”</strong>, autobiografia lançada na Livraria da Travessa, em São Paulo. Na obra, relembra os desafios vividos desde a infância e reflete sobre os caminhos percorridos até chegar à vida pública. “Escrever esse livro foi uma forma de mostrar que é possível vencer, independentemente da sua fisionomia, origem ou condição”, disse durante o lançamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A atuação de Cris na política é marcada pela disciplina que a acompanha desde o início da vida profissional e pela disposição em enfrentar desafios com pragmatismo. Sua vivência fora da política moldou uma visão voltada para soluções concretas — e hoje, ela coloca essa experiência a serviço de uma cidade mais funcional e justa para quem mais precisa.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong><em>Vereadora Cris Monteiro</em></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Cris Monteiro foi diretora de grandes bancos americanos de investimento, como JPMorgan, Goldman Sachs e Bank of America. Formada em Ciências Contábeis e pós-graduada em Finanças pelo IBMEC, ocupou cargos de liderança em auditoria, compliance e gestão financeira. Em 2024, foi reeleita vereadora para a Câmara Municipal de São Paulo pelo Partido NOVO. Seu mandato é focado na educação e na modernização da administração pública, promovendo transparência e eficiência.</em></p>
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		<title>Política x Cultura: Carnaval é feriado?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Juliana Markendorf]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Mar 2025 17:22:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Carnaval]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[Todo ano surge a mesma dúvida: Carnaval é feriado nacional? A resposta curta é:não. Mas a resposta completa envolve política, economia e debates culturais. O Carnaval é um ponto facultativo na maior parte do país. Isso significa que cabeaos estados e municípios decidirem se haverá ou não expediente. Empresasprivadas também têm liberdade para definir se [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Todo ano surge a mesma dúvida: Carnaval é feriado nacional? A resposta curta é:<br>não. Mas a resposta completa envolve política, economia e debates culturais.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">O Carnaval é um ponto facultativo na maior parte do país. Isso significa que cabe<br>aos estados e municípios decidirem se haverá ou não expediente. Empresas<br>privadas também têm liberdade para definir se darão folga aos funcionários ou se<br>seguirão a jornada normal.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, em algumas cidades e estados, leis locais transformaram o Carnaval<br>em feriado oficial. Isso acontece, por exemplo, no Rio de Janeiro, onde a Lei<br>Estadual 5243/2008 estabelece a terça-feira de Carnaval como feriado. Em<br>Salvador e em Recife não há um feriado oficial, mas a cultura carnavalesca é tão<br>forte que praticamente todas as atividades são suspensas.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">Aqui neste ponto é importante lembrarmos da nossa estrutura federativa e como se<br>organiza a federação brasileira, para entendermos como uma lei local estadual<br>impacta nas cidades do respectivo estado, por exemplo.<br>Na organização do Estado brasileiro, a Constituição Federal estabelece a divisão de<br>competências entre a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios,<br>formando o chamado pacto federativo.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">A União, como governo central, detém poderes soberanos e legisla sobre matérias<br>de interesse nacional, como defesa, política externa e sistema monetário. Os<br>estados possuem autonomia política, administrativa e financeira, podendo criar suas<br>próprias constituições, desde que respeitem a Constituição Federal.<br>Já os municípios são as unidades mais próximas dos cidadãos, responsáveis por<br>temas como saúde, educação e serviços urbanos, sendo regidos por leis orgânicas<br>próprias. E o Distrito Federal? Bem, essa jabuticaba eu vou deixar para outra coluna<br>(rs).<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">Desta forma, o federalismo brasileiro é caracterizado pela indissolubilidade, ou seja,<br>os entes federativos não podem se separar ou alterar o modelo. Além disso, há<br>descentralização política, o que significa que cada esfera de governo tem<br>competências próprias para tomar decisões, evitando a concentração de poder.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">No contexto do Carnaval, essa estrutura federativa se reflete na autonomia dos<br>estados e municípios para definirem seus feriados locais. Assim, enquanto algumas<br>cidades e estados oficializam o Carnaval como feriado, outros mantêm apenas o<br>ponto facultativo, gerando debates entre diferentes setores da sociedade sobre o<br>impacto econômico e cultural da medida.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">E é aqui que a polêmica política do Carnaval ganha força. Pois quando não há uma<br>regra nacional, quem decide são os agentes políticos. Prefeitos e governadores<br>costumam enfrentar um dilema: declarar feriado e incentivar o turismo ou manter o<br>expediente normal para evitar prejuízos econômicos?<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">O Carnaval é um dos maiores eventos do país, movimentando bilhões de reais e<br>impulsionando setores como hotelaria, transporte e alimentação. Mas comerciantes<br>e empresários de setores não ligados à festa costumam reclamar do impacto<br>econômico da paralisação, especialmente em cidades que não têm tradição<br>carnavalesca.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">O cenário pós-pandemia trouxe algumas mudanças, por exemplo, em cidades e<br>estados que tradicionalmente decretavam ponto facultativo e que passaram a optar<br>por manter o expediente normal, sob o argumento de recuperação econômica.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas é claro que, esse é mais um exemplo de como o Estado interfere até mesmo<br>nas tradições populares. Se a festa é um fenômeno cultural e econômico<br>consolidado, será que precisa da tutela do Estado para existir?<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">No fim, o Carnaval também é uma aula sobre federalismo, autonomia e intervenção<br>estatal. O que não dá é para colocar o Estado no papel de mestre-sala da festa<br>toda. Isso sim seria um enredo atravessado (rs).<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">Um beijo cheio de liberdade e até a próxima!</p>
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		<title>A polêmica do Pix e os bastidores políticos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Juliana Markendorf]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 26 Jan 2025 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[2025 começou a mil!! A Receita Federal do Brasil(orgão responsável pela administração tributária do país) tentou implementar medidas para ampliar a fiscalização sobre movimentações financeiras realizadas via Pix e cartões de crédito. As operadoras de cartões de crédito e intituições de pagamento passaram a ser obrigadas a informar movimentações financeiras que ultrapassem R$5 mil mensais [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">2025 começou a mil!! A Receita Federal do Brasil(orgão responsável pela administração tributária do país) tentou implementar medidas para ampliar a fiscalização sobre movimentações financeiras realizadas via Pix e cartões de crédito.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As operadoras de cartões de crédito e intituições de pagamento passaram a ser obrigadas a informar movimentações financeiras que ultrapassem R$5 mil mensais para pessoas fisícas e R$15 mil para pessoas jurídicas. O governo apontou que o objetivo dessas medidas era combater a sonegação fiscal. No entanto, a iniciativa gerou um descontentamento generalizado de todos os lados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os setores alinhados à direita criticaram a medida, argumentando que ela poderia representar uma forma de controle excessivo sobre as transações financeiras dos cidadãos e afetar negativamente a economia digital. Por outro lado, os setores alinhados à esquerda defenderam a ampliação da fiscalização como uma medida necessária para combater a sonegação e garantir justiça fiscal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante da imensa repercussão negativa e da redução significativa no número de transações realizadas via Pix, o governo federal decidiu recuar e revogar a norma. A decisão foi confirmada pelo secretário da Receita Federal, Robison Barreirinhas, após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Posteriormente, foi editada uma medida provisória obrigando a equiparação do pagamento  em Pix ao pagamento em dinheiro, bem como enfatizando que não incide tributo nessas transações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E quem foram os protagonistas de toda essa polêmica, estampados em todas as capas de jornais? O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da fazenda Fernando Haddad. Por qual motivo? Vamos entender como funcionam essas decisões?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vocês lembram que falamos, lá atrás, que a nossa Constituição Federal determinou os poderes, independentes e harmônicos entre si? E que o Poder Executivo é responsável pela administração do Estado? Pois bem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse poder é representado por aqueles que têm funções governamentais e administrativas no Estado: o presidente(nível federal), os governadores(nível estadual), os prefeitos(nível municipal). Aqui ainda temos os ministros(que auxiliam o presidente, tais como Ministro da Fazenda, Educação, Justiça,etc), os secretários estaduais(que auxiliam os governadores) e os municipais(que auxiliam os prefeitos).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A decisão de fiscalização foi uma ação que surgiu do governo federal, mais precisamente do Ministro da Fazenda, que é comandado pelo ministro Fernando Haddad. Como a Receita Federal é um órgão subordinado a esse ministério, foi ela que começou a implementar a exigência de monitoramento de movimentações financeiras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando se trata de políticas fiscais, as decisões são responsabilidade do Poder Executivo, que teve, inclusive, que lidar com a grande reação negativa gerada pela medida. O presidente Lula precisou intervir politicamente para revogar a norma, em função da forte pressão política.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lula, como presidente, tem a autoridade de intervir politicamente nas ações do Poder Executivo. Ele pode solicitar que o ministro da Fazenda revise ou até revogue normas, por meio de dialógos diretos com os ministros ou utilizando Medidas Provisórias para ajustar rapidamente a política(sem necessidade de passar pelo processo legislativo) &#8211; que foi exatamente o que ele fez.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E o que aprendemos com tudo isso? Primeiro: a importância da liberdade econômica? Certamente. Mas aqui, mais importante: a liberdade de pensamento. Poder manifestar insatisfações acerca das decisões do governo é &#8220;puro suco&#8221; de democracia. E segundo: a influência que as decisões políticas possuem e como o Poder Executivo pode, do dia para noite, impactar em nossas vidas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como ja dizia Thomas Sowell, &#8220;é difícil imaginar uma maneira mais perigosa de tomar decisões do que deixá-las nas mãos de pessoas que não pagam o preço por estarem erradas&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2026 saberemos se o preço foi pago ou não. Por enquanto, por aqui, continuamos nos munindo de conhecimento, para, quando chegar a hora, podermos ter subsídios suficientes para fazer uma escolha consciente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">              Um beijo cheio de liberdade e até a próxima!!</p>
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		<title>Como funciona o Judiciário: Elon Musk vs Alexandre de Moraes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Juliana Markendorf]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 26 May 2024 15:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[2024]]></category>
		<category><![CDATA[Elon Musk]]></category>
		<category><![CDATA[Poder Legislativo]]></category>
		<category><![CDATA[STF]]></category>
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					<description><![CDATA[Falamos muito sobre o Poder Legislativo nas últimas colunas. Mas ainda precisamos olhar para o Poder Executivo e o Judiciário. Considerando as atuais polêmicas de Elon Musk com o Supremo Tribunal Federal (na figura do Ministro Alexandre de Moraes), achei pertinente falarmos deste Judiciário. O Poder Judiciário, em sua função primordial, deve garantir a correta [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">Falamos muito sobre o Poder Legislativo nas últimas colunas. Mas ainda precisamos olhar para o Poder Executivo e o Judiciário. Considerando as atuais polêmicas de Elon Musk com o Supremo Tribunal Federal (na figura do Ministro Alexandre de Moraes), achei pertinente falarmos deste Judiciário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Poder Judiciário, em sua função primordial, deve garantir a correta aplicação das leis do país. Interpreta a legislação para aplicá-la a casos concretos e assegura que as normas sejam seguidas, cumprindo também a função de executar as leis, ou seja, garantir que decisões judiciais sejam efetivamente implementadas. Este papel é crucial para a manutenção da ordem jurídica e para o respeito aos direitos individuais e coletivos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, o Judiciário media conflitos tanto entre cidadãos, em interesses privados, quanto entre o cidadão e o Estado, em interesses públicos. Essa função é essencial para resolver disputas de maneira imparcial e baseada na lei, assegurando que os direitos de todas as partes envolvidas sejam respeitados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O sistema judiciário brasileiro é composto por três instâncias. A primeira instância é onde juízes e tribunais julgam casos civis, criminais e outros pela primeira vez. A segunda instância envolve os Tribunais Regionais Federais e os Tribunais de Justiça nos estados, que julgam recursos contra as decisões da primeira instância. As instâncias superiores, incluindo o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Superior Tribunal de Justiça (STJ), julgam questões mais complexas e recursos especiais. Esta estrutura permite um sistema de revisão das decisões judiciais, garantindo que os direitos sejam protegidos de maneira justa e conforme as leis do país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ok, mas e o que tudo isso tem a ver com Elon Musk?</p>



<p class="wp-block-paragraph">O noticiário foi dominado, nos últimos dias, pelas notícias do bilionário Elon Musk, que ameaçou descumprir decisões judiciais brasileiras e reativar perfis de usuários bloqueados. Musk também fez ataques ao Ministro Alexandre de Moraes, acusando-o de censura e de ameaçar prender funcionários da rede social no Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Moraes determinou a investigação de Musk e incluiu o bilionário no inquérito de milícias digitais, por obstrução de Justiça e incitação ao crime e abuso de poder econômico. Caso o antigo Twitter não obedeça às decisões judiciais, Moraes determinou multa de R$ 100 mil para cada perfil que for reativado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O STF é o órgão máximo do Judiciário e desempenha várias funções importantes, incluindo a guarda da Constituição e o julgamento de ações contra autoridades federais que possuem foro privilegiado, como presidentes, ministros, senadores e deputados. O tribunal também é responsável por decisões sobre questões que envolvem interpretações dos direitos e garantias fundamentais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao lado do STF, temos o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), um órgão de gestão, fiscalização e planejamento do Judiciário, responsável por garantir a eficiência administrativa e estabelecer normas para o funcionamento uniforme dos tribunais brasileiros. O CNJ também atua na fiscalização da atuação administrativa e disciplinar dos juízes, embora não julgue casos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas e o que pode acontecer com Elon Musk ao ser investigado pelo STF? (1) bloqueio de bens da empresa, (2) não poderá vir ao Brasil se condenado e em caso de pedido de prisão preventiva, (3) pedido de detenção junto a Interpol, (4) pedido de extradição e (4) pedido de ação penal nos EUA, além do (5) pagamento de multas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O descumprimento de uma ordem judicial se caracteriza como crime de desobediência e pode servir como fundamento para determinar medidas cautelares ou pessoais contra o investigado, sendo a mais grave a prisão preventiva. Assim, as consequências são diversas e denotam a consolidação do Poder Judiciário brasileiro, concordemos ou não.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E é claro que você é livre para discordar! Aliás, o propósito desta coluna é a libertação intelectual, motivo pelo qual finalizo este capítulo com o ensinamento de John Locke quando afirmou que “a finalidade da lei não é abolir ou conter, mas preservar e ampliar a liberdade”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um beijo cheio de liberdade e até a próxima!</p>
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		<title>SER MULHER</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Juliana Markendorf]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 10 Mar 2024 15:37:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[Já nos diria Schopenhauer que “a&#160;mulher é um efeito deslumbrante da natureza” e, nada mais justo do que dedicar uma homenagem às leitoras desta revista revolucionária, neste especial dia da mulher. Ser mulher, É ter que ser forte&#160;em um mundo que, muitas vezes, questiona a sua capacidade pelo simples fato de ser mulher. É ter [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">Já nos diria Schopenhauer que “a&nbsp;mulher é um efeito deslumbrante da natureza” e, nada mais justo do que dedicar uma homenagem às leitoras desta revista revolucionária, neste especial dia da mulher.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ser mulher,</p>



<p class="wp-block-paragraph">É ter que ser forte&nbsp;em um mundo que, muitas vezes, questiona a sua capacidade pelo simples fato de ser mulher.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É ter que compreender que a sensibilidade feminina é uma dádiva e isso não significa que você&nbsp;não está com a sanidade mental em dia, mas apenas que você pode se permitir sentir&nbsp;justamente por ter recebido este dom.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É ter que entender que beleza depende do que você tem no coração e não deixar ninguém te medir por isso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É ter que saber se impor e se posicionar, de formas muitas vezes rígidas&nbsp;e&nbsp;até incompreendidas, para&nbsp;conseguir se&nbsp;preservar e se&nbsp;fazer respeitada, sabendo que mesmo assim vai ser difícil&nbsp;conquistar os seus espaços.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É ter que aprender, muitas vezes a duras penas, que cuidado não tem a ver com controle e que amor não tem a ver com abuso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É ter que lidar com as expectativas, que na maioria das vezes nem são suas, e aprender a lidar com o desgaste que todas&nbsp;essa carga mental ocasiona no decorrer dos dias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É ter que se defender de ameaças externas, sem se culpar ou absorver responsabilidades das atitudes dos outros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É ter que ser resiliente&nbsp;com as críticas&nbsp;e flexível com as pessoas,&nbsp;mas saber separar o que faz sentido e o que faz parte da energia psíquica dos outros, importando apenas a própria essência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E ter que aprender a se sentir segura, mesmo quando não encontrar esse espaço, e confiar em si mesma com a mesma ousadia que confia nos outros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É quebrar paradigmas e tomar o espaço que nos é devido, pois o nosso lugar é onde quisermos!</p>



<p class="wp-block-paragraph">É carregar consigo a energia mais poderosa do universo e permitir que ela floresça!</p>



<p class="wp-block-paragraph">É levar amor e leveza para a vida das pessoas ao seu redor sem nunca abaixar a cabeça.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É ser livre. É ser luz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Feliz dia da mulher, maravilhosas!</p>
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		<title>Então é natal, e o que você fez?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Juliana Markendorf]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Dec 2023 18:29:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Ano Novo]]></category>
		<category><![CDATA[Natal]]></category>
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					<description><![CDATA[Essa música da Simone é quase que um hino do natal brasileiro. E, apesar de todos os memes que surgem, do tipo “fiz o que deu” (rs), cabe a reflexão. Logo no início de 2023, com o caos instaurado em virtude da transição nada pacífica de governo, eu e você assumimos um compromisso: desmistificar o [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Essa música da Simone é quase que um hino do natal brasileiro. E, apesar de todos os memes que surgem, do tipo “fiz o que deu” (rs), cabe a reflexão.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>Logo no início de 2023, com o caos instaurado em virtude da transição nada pacífica de governo, eu e você assumimos um compromisso: desmistificar o ambiente eleitoral e seus temas espinhosos.<br>A ideia de propagar um mundo livre intelectualmente, pode parecer inatingível – e talvez seja! Mas se queremos mudar o mundo, não precisamos primeiro mudar nós mesmos? Para nos tornarmos agentes de informação e podermos influenciar positivamente a sociedade?</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>E olha quanta coisa nós fizemos até aqui: começamos pelo começo, nos aventurando pelas descobertas sobre a estrutura de poder no Brasil, depois mergulhamos no Poder Legislativo, e no meio do caminho ainda testamos as novas habilidades aprendidas e abordamos temas sensíveis de forma neutra.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>Isso tudo mesmo diante de um governo de transição com a governabilidade multifacetada, índices econômicos complexos e um alto ativismo judicial (tema que iremos abordar mais pra frente).<br>Mas esses problemas sempre existiram. Então, o que mudou? A nossa perspectiva sobre eles. Desde que iniciamos a coluna, ficou mais fácil de compreender o sistema no qual estamos inseridos. E a compreensão, por meio do conhecimento, é o caminho para a liberdade intelectual.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>Lembre-se que o próximo ano é “ano de eleição” e nós vamos precisar usar tudo o que estamos aprendendo aqui. Seja apenas para expressar, reivindicar, elogiar, criticar, mas principalmente para saber votar!</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>É o voto que confere legitimidade aos nossos representantes, para que possam exercer a política. Por isso, já dizia Platão, que “não há nada de errado com aqueles que não gostam de política, simplesmente serão governados por aqueles que gostam”.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>Por isso, vamos continuar buscando informações para construir as nossas opiniões e sabermos defender as nossas ideias! Pois somente as ideias podem iluminar a escuridão, parafraseando Mises.<br>Um beijo cheio de liberdade e até a próxima!</p>
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		<title>Minirreforma eleitoral</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Juliana Markendorf]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 19 Sep 2023 20:10:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Eleição]]></category>
		<category><![CDATA[lei]]></category>
		<category><![CDATA[MInirreforma eleitoral]]></category>
		<category><![CDATA[Voto]]></category>
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					<description><![CDATA[Interrompemos a programação normal para falar do assunto do momento: a minirreforma eleitoral! Mas antes, conta uma coisa pra mim: quantas manchetes e notícias você já entendeu, só por acompanhar a nossa coluna? Agora, vamos a mais uma: a Câmara dos Deputados concluiu, no dia 14 de setembro, a votação do projeto da reforma eleitoral. [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Interrompemos a programação normal para falar do assunto do momento: a minirreforma eleitoral! Mas antes, conta uma coisa pra mim: quantas manchetes e notícias você já entendeu, só por acompanhar a nossa coluna?</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>Agora, vamos a mais uma: a Câmara dos Deputados concluiu, no dia 14 de setembro, a votação do projeto da reforma eleitoral. Agora a proposta passou para a análise do Senado. Vocês lembram que as duas casas precisam analisar a proposta, certo?</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>Bem, essa proposta flexibiliza diversas regras e, para que as normas tenham validade nas eleições de 2024, os textos precisam ser aprovados na Câmara, no Senado e sancionados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva até dia 6 de outubro.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>A despeito das alterações no que se refere aos recursos, propagandas, prazos, gostaria de enfatizar um único ponto nessa coluna: a questão da mulher nessa reforma. Nada mais justo, em uma revista feita por mulheres para mulheres, focar nessa pauta, que pareceu atropelada por uma reforma feita às pressas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>O ponto positivo, é que o texto do projeto amplia o rol de vítimas da violência política contra a mulher pré-candidata e qualquer mulher que sofra ou seja agredida em razão de atividade política, partidária ou eleitoral. Desta forma, amplia o escopo da abrangência da vítima do crime de violência contra a mulher na política.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>Entretanto, destaco três pontos negativos do projeto: a definição do percentual mínimo da cota para mulheres nas federações partidárias, a flexibilização da destinação de recursos do fundo carimbados para candidatas mulheres e a anistia aos partidos políticos. Vamos entender cada um?</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>Outra determinação do PL diz respeito à cota mínima de 30% de candidatas mulheres ser preenchida por uma federação, e não por cada partido individualmente. Caso duas siglas estejam federadas, uma delas não precisa ter 30% de candidatas, desde que outra legenda compense este percentual, o que abre uma brecha muito grande para que partidos que não querem cumprir a cota possam não cumprir e mesmo estejam regulares devido ao cumprimento da regra pela federação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>Ainda, outro ponto negativo, é que o projeto flexibiliza a destinação de recursos do fundo carimbados para candidatas mulheres. Atualmente, os partidos devem destinar, no mínimo, 30% de recursos dos fundos eleitoral e partidário a essas candidaturas. A regra também estabelece que os repasses deverão ser proporcionais ao número de candidaturas negras e femininas registradas. Entretanto, o projeto busca permitir que o dinheiro seja destinado a despesas comuns entre mulheres e candidatos do sexo masculino, “desde que haja benefício para campanhas femininas e de pessoas negras”. E quais seriam esses benefícios?</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>Por fim, a minirreforma busca trazer a não aplicabilidade de sanções que resultem na perda do mandato ou que acarretem inelegibilidade de candidatas ou candidatos eleitos por partidos que não tenham preenchido a cota definida. Isso cria a anistia aos partidos políticos e pode gerar impactos como os partidos preencherem apenas formalmente as vagas de mulheres e apenas investirem um uma única mulher, para que essa seja eleita.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>Ano passado, celebramos 90 anos que o Código Eleitoral passou a assegurar as mulheres o direito ao voto. Mulheres da Revolution: menos de um século! A luta pela igualdade de gênero na política não é recente, mas os frutos deste trabalho intenso de mulheres que se dedicaram e se dedicam com afinco pelo direito à representatividade política, são!</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>Segundo o ranking mundial, o Brasil ocupa a 142° posição de participação de mulheres na política. Como é que vamos pensar em liberdade intelectual política sem pensar em liberdade, em um primeiro momento? É por isso que é importante sabermos o que acontece no Congresso Nacional, para que possamos nos posicionar.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>Se temos um problema de representatividade, não é com retrocessos por meio de uma minirreforma feita às pressas, que vamos conseguir defender a liberdade. As alterações legislativas precisam ter mais cautela e menos lobby! E você, o que achou dessa reflexão?<br>Um beijo cheio de liberdade e até a próxima!</p>
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		<title>A política não acontece só em Brasília!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Juliana Markendorf]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 20 Aug 2023 15:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[Na coluna “Como funciona o Poder Legislativo?” nós comentamos que a política não acontece só em Brasília. Por isso, como prometido, agora que já desvendamos o funcionamento do Poder Legislativo a nível federal, podemos evoluir para os níveis estadual e municipal!Enquanto na esfera federal temos o funcionamento de duas casas, a Câmara dos Deputados e [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Na coluna “Como funciona o Poder Legislativo?” nós comentamos que a política não acontece só em Brasília. Por isso, como prometido, agora que já desvendamos o funcionamento do Poder Legislativo a nível federal, podemos evoluir para os níveis estadual e municipal!<br>Enquanto na esfera federal temos o funcionamento de duas casas, a Câmara dos Deputados e o Senado, na esfera estadual temos a Assembleia Legislativa e na esfera municipal temos a Câmara dos Vereadores. Percebam: ao contrário do que acontece na esfera federal, tanto na estadual quanto na municipal temos apenas uma casa legislativa, pois a existência de uma segunda casa justifica-se apenas em países grandes que adotam a forma federativa de Estado, ou seja, com uma gama de interesses regionais a ser debatida e apreciada.<br>Assim, a Assembleia Legislativa Estadual, portanto, é o órgão do Poder Legislativo de cada estado da Federação, composta pelos deputados estaduais, eleitos no sistema proporcional a cada quatro anos. As funções das Assembleias Legislativas consistem em: representar o povo, legislar (elaborar, discutir e aprovar as normas jurídicas de sua competência) e fiscalizar o Poder Executivo e o uso dos recursos públicos – tarefa desempenhada com a ajuda do Tribunal de Contas estadual. Cabe ressaltar, nesse ponto, que as leis estaduais possuem seu alcance delimitado pelas Constituições Federal e Estadual. Desta forma, não é permitido ao Poder Legislativo estadual legislar sobre assuntos de competência exclusivamente federal ou municipal. Na verdade, no sistema federativo brasileiro, quando se repartiram as competências, sobraram aos Estados aquelas que não são da União nem dos Municípios. Como competências exclusivas dos estados, portanto, podem ser citadas: criação de regiões metropolitanas, criação, incorporação, fusão e desmembramento de municípios e exploração dos serviços de gás canalizado.<br>Já a Câmara dos Vereadores, o Poder Legislativo Municipal, é o ente responsável pela confecção de leis de interesse local, que fiscaliza o Poder Executivo, devendo acompanhar os gastos públicos, avaliar os serviços municipais e sugerir melhorias nas políticas públicas. Aqui anota-se uma diferença: a nível municipal não temos constituições, como ocorre na esfera federal e estadual. Assim, é a Lei Orgânica do Município que irá trazer as normas gerais sobre o funcionamento político e administrativo da cidade, figurando como a “constituição” do Município, devendo respeitar os outros diplomas, hierarquicamente superiores. Quem compõe a câmara são os vereadores, cujo mandato possui a duração de quatro anos e, por se tratar do sistema proporcional de eleição, não possui limite para a reeleição. Eles são responsáveis por tratar das matérias relativas à cidade, como por exemplo o estudo e aprovação anual do orçamento municipal, projetos de lei sobre a saúde e a educação, a regularidade dos trabalhos legislativos e até mesmo processar e julgar o prefeito e o vice-prefeito por crime de responsabilidade.<br>Agora ficou mais fácil de entender o motivo pelo qual o Poder Legislativo é tão importante? Compreendê-lo, na esfera federal, estadual e municipal é, acima de tudo, compreender como funciona o nosso sistema e saber o motivo pelo qual devemos escolher pessoas que representem as nossas pautas em cada uma dessas esferas. Que tal investigar um pouco sobre cada um dos candidatos que você votou na eleição passada e tentar compreender quais trabalhos eles estão desempenhando?<br>Um beijo cheio de liberdade e até a próxima!</p>
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