<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Maria Emília Campos &#8211; Revista Revolution</title>
	<atom:link href="https://revistarevolution.com.br/author/mariaemilia/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://revistarevolution.com.br</link>
	<description>Mais que uma revista, uma revolução.</description>
	<lastBuildDate>Wed, 09 Nov 2022 15:50:46 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-PT</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.4</generator>

<image>
	<url>https://revistarevolution.com.br/wp-content/uploads/2021/08/LOGOTIPO_REVOLUTION-MAGAZINE_Prancheta-1-copia-1-e1628862602357-150x150.png</url>
	<title>Maria Emília Campos &#8211; Revista Revolution</title>
	<link>https://revistarevolution.com.br</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Como é viver a depressão?</title>
		<link>https://revistarevolution.com.br/como-e-viver-a-depressao/</link>
					<comments>https://revistarevolution.com.br/como-e-viver-a-depressao/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Maria Emília Campos]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 13 Nov 2022 15:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Depressão]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[saúde mental]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistarevolution.com.br/?p=5981</guid>

					<description><![CDATA[Uma doença tão falada, por vezes banalizada, está cada dia mais ao nosso redor, na nossa família, trabalho ou na roda de amigos, sempre tem alguém pra contar sobre o que viveu ou sobre as pessoas que conheceu e passaram/passam por isso. Precisamos desmistificar a depressão e falar mais vezes sobre a realidade do que [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Uma doença tão falada, por vezes banalizada, está cada dia mais ao nosso redor, na nossa família, trabalho ou na roda de amigos, sempre tem alguém pra contar sobre o que viveu ou sobre as pessoas que conheceu e passaram/passam por isso. </p>



<p><br>Precisamos desmistificar a depressão e falar mais vezes sobre a realidade do que é, e de como é viver com a depressão , para que possamos ser cada vez mais apoio ao outro e também a nós mesmos.</p>



<p>A depressão não surge devido apenas a um fator. Há interferência de fatores genéticos, e estudos dizem que esse fator tem muito peso dentro do diagnóstico de depressão. Eventos da vida como traumas, luto, ter tido uma infância difícil e como a pessoa lidou ou com isso, pode ser também um fator desencadeante.&nbsp;</p>



<p>Questões físicas como deficiência de substâncias cerebrais e neurotransmissores que afetam todas as nossas atividades motoras como sono e apetite, quando não estão nos níveis ideais afetam o nosso sistema. Episódios de risco, como uso de álcool e drogas, alguns medicamentos, disfunção hormonal, doenças cardiovasculares, conflitos familiares , mudanças muito bruscas, desemprego, tudo isso para quem já tem uma predisposição genética contribui para o desenvolvimento da depressão.&nbsp;</p>



<p>A depressão é sentida e vivida de formas diferentes por cada pessoa. Mas no geral alguns sintomas frequentes que posso citar são : perda de interesse por atividades que antes eram prazerosas, uma grande dificuldade em fazer coisas cotidianas como levantar da cama, tomar banho e escovar os dentes. Intenso desânimo e cansaço mental, visão distorcida da realidade, de forma negativa, não conseguindo visualizar oportunidades ou coisas boas que aparecem durante os dias, tudo se torna um peso, um problema ou simplesmente é indiferente. Por vezes essa pessoa tem pensamentos de morte, pois não encontra solução para o que sente, seja esse sentimento de dor ou vazio.&nbsp;</p>



<p>Conviver com uma pessoa depressiva pode ser angustiante, o outro se encontra em um lugar muitas vezes de frustração por buscar ajuda-lo e por fim não conseguir como gostaria. Essa companhia e essa ajuda, por vezes é muito pouco sobre o que podemos fazer e mais sobre como podemos estar com essa pessoa. Ser escuta e acolhimento, estar disponível emocionalmente e presencialmente, sem julgamentos ou críticas, validando o que o outro relata sentir, pois o fato é que nunca saberemos o tamanho da dor do outro. Procurando sempre orientar a buscar uma ajuda profissional e estar disponível para fazer pequenos movimentos prazerosos como uma comida preferida, uma música, um filme, e qualquer coisa que antes tinha prazer para o outro, pois cada pequeno passo nesse momento, é um ar de vida.</p>



<p>Vai muito além do que somente querer sair desse estado, como disse nos parágrafos acima, há muita coisa contribuindo para isso, infelizmente o desejo de melhora frente a tantos fatores pode ser algo muito pequeno. Precisamos pensar em mente, corpo e meio em que essa pessoa está inserida. Como ela está vivendo isso e também há quanto tempo, para que assim possamos iniciar um tratamento adequado.</p>



<p>Outra forma de cuidado muito importante é a atividade física, algo que é bom em todos os momentos da nossa vida, não deixaria de ser agora. Fazer atividade física ajuda na produção dos hormônios do bem estar, que estão bloqueados no organismo de uma pessoa que sofre de depressão. Isso auxilia muito no tratamento e na qualidade dos seus dias, que parecem ser sempre nublados e sem graça.&nbsp;</p>



<p>A depressão é tratável, precisa de ajuda profissional e muitas doses de amor e compreensão das pessoas ao redor. Após o tratamento, a pessoa que conseguiu passar por essa etapa terá desenvolvido ainda mais força, resiliência e encontrado ferramentas internas incríveis , que antes não se via na necessidade de procurá-las. É um caminho difícil, cuidar de sentimentos tão profundos, desconhecidos e doloridos , mas ao final desse percurso perceberá em si mesmo força e coragem, conseguindo ver ainda mais possibilidades para a vida.</p>



<p>Não desista, ajude o outro a não desistir.</p>



<p>Se você está com depressão ou conhece alguém passando por isso, indique também o 188.&nbsp;</p>



<p><em>“</em><em>Você pode conversar com um voluntário do CVV ligando para 188 de todo o território nacional, 24 horas todos os dias de forma gratuita.Aqui, como em qualquer outra forma de contato com o CVV, você é atendido por um voluntário, com respeito, anonimato, que guardará estrito sigilo sobre tudo que for dito. Nossos voluntários são treinados para conversar com todas as pessoas que procuram ajuda e apoio emocional. “&nbsp;</em>Fonte: https://www.cvv.org.br/ligue-188/</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://revistarevolution.com.br/como-e-viver-a-depressao/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Amar e se cuidar.</title>
		<link>https://revistarevolution.com.br/amar-e-se-cuidar/</link>
					<comments>https://revistarevolution.com.br/amar-e-se-cuidar/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Maria Emília Campos]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 16 Oct 2022 15:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Autocuidado]]></category>
		<category><![CDATA[Cancer do colo do útero]]></category>
		<category><![CDATA[mulher]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[Outubro Rosa]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistarevolution.com.br/?p=5904</guid>

					<description><![CDATA[Outubro Rosa e todas as atenções voltadas para a prevenção e o cuidado do câncer de mama e também o câncer do colo do útero. Nesse momento não venho alertar sobre os sintomas ou qualquer informação muito importante que nós mulheres recebemos durante todo o mês e também durantes as nossas visitas aos profissionais de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Outubro Rosa e todas as atenções voltadas para a prevenção e o cuidado do câncer de mama e também o câncer do colo do útero. Nesse momento não venho alertar sobre os sintomas ou qualquer informação muito importante que nós mulheres recebemos durante todo o mês e também durantes as nossas visitas aos profissionais de saúde.<br>Hoje quero te falar sobre a importância do seu autocuidado e como esse movimento pode te salvar ou até mesmo te curar. Falando em cura não me refiro a ausência do sintoma, mas sim do conhecimento do que lhe adoece e o cuidado com ele, até que ele não controle mais a sua vida ou quando há a prevenção, que o sintoma sequer tenha o total controle algum dia.<br>O autocuidado exige de nós alguns movimentos, como se olhar, se conhecer e se amar; porque é muito mais fácil cuidar do que se ama. Se conhecendo você sabe qual o cuidado que você precisa e se olhar, no sentido de validar os seus sentimentos, desejos e angústias enquanto pessoa que merece ser vista. Por vezes precisamos cuidar da família, do trabalho e até mesmo dos nossos sonhos e objetivos. E em algum momento o Eu pode ser anulado em meio a tantos cuidados que preciso dispor, deixamos pra depois, pra amanhã, para quando o tempo sobrar. E para nossa surpresa e por vezes, costume, esse tempo nunca sobra, até entendermos que ele é criado por mim e sou eu quem determino como uso as minhas 24h. É preciso se resgatar e recordar que os sonhos, a família e todos que amo e em algum momento precisam de mim, precisam também de uma pessoa descansada, sem cargas, em um estado de bem estar e saudável. Para que isso aconteça, é preciso se priorizar, se levar a sério e não deixar os exames para amanhã, a saída com as amigas, a viagem de casal e os exercícios físicos para depois, deixe o resto pra depois e cuide de você agora.<br>No meio desse caminho alguns percalços podem surgir, você terá pessoas que te amam ao seu lado e isso é importante. Mas você terá aprendido a contar com você, também. E isso importa, muito.<br>Quando falamos sobre autocuidado, pode parecer algo físico, como uma atividade física ou um skincare ao acordar, mas não é somente isso. É sobre validar seu pensamentos e sentimentos, se respeitar, não se colocar em perigo ou em risco, ouvir os sinais do seu corpo e não se deixar para depois. São pequenos movimentos que nos trazem grandes mudanças feitos todos os dias e isso pode começar com a sua reflexão sobre como você se vê, o que pensa sobre você e o que você acredita que merece. Reconhecendo seus valores se torna mais fácil procurar fazer boas escolhas para sua vida.<br>Culturalmente algumas mulheres aprenderam a voltar todo o cuidado para a família e depois para si e com a pandemia isso pode ter se agravado. Além dos conflitos internos, mudanças hormonais e ainda uma pressão que muitas vezes ainda surge de “ter que dar conta de tudo “, a mulher acaba deixando de lado o cuidado com a sua saúde, mesmo sabendo que precisa, tudo isso pode gerar um sentimento de frustração e incapacidade. É preciso lembrar da sua condição humana e de que as imposições colocadas sobre o sexo feminino não fazem parte mais dessa realidade e mesmo que ainda lembrada por muitos para que as mulheres entrem dentro de uma “caixinha” feita de pré-conceitos, crenças e um pensamento rétrogado , devemos lembrar que uma mulher precisa de cuidados, descanso, liberdade e que ela tem desejos, necessidades e fragilidades como qualquer outro ser humano e o seu gênero não a coloca como alguém que é útil para salvar, servir e procrear apenas.<br>Esse olhar precisa surgir de cada mulher. Não se cobre tanto. Lembre-se sempre de você. Procure estar bem consigo, com as suas escolhas e com a sua saúde.Cuide sempre de cada pedacinho seu. Tome água, faça exercícios, faça o seu skincare, procure um médico sempre que sentir necessidade, faça os exames preventivos, se alimente bem e se alimente também das coisas que gosta, tire um dia para você fazer tudo e também para não fazer nada, aproveite e faça mais vezes “nada”, é importante delegar funções, dar conta de tudo não pode estar na sua lista.<br>O autocuidado na prevenção de doenças é fundamental, pois se pode evitar muitas questões com hábitos saudáveis, um olhar mais cuidadoso com você, suas necessidades, sua mente e o seu corpo.<br>Seja uma boa pessoa para você. Cuide-se, valorize-se e lembre-se que você pode buscar ajuda a qualquer momento !</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://revistarevolution.com.br/amar-e-se-cuidar/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Uma dose de produtividade</title>
		<link>https://revistarevolution.com.br/uma-dose-de-produtividade/</link>
					<comments>https://revistarevolution.com.br/uma-dose-de-produtividade/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Maria Emília Campos]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 Sep 2022 15:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Produtividade]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[saúde mental]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistarevolution.com.br/?p=5843</guid>

					<description><![CDATA[Estamos na era da produtividade. “ Trabalhe enquanto eles dormem” dizem as frases motivacionais. A produtividade pode ser algo bom, de fato é. Mas você consegue aceitar a sua improdutividade ? Sabe o quanto o ócio é importante para a criatividade e também para nossa saúde mental ? Acredito que o ponto importante a se [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Estamos na era da produtividade. “ Trabalhe enquanto eles dormem” dizem as frases motivacionais. A produtividade pode ser algo bom, de fato é. Mas você consegue aceitar a sua improdutividade ? Sabe o quanto o ócio é importante para a criatividade e também para nossa saúde mental ? Acredito que o ponto importante a se pensar é a dose de cada coisa na nossa vida. &nbsp;</p>



<p>A busca por melhores resultados e capacitações pode gerar uma sobrecarga, se não gerenciado da melhor forma. Algo importante a se pensar é que o tempo em que não se produz, concretamente, há ainda assim, uma produção acontecendo. A nossa mente em estado de relaxamento se prepara ou melhor, se recarrega para os movimentos que estão por vir. Se você não chega nesse estado, sinto muito lhe dizer, mas pode ser que esteja se aproximando de um grave adoecimento emocional.</p>



<p>Quando falo sobre relaxamento, pode vir a sua mente um estado de meditação, algo por vezes muito difícil para pessoas extremamente agitadas e produtivas. Não descartamos isso como uma ótima possibilidade de relaxamento. Mas há várias formas de descansar a sua mente, como se deliciar com a sua comida favorita, sentindo calmamente o sabor dela a cada garfada; uma conversa aleatória com alguém que você goste e dispare frequentemente várias risadas; um exercício físico que estimule os seus hormônios do prazer; uma soneca no meio da tarde; uma leitura tranquila e várias outras coisas que você goste e que estejam disponíveis a você.</p>



<p>Dentro dessas e outras possibilidades é preciso refletir o quanto de você sustenta a sua improdutividade. Te convido a viajar em uma cena hipotética. Você está na sua folga, na sua pausa do dia ou no final do expediente, totalmente atoa. Sem compromisso, sem obrigação. Você já fez tudo o que tinha que fazer. Qual sensação isso te causa? Seria alívio, inquietação, gratidão, felicidade, ansiedade ou sentimento de inutilidade, procurar mais coisas que ainda precisam ser feitas? Pensar sobre isso é importante.</p>



<p>O nosso valor não deve ser medido no quanto sou útil ao mundo. No quanto o meu corpo ou minha mente podem funcionar perfeitamente a disposição de algo. E algumas pessoas não conseguem descansar dentro dessa posição. Algo que, precisa de um olhar muito cuidadoso. No descanso eu me encontro com o que na correria do dia a dia, das funções, das cobranças e dos papéis que por vezes preciso ocupar, me distanciam. Nesse momento em que eu não preciso fazer nada, que as minhas habilidades não tem importância alguma, eu me encontro com o que de fato é importante, eu mesma. Nua das obrigações e funções. Nua de tudo que eu tenho para oferecer ao mundo, tudo aquilo que estudei, que me dedico e que também é muito importante para mim, mas que naquele momento eu precisei me despir, para estar totalmente só com a minha pele, com o meu desejo, minha respiração, meu prazer de estar só somente só.</p>



<p>Para alguns esses momentos podem ser assustadores, para outros, é tudo aquilo que desejam. &nbsp;O corpo humano não foi criado para ser uma máquina e se você pensa que pode ser uma, lembre-se que até mesmo elas precisam recarregar a bateria.</p>



<p>A produtividade terá ainda mais resultado depois de alguns momentos de descanso e lazer, esse é um dos o combustíveis para uma mente e um corpo funcionar melhor e de forma saudável.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://revistarevolution.com.br/uma-dose-de-produtividade/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Se tornar Pai</title>
		<link>https://revistarevolution.com.br/ser-tornar-pai/</link>
					<comments>https://revistarevolution.com.br/ser-tornar-pai/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Maria Emília Campos]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Aug 2022 15:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Dia dos Pais]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Pai]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistarevolution.com.br/?p=5684</guid>

					<description><![CDATA[Pai, esse rótulo de peso e responsabilidade. Uma pessoa que não gera, mas que cria, nutri, orienta e se torna uma referência para aquele ser que por tanto tempo depende dele. Culturalmente a mulher, por vezes, desde muito nova é apresentada ao movimento do cuidar, diferente do homem. O homem na idade adulta, ao se [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Pai, esse rótulo de peso e responsabilidade. Uma pessoa que não gera, mas que cria, nutri, orienta e se torna uma referência para aquele ser que por tanto tempo depende dele. Culturalmente a mulher, por vezes, desde muito nova é apresentada ao movimento do cuidar, diferente do homem. O homem na idade adulta, ao se deparar com essa função tão importante, precisa entrar no processo de construção.</p>



<p>A mulher sente a mudança na pele, nos hormônios, na dor, no desconforto, se tornando mãe. Ao se tornar pai, esse homem que antes era só homem, precisará, sem sentir no corpo físico, passar por uma transformação para se tornar pai, e esse processo leva tempo, pode ser que aconteça somente quando um chute for sentindo pelas suas mãos ou quando um ultrassom te mostrar que ele tem o seu nariz ou aquele pé tão pequenininho, enrugado e não tão visível na tela de um computador se parece com o seu. Por vezes a sensação de ser totalmente responsável por uma vida chegue somente ao senti-la no seu colo, tão frágil e ao mesmo tempo forte pois saiu de um lugar tão confortável para vir ao mundo.</p>



<p>A paternidade, assim como a maternidade, coloca o homem como uma figura permanente no mundo, algo que após ser construído, não será tirado ou esquecido por si. E cabe a esse pai dizer ao bebe que existe alguém além da mãe e caso esse pai não consiga acessar essa criança, ficará um buraco.</p>



<p>O papel do pai é importante e indispensável. Uma boa mãe, ou uma mãe suficientemente boa, como diz Winnicott, não isenta ou supri o papel de um pai, essa falta permanecerá, em alguns ela será mais ou menos sentida, pois o meio pode contribuir.</p>



<p>Junto com a formação de um pai neste homem, chega também medos, inseguranças, alegria, esperança e uma dose infinita de amor. Todas essas sensações, por vezes novas pode causar espanto. Mas saber que existe alguém ali que precisa que esse pai nasça junto com ele e que a sua personalidade, as suas escolhas, sua forma de se perceber no mundo e perceber o outro serão influenciadas pelo pai que ele irá se tornar, tem um poder enorme e esse conhecimento pode gerar uma força incrível para que esse homem enfrente os obstáculos e medos dessa nova e importante função.</p>



<p>Se tornar pai é se lembrar de que um dia você foi filho. É entrar em contato com lacunas ou excessos, com erros e acertos. É se recordar do que de bom você viveu quando era apenas filho e pensar em concertar as transferências que o seu pai um dia, sem querer te passou. Se tornar pai não é sobre encontrar um guia ou um manual, é pensar em como não machucar quem depende tanto de você. Não é só sobre pensar o que aquele ser tão pequeno precisa que você seja, mas pensar também o que você espera de si mesmo. É muito mais sobre acessar as suas próprias dores e angústias para que elas não se tornem as dores e angústias do seu filho.</p>



<p>Ao mesmo tempo que o pai passa por esse processo tão doloroso e ao mesmo tempo digno. Tem uma criança, que em meio a tantas novidades, nem sempre boas, se esforça para sobreviver a tanta cor, cheiros, olhares, toques, barulhos e desconforto. E uma mãe que se recupera de uma grande mudança e ao mesmo tempo &#8211; quase que sem tempo – se prepara também para o novo que chegou. Se tornar pai é entender que estão todos juntos em um barco, aonde todos precisam remar e que a sua mudança talvez só tenha começado agora.</p>



<p>Se tornar pai é comemorar, mas não só no mês de Agosto, em cada conquista.</p>



<p>Eu desejo aos pais um feliz dia dos Pais e aos filhos e filhas que se assim puderem aproveitem também com os seus!</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://revistarevolution.com.br/ser-tornar-pai/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Quando o amor é um crime</title>
		<link>https://revistarevolution.com.br/quando-o-amor-e-um-crime/</link>
					<comments>https://revistarevolution.com.br/quando-o-amor-e-um-crime/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Maria Emília Campos]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 24 Jul 2022 15:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Lealdade]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Reciprocidade]]></category>
		<category><![CDATA[relacionamento]]></category>
		<category><![CDATA[Relacionamento saudável]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistarevolution.com.br/?p=5650</guid>

					<description><![CDATA[Freud nos diz “Amaremos aquilo que fomos e deixamos de ser, ou aquilo que possui qualidades que nunca teremos”. A escolha não é sobre o outro, a escolha é sobre nós e sobre o que o outro nos desperta, consciente ou inconscientemente. Compreender o que o outro nos causa é importante e indispensável. As relações [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Freud nos diz “Amaremos aquilo que fomos e deixamos de ser, ou aquilo que possui qualidades que nunca teremos”.</p>



<p>A escolha não é sobre o outro, a escolha é sobre nós e sobre o que o outro nos desperta, consciente ou inconscientemente. Compreender o que o outro nos causa é importante e indispensável. As relações são trocas, e nem sempre conseguimos nos envolver em relações que geram trocas positivas e válidas. E se movimentar frente a essa compreensão, exige coragem e amor, auto amor.</p>



<p>O outro pode nos despertar motivação, esperança e vitalidade. Mas podemos entrar em relações que se conectam diretamente às partes sombrias do nosso ser. Não se engane, todos temos. Essa conexão não é vista e nem sempre é sentida com clareza, mas podemos reconhecer essa conexão negativa quando me mantenho em uma relação destrutiva. Isso foge do que é saudável. Não dizemos correto. </p>



<p>Mas repito, saudável. Comportamentos destrutivos, são aqueles que fazem com que você permaneça em lugares, sejam eles físicos ou emocionais, que te adoecem, te distanciam do que antes era realmente importante pra você, lugares que fazem você duvidar da sua sanidade, te causam insegurança, desesperança e de todas ou mesmo que de poucas formas, te destroem.</p>



<p>Quando dizemos sobre essa parte sombria, falamos sobre traumas, perdas, medos e qualquer outra coisa que tenha lhe causado dor, que não foi reparado e que você carregou gerando assim cicatrizes, quase que invisíveis e que em algum momento, quando afetada, pode trazer a sensação de pertencimento, não por ser bom, mas por ser seu e quando vista, de alguma forma, gera a sensação de que pode ser mudada. Uma falsa sensação. Pois essas dores, não precisam de substitutos, elas precisam de cuidado, de escuta e de compreensão. &nbsp;</p>



<p>Compreender tudo isso é importante e pode fazer com que relações ruins se findam mais cedo. Mas ainda não nos priva de ser vista pelo outro como um objeto totalmente pertencente a ele, sem escolhas, sem passado, sem futuro, sem individualidade. Somente um objeto que foi criado para agrada-lo e satisfaze-lo. E por nos colocar como o centro, algo quase místico que foi criado totalmente para ele, ele acredita então que é dono e que por ter autoridade, tem liberdade para fazer o que o seu ego determinar.</p>



<p>O amor é crime quando ele se torna posse. Eu poderia usar as aspas na palavra amor, mas escolhi assim não as usar, pensando que quem o detém, acredita cegamente ser amor e tudo gira em torno do que ele acredita. É assustador e de alguma forma hilário pensar que o autor de um amor obsessivo, acredita amar tanto o outro, mas vê somente a si e a seu próprio desejo.</p>



<p> O outro passa a ser apenas quem realiza o seu desejo e muitas vezes o que ele mais quer é que o outro o ame da mesma forma, cega e obsessiva. A frustração que mais machuca é ouvir o não, é o não satisfazer, é quebrar o que ele mesmo criou, é frustrar o ego de alguém que achou que ele também era o centro. E dentro da frustração só há o desejo de tomar o controle daquela vida novamente pra si, mesmo que o fim seja trágico. Esse amor, sempre foi cego e, para o amor obsessivo o que mais importa é ter pra si, de qualquer forma, o “seu” objeto.</p>



<p>Há formas de não se envolver profundamente em relações de controle excessivo, mas muitas vezes esse amor exagerado não é mostrado logo no início, por isso é tão importante se perceber dentro das relações e mais ou tão importante quanto isso é se conhecer, cuidar das feridas abertas e dos traumas que o seu caminho pode ter deixado, impedindo assim que a sua mente encontre falsos substitutos para esses supostos vazios emocionais.</p>



<p>O amor não tem um formato. Não existe um guia para o amor saudável e não há um jeito certo ou errado para viver o amor nas relações. Mas dentro de toda relação deve conter características importantes como respeito, reciprocidade, lealdade .. e outras coisas que são indispensáveis para cada um dentro de uma relação, não abra mão do que é importante pra você.</p>



<p>De tudo que o amor é, ele também não pode ser várias coisas. Ao amar corremos o risco de perder. Ao amar nos envolvemos com diferenças muitas vezes gritantes. Ao amar damos de cara com aquilo que eu não gosto em mim e se reflete no outro. O amor não deixa de doer por ser amor.</p>



<p> A diferença é que essa dor é uma construção, nela há acolhimento, respeito, compreensão e carinho. Quando o amor que você vive invade quem você é, te faz sentir como se estivesse na corda bamba, sem segurança alguma e ao mesmo tempo, em um campo de batalha, onde a qualquer momento você corre o risco de pisar em uma bomba e tudo explodir, procure a saída desse campo minado. </p>



<p>O amor não te ataca, isso acontece quando o amor é um crime.  </p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://revistarevolution.com.br/quando-o-amor-e-um-crime/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A liquidez das relações contemporâneas</title>
		<link>https://revistarevolution.com.br/a-liquidez-das-relacoes-contemporaneas/</link>
					<comments>https://revistarevolution.com.br/a-liquidez-das-relacoes-contemporaneas/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Maria Emília Campos]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Jun 2022 15:07:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Imediatismo]]></category>
		<category><![CDATA[Liquidez]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Relações contemporâneas]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistarevolution.com.br/?p=5561</guid>

					<description><![CDATA[Vivemos tempos difíceis e com isso a busca desenfreada pela felicidade e pela rápida resolução de problemas fica cada vez mais frequente e intensa. Percebemos que faz parte da estrutura da sociedade fugir do desconforto, da angústia e do sofrimento. Mas não há vida sem angústia e fugir disso pode ser a própria destruição. A [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Vivemos tempos difíceis e com isso a busca desenfreada pela felicidade e pela rápida resolução de problemas fica cada vez mais frequente e intensa. Percebemos que faz parte da estrutura da sociedade fugir do desconforto, da angústia e do sofrimento. Mas não há vida sem angústia e fugir disso pode ser a própria destruição.</p>



<p>A nova era da tecnologia trouxe com ela a liquidez das relações, como fala Zygmunt Bauman. Onde curtidas e seguidores traz a ilusão de um indivíduo querido, amado e que nunca está sozinho. Seria essa, realmente a sua realidade? A vivência em um mundo liquido cria indivíduos com identidades líquidas, onde nada se sustenta e por tudo é afetado. Esse indivíduo cria uma armadura forte e sólida, mas que veste, muitas vezes, um alguém frágil, perdido e inseguro. Essa armadura, assim como qualquer vestimenta, é mutável, não é fixa, e se transforma sempre que se vê em perigo, ou podemos dizer, em angústia, e assim se molda para não ter que enfrentá-la. Se livrando da sua necessidade de existir no mundo e em suas relações, tornando-se sempre um outro-eu, tendo cada vez menos pouco de si.</p>



<p>O ponto de destaque é a fragilidade dessa conexão virtual com o outro, a rapidez com que se conecta a uma relação é a mesma que acontece quando há desconexão. Pessoas se conectam na mesma rapidez que se desconectam quando se deparam com uma dificuldade ou com algo que incomoda, acreditando encontrar uma próxima relação melhor ou até perfeita, já que nas relações liquidas, não é preciso arrumar ou concertar, quando se pode trocar.</p>



<p>Não há construção ou responsabilidade. Descartam os relacionamentos, desvalorizando o vínculo que foi criado, as emoções e os sentimentos, anulando a possibilidade de experimentar o afeto pela outra pessoa. Entendem que no primeiro incômodo ou insatisfação, e em um estalar de dedos pode-se trocar, mudar, deixar pra trás. Os indivíduos que vivem mergulhados nas relações liquidas &#8211; teoria criada por Bauman e que vale a pesquisa &#8211; não conseguem criar relações a longo prazo, por vezes seus objetivos de vida são também um reflexo dessa mente frágil e insegura, que não tem ferramentas internas suficientes pra enfrentar o desconforto e estar vivendo algo concreto e de longa duração.</p>



<p>Algo precisa ser pensado. Um indivíduo que vive em liquidez, busca o imediatismo. A resolução agora e o prazer agora. Não há tempo de esperar, de construir, de criar. E esse indivíduo por várias vezes se movimenta evitando a angústia e mal sabe ele que a vive secretamente, pois ela existe. E existe justamente porque esse indivíduo não consegue criar vínculos reais e duradouros. Um ser no mundo, precisa também ser um ser com o mundo. É na criação com o outro que também nos desenvolvemos, é na construção de uma relação que se cria, também, novas habilidades e novas percepções de mundo.</p>



<p>Pretendo deixá-los então com uma breve reflexão, de que a busca pelo que não se tem é o que lhe faz se encontrar. Mesmo que no final você não encontre o que deseja, o caminho te serviu. Eu posso tentar fugir da dificuldade externa, mas o desconforto interno ainda existe e ele precisa ser enfrentado, pois por dentro não tem pra onde correr e você descobre que é o contato com a dificuldade e com o desconforto que dá sentido a vida. A busca incessante pela felicidade é saber se frustrar e entender que a felicidade ela nunca será um ponto final, ela é o caminho. E pra chegar a esse ponto que não existe é preciso, sem dúvidas, passar pelo caminho de riscos. Não entenda isso como algo negativo da sua existência, pois não se pode superar o que não se enfrenta assim como não se pode amadurecer sem passar pelos processos de evolução.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://revistarevolution.com.br/a-liquidez-das-relacoes-contemporaneas/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Dia feliz aos enamorados !</title>
		<link>https://revistarevolution.com.br/dia-feliz-aos-enamorados/</link>
					<comments>https://revistarevolution.com.br/dia-feliz-aos-enamorados/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Maria Emília Campos]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 Jun 2022 15:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Amor]]></category>
		<category><![CDATA[Apaixonados]]></category>
		<category><![CDATA[Dia dos Namorados]]></category>
		<category><![CDATA[Enamorados]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistarevolution.com.br/?p=5491</guid>

					<description><![CDATA[Assim como qualquer outra data comemorativa, eis que o dia dos Namorados pode ser algo a se comemorar. Vale a pena a bebida preferida, o restaurante favorito, a comédia romântica da Netflix com pipoca amanteigada, aquela viagem dos sonhos, uma caminhada atoa em um parque, com parada pra sorvete, churros ou batata frita, acredito que [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Assim como qualquer outra data comemorativa, eis que o dia dos Namorados pode ser algo a se comemorar. Vale a pena a bebida preferida, o restaurante favorito, a comédia romântica da Netflix com pipoca amanteigada, aquela viagem dos sonhos, uma caminhada atoa em um parque, com parada pra sorvete, churros ou batata frita, acredito que comemorar é o sentimento de estar em paz com a sua escolha e isso pode e deve ser feito e sentido a qualquer dia. A data não deixa de ser um bom lembrete, um dia pra se parar no meio do caos da vida adulta e lembrar-se, do que na verdade, não deveria ser tão raro assim: viver momentos bons com quem a gente ama.</p>



<p>E agora, com você, eu gostaria de falar um pouquinho sobre isso. Sobre a delícia que é viver com quem amamos. Pode ser que tenha passado uma ou duas pessoas aí na sua mente, mas eu gostaria que você pensasse em exclusivamente uma: você. E todas as ações possíveis para essa data que eu citei acima, te convido para ler novamente, pensando então que elas podem facilmente serem desfrutadas com a sua deliciosa e própria companhia, se assim quiser, é claro.</p>



<p>O desejo por uma companhia não pode se tornar uma necessidade e pra que isso não aconteça há um pilar muito importante: ser uma boa companhia pra si mesma. Isso pode até parecer meio clichê, mas não deixa de ser uma verdade. O outro, tão apaixonante e por vezes irresistível, em alguns momentos um tormento e em outros pura calmaria, ele deve sempre ocupar o lugar de um outro e não de uma extensão sua. Essa frase pode suar meio grosseira, mas na sua essência ela diz que o outro, somente é o seu objetivo de afeto e desejo por ser um outro fora, distante e mesmo que em muitas coisas parecidos, ainda assim, diferentes. Se por um instante nessa união, ambos ou somente um, se deixam levar pelo desejo alheio haverá uma quebra, ele então deixará de ser alguém admirável ou diferente e se tornará somente um protótipo de um desejo, e isso ao mesmo tempo que se torna absolutamente sem graça, causa adoecimento e uma relação infeliz, aonde só existe um. O outro desaparece, se tornando apenas a necessidade de viver por aquilo que se chama de amor, como conta na música de Cazuza : <em>“ Eu nunca mais vou respirar se você não me notar, eu posso até morrer de fome se você não me amar. Por você eu largo tudo, vou mendigar, roubar, matar. Até nas coisas mais banais, pra mim é tudo ou nunca mais&#8230;”</em></p>



<p>Há uma linha tênue entre se apaixonar e não se deixar levar pelo desejo do outro, pois a paixão ela nos causa o desejo de ser o objeto desejante, o único e exclusivo desejo do outro. A paixão nos causa ânsia de sentir que sou desejante e que por algum instante eu poderia ceder a mim para não cessar o gozo do qual estou vivendo.</p>



<p>Escrevo então para todos os enamorados ( lê-se apaixonados ), porque viver em boa companhia é gostoso, mas você só conseguirá, muitas vezes – ou todas – diferenciar uma boa ou má companhia pra se estar, se conseguir desfrutar de cada milímetro da sua própria. E não digo isso pra que você encontre todas as qualidades possíveis em si mesma, ou acredite que as deva inventar ou criar para si, para só então viver bem. Porque amar o outro nunca foi sobre amar alguém perfeito, a bagunça do outro que se esforça pra não te bagunçar também, não deixa de ser provocante.</p>



<p>Estar enamorada pela sua companhia é abraçar você por inteira, o pacote completo. Não há amor sem aceitação. Primeiro você aceita e ama, depois você aprimora o que for preciso e o que não dá, você apenas faz o que conseguir fazer. A partir desse amor real, sem trejeitos ou condenação, você encontrará em si a melhor pessoa pra dividir os seus melhores momentos, realizar as suas maiores vontades e escolher pra si, a melhor pessoa para estar ao lado de alguém tão incrível que você sabe que é. </p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://revistarevolution.com.br/dia-feliz-aos-enamorados/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
