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	<title>Fátima Aquino &#8211; Revista Revolution</title>
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	<description>Mais que uma revista, uma revolução.</description>
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	<title>Fátima Aquino &#8211; Revista Revolution</title>
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		<title>Setembro Amarelo: quando falar é um ato de coragem</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fátima Aquino]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 28 Sep 2025 14:29:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
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					<description><![CDATA[O Setembro Amarelo é uma campanha que nos lembra do valor da vida, da importância do cuidado e da força que existe em pedir ajuda. Você já percebeu como, às vezes, uma simples conversa pode mudar o rumo de alguém? Um “pode contar comigo” ou “estou aqui para te ouvir” pode parecer pequeno, mas, para [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">O Setembro Amarelo é uma campanha que nos lembra do valor da vida, da importância do cuidado e da força que existe em pedir ajuda.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Você já percebeu como, às vezes, uma simples conversa pode mudar o rumo de alguém? Um “pode contar comigo” ou “estou aqui para te ouvir” pode parecer pequeno, mas, para quem sofre em silêncio, pode ser a diferença entre desistir ou seguir em frente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Setembro nos traz esse lembrete urgente: precisamos falar sobre saúde mental.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não é moda, não é exagero, muito menos demonstração de fraqueza. É cuidado. É amor pela vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A saúde mental não é algo que se vê no espelho, mas que se sente no coração. E merece a mesma atenção que damos a saúde do corpo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 700 mil pessoas morrem por suicídio todos os anos no mundo. Só no Brasil, são cerca de 14 mil casos por ano, o que significa, em média, 38 pessoas por dia. São números que nos assustam, mas também nos convidam à ação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como psicóloga, sei que pedir ajuda pode parecer difícil. Vejo isso no meu dia a dia. Existe medo, vergonha, até a crença de que “ninguém vai me entender”. Mas a verdade é que ninguém precisa enfrentar a dor sozinho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se você está em sofrimento severo, converse com alguém de confiança ou ligue para o 188 (CVV) que tem atendimento gratuito, 24 horas, em todo o Brasil ou ainda, procure ajuda profissional de um psicólogo ou psiquiatra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E se o sofrimento é de alguém que você ama, procure escutar sem julgamentos, evitando frases que diminuam a dor, como “isso vai passar” ou “seja forte”. No lugar disso, mostre empatia, presença e interesse, ouça com atenção e amor, acolha com um abraço, enviei uma mensagem e se for possível convide para um café e seja presente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E se perceber que essa pessoa precisa de mais do que isso, incentive a busca por acompanhamento profissional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não é sinal de fraqueza admitir que não está bem. É um ato profundo de coragem e de amor-próprio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Setembro Amarelo vai além de uma campanha. É um convite para que possamos viver com mais empatia e respeito, reconhecendo que cada vida importa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Que possamos cuidar de quem está ao nosso redor e de nós mesmas, com mais ternura.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porque, no fim, falar sobre saúde mental é falar sobre amor. E o amor é o elo perfeito, que sustenta a vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com carinho,<br>Fátima de Aquino<br>Psicóloga Clínica<br>CRP 04/45482</p>
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		<title>O desejo de ter e o tédio de possuir: uma reflexão sobre a condição humana</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fátima Aquino]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 Aug 2025 18:00:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[condição humana]]></category>
		<category><![CDATA[desejo]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexão]]></category>
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					<description><![CDATA[Existe algo profundamente humano no desejo.Desejamos aquilo que não temos, aquilo que acreditamos que nos trará sentido, preenchimento, status ou felicidade.O desejo, como já dizia Schopenhauer, é o motor da existência, uma força incessante que nos impulsiona, mas que também nos condena a uma eterna insatisfação. Mal conquistamos o objeto do desejo e ele já [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">Existe algo profundamente humano no desejo.<br>Desejamos aquilo que não temos, aquilo que acreditamos que nos trará sentido, preenchimento, status ou felicidade.<br>O desejo, como já dizia Schopenhauer, é o motor da existência, uma força incessante que nos impulsiona, mas que também nos condena a uma eterna insatisfação. Mal conquistamos o objeto do desejo e ele já não nos basta. Surge o tédio. A posse esvazia o encanto.<br>E assim vamos caminhando, equilibrando a vida entre o desejo de ter e no tédio de possuir.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na clínica, essa dinâmica aparece frequentemente: pessoas que lutaram por uma carreira, um relacionamento, uma conquista material e que, ao alcançá-los, se veem tomadas por uma sensação de vazio, de desorientação. “Era isso?”, se perguntam.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">A filosofia nos ajuda a compreender esse paradoxo. Epicuro, por exemplo, já alertava para a distinção entre desejos naturais e necessários, e desejos vãos.<br>Se prestarmos atenção podemos perceber que a maioria dos nossos desejos, especialmente os moldados pelo consumo e pela comparação social, são fabricados, prometem prazer, mas entregam frustração. São eles que nos mantêm num ciclo de busca incessante, mas sem direção existencial. São eles que geram a grande parte das nossas ansiedades.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na psicanálise, o desejo é entendido não como algo que se satisfaz plenamente, mas como algo que estrutura o sujeito. Lacan nos lembra que o desejo é o desejo do Outro.<br>Desejamos ser desejados, aceitos, reconhecidos. E por trás de cada objeto de desejo há um apelo mais profundo, o de sermos amados, de pertencermos, de termos um lugar no mundo e também no mundo de alguém.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">O problema é que confundimos o valor das coisas com o valor da vida. Acreditamos que a posse trará sentido, mas o sentido raramente está naquilo que acumulamos.<br>Está nos vínculos, na experiência, na consciência de estarmos presentes no agora. O tédio que segue a posse é um sinal de que não é o objeto que nos faltava, mas um encontro mais profundo com o que realmente importa.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa reflexão nos convida a rever nossas prioridades:<br>O que temos desejado?<br>O que estamos colocando no centro da nossa existência?<br>O que estamos sacrificando em nome de conquistas que, no fundo, não conversam com o que somos?<br>O que realmente importa?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Talvez a vida peça menos acúmulo e mais presença, menos idealizações e mais verdade. Menos corrida e mais pausa. Porque, no fim, não se trata apenas do que temos, mas de quem nos tornamos enquanto desejamos. E, principalmente, do que cultivamos em nós quando o desejo cede espaço à reflexão e o tédio, à consciência.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">Com carinho!<br>Fátima Aquino<br>Psicóloga Clínica</p>
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		<title>Inteligência emocional para viver melhor</title>
		<link>https://revistarevolution.com.br/inteligencia-emocional-para-viver-melhor-2/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Fátima Aquino]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 14 Jun 2025 00:48:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Emocional]]></category>
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					<description><![CDATA[Você sabia que conhecer e desenvolver nossa inteligência emocional é muito importante para termos uma vida melhor? A inteligência emocional é uma habilidade essencial que envolve a capacidade de reconhecer, compreender e gerenciar nossas próprias emoções e as dos outros. Ela desempenha um papel fundamental na nossa saúde mental, nos relacionamentos interpessoais e em diversas [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Você sabia que conhecer e desenvolver nossa inteligência emocional é muito importante para termos uma vida melhor?</p>



<p class="wp-block-paragraph">A inteligência emocional é uma habilidade essencial que envolve a capacidade de reconhecer, compreender e gerenciar nossas próprias emoções e as dos outros. Ela desempenha um papel fundamental na nossa saúde mental, nos relacionamentos interpessoais e em diversas áreas da nossa vida. Nos permite navegar pelas complexidades das interações sociais, tomar decisões conscientes e cultivar relacionamentos saudáveis e satisfatórios.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao entender nossas próprias emoções e as emoções dos outros, podemos adotar uma abordagem mais empática, compreensiva e construtiva na forma como nos relacionamos com o mundo ao nosso redor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aqui estão alguns dos principais pilares da inteligência emocional:</p>



<p class="wp-block-paragraph">1- Autoconsciência: É a capacidade de reconhecer e compreender nossas próprias emoções, pensamentos e comportamentos. Envolve ser consciente de como nos sentimos e por que nos sentimos dessa maneira. É a capacidade de se auto observar, já que só depois que você consegue lidar com suas próprias emoções é que você estará apto para ter relacionamentos mais saudáveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Reconhecer um sentimento enquanto ele ocorre é a chave da inteligência emocional. A falta da habilidade em reconhecer os nossos verdadeiros sentimentos nos deixa à mercê das nossas emoções. Quando desenvolvemos essa habilidade, nos tornamos melhores “pilotos” da nossa vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por exemplo, imagine-se em uma situação estressante no trabalho ou em casa. Ao invés de se deixar levar pela raiva ou frustração, a inteligência emocional nos permite pausar, refletir sobre nossas emoções e escolher uma resposta adequada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim podemos identificar os gatilhos emocionais e utilizar estratégias de autorregulação, como técnicas de respiração profunda, para acalmar nossa mente e encontrar uma solução mais construtiva para o problema.</p>



<p class="wp-block-paragraph">2- Autorregulação: É a capacidade de administrar e gerenciar nossas emoções e impulsos. Isso envolve evitar reações explosivas e intempestivas, lidar com o estresse de maneira saudável, sem agredir ninguém verbalmente e adaptar-se às mudanças de forma equilibrada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">3- Empatia: É a habilidade de compreender e compartilhar as emoções dos outros. Envolve colocar-se no lugar do outro, ser sensível às suas necessidades emocionais e responder de maneira compassiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A inteligência emocional também se manifesta na maneira como interagimos com os outros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por exemplo, imagine um colega de trabalho, um amigo ou alguém da sua família que está passando por um momento difícil e parece estar triste, deprimido ou irritado. Quando desenvolvemos nossa inteligência emocional, podemos demonstrar empatia, oferecer apoio e ouvir atentamente a outra pessoa, suas preocupações, dores e frustrações. Ao reconhecer suas emoções e responder com compaixão, podemos fortalecer nossos relacionamentos e criar um ambiente de suporte mútuo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">4- Habilidades sociais: São as habilidades interpessoais necessárias para estabelecer e manter relacionamentos saudáveis, respeitosos e satisfatórios. Incluem comunicação eficaz, resolução de conflitos, colaboração e liderança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro exemplo de aplicação da inteligência emocional é a habilidade de lidar com conflitos de forma saudável. Em uma discussão acalorada, em vez de reagir impulsivamente, quando desenvolvemos nossa inteligência emocional, nos permitimos manter a calma, praticar a escuta ativa, buscando entender o ponto de vista do outro, expressando nossas próprias opiniões de maneira assertiva e mais respeitosa. Ao fazer isso, podemos encontrar soluções colaborativas e construir pontes de comunicação, ao invés de agravar os conflitos, piorar a situação e construir muros que nos afastem ainda mais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">5- Consciência emocional dos outros: É a capacidade de reconhecer e interpretar as emoções dos outros. Isso envolve perceber as “pistas emocionais” nas expressões faciais, linguagem corporal e tom de voz das pessoas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se você percebe as reações dos outros, você pode se comportar de modo a não ultrapassar os limites, respeitando o outro e deixando de causar situações desconfortáveis e desnecessárias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses pilares da inteligência emocional são interconectados e se complementam, e quando desenvolvidos, podem ajudar a melhorar o nosso bem-estar emocional, os relacionamentos pessoais e o sucesso profissional. É importante destacar que a inteligência emocional pode ser desenvolvida e aprimorada ao longo do tempo, por meio da prática e da auto-reflexão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O treinamento em inteligência emocional, se dá por vários meios, seja através de cursos, terapia ou leitura sobre o tema. Com certeza será muito benéfico para aprofundar nosso entendimento e autoconhecimento, uma vez que a inteligência emocional desempenha um papel fundamental em nossa jornada de crescimento pessoal e aperfeiçoamento das nossas relações, conosco mesmas e com os outros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desenvolver a inteligência emocional pode trazer benefícios significativos, destacando a influência positiva na tomada de decisões, na resolução de conflitos, na liderança e nas relações interpessoais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Daniel Goleman (1995), renomado psicólogo e escritor, conhecido por popularizar o conceito, argumenta que a inteligência emocional pode ser aprendida e aprimorada ao longo da vida e que seu desenvolvimento pode ter um impacto significativo em diversos aspectos da vida das pessoas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se você deseja ter uma vida mais plena, a dica de hoje é essa: desenvolva sua inteligência emocional. Observe os 5 pontos acima e perceba em quais você precisa se aprimorar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E ai, vamos lá?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fátima Aquino</p>



<p class="wp-block-paragraph">Psicóloga Clínica</p>
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		<title>A Síndrome da Impostora</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fátima Aquino]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Apr 2025 15:17:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
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		<category><![CDATA[Conquistas]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[síndrome da impostora]]></category>
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					<description><![CDATA[Você já sentiu que, não importa quantas conquistas tenha, sempre existe aquela voz interna dizendo que você simplesmente deu sorte? Que, a qualquer momento, alguém vai descobrir que você não é tão boa assim? Se sim, bem-vinda ao clube – e não é um clube pequeno. Essa é a tal da síndrome da impostora – [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Você já sentiu que, não importa quantas conquistas tenha, sempre existe aquela voz interna dizendo que você simplesmente deu sorte? Que, a qualquer momento, alguém vai descobrir que você não é tão boa assim? Se sim, bem-vinda ao clube – e não é um clube pequeno.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa é a tal da síndrome da impostora – e ela adora atacar justamente quem mais se esforça e que já tem alguma conquista.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">A síndrome da impostora afeta cerca de 70% das pessoas em algum momento da vida, segundo um estudo publicado na International Journal of Behavioral Science. E adivinha só? As mulheres são as mais atingidas. Em ambientes corporativos, por exemplo, 75% das executivas já admitiram sentir que não merecem o cargo que ocupam, de acordo com uma pesquisas, ou seja, essa sensação de “não sou boa o bastante” não acontece porque você realmente não é – acontece porque fomos condicionadas a duvidar de nós mesmas.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">O termo síndrome da impostora foi cunhado em 1978 pelas psicólogas Pauline Clance e Suzanne Imes, que estudaram mulheres bem-sucedidas e perceberam um padrão: independentemente do talento e das realizações, elas acreditavam que tinham chegado lá por sorte ou engano, e não por mérito. De lá pra cá, a ciência já provou que esse fenômeno é um reflexo de fatores sociais, culturais e psicológicos. Ou seja, não é um problema seu. É um problema nosso.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">Agora, vamos ao que interessa: como lidar com isso?<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">Primeiro, reconheça o padrão. Você sente que nunca está pronta o suficiente? Vive achando que as outras pessoas sabem mais do que você? Se cobra mil vezes mais do que cobraria qualquer outra pessoa?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso não significa que você é incapaz – significa que sua mente está te pregando uma peça.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">Depois, faça um teste: se uma amiga te dissesse tudo isso, o que você responderia? Provavelmente algo como “para de loucura, olha tudo o que você já conquistou!”. Então por que não falar isso para si mesma?<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">E, por último, lembre-se: você não precisa ter certeza absoluta o tempo todo. Nenhuma pessoa bem-sucedida sabe tudo antes de começar. Elas simplesmente vão lá e fazem, com medo, com dúvida, mas fazem.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">Então, da próxima vez que essa vozinha inconveniente vier questionar seu valor, olha para trás e relembra tudo o que você já superou. As escolhas que fez, os desafios que enfrentou, os resultados que conquistou. Isso não foi sorte. Isso foi você e o seu trabalho.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">Respira fundo e segue em frente. Porque, no fim das contas, sucesso não é sobre nunca sentir medo, é sobre não deixar que ele te paralise.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">Com carinho,<br>Fátima Aquino<br>Psicóloga Clínica</p>
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			</item>
		<item>
		<title>A influência da autoestima nas decisões da vida</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fátima Aquino]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 02 Feb 2025 12:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
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					<description><![CDATA[A autoestima é o alicerce da relação que temos conosco. Ela influencia diretamente como percebemos o nosso valor, nossas habilidades e o nosso lugar no mundo. Para nós mulheres, em particular, a autoestima muitas vezes é moldada por fatores internos e externos, como as experiências vividas na infância, a fala dos nossos pais a nosso [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A autoestima é o alicerce da relação que temos conosco. Ela influencia diretamente como percebemos o nosso valor, nossas habilidades e o nosso lugar no mundo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para nós mulheres, em particular, a autoestima muitas vezes é moldada por fatores internos e externos, como as experiências vividas na infância, a fala dos nossos pais a nosso respeito, a internalização das relações familiares, a projeção das expectativas sociais e os padrões de beleza.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Toda essa construção pode impactar profundamente as decisões tomadas ao longo da nossa vida, desde escolhas na carreira até relacionamentos e autocuidado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando a nossa autoestima está fortalecida, nossas decisões tendem a refletir confiança e autenticidade. Mulheres que reconhecem seu valor conseguem dizer “sim” para o que as fortalece e “não” para o que as prejudica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por outro lado, uma baixa autoestima pode nos levar a escolhas que buscam validação externa, mesmo que isso signifique ignorar nossas próprias necessidades e desejos. Por exemplo, alguém com a autoestima fragilizada pode permanecer em um relacionamento tóxico ou aceitar condições desfavoráveis no trabalho ou nas amizades por medo de não merecer algo melhor ou por medo da rejeição e da solidão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com tudo isso, é possível que, sem perceber, se de início a um ciclo de autossabotagem. Isso acontece porque a percepção de não ser boa o suficiente pode nos impedir de tentar ou de investir em nós mesma. Nossos sonhos são adiados, oportunidades são recusadas e as escolhas acabam sendo guiadas mais pelo medo de falhar do que pelo desejo de crescer.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esse ciclo pode ser invisível, mas tem um impacto enorme na nossa qualidade de vida e na nossa realização pessoal e certamente é um ciclo que está associado à baixa autoestima e a autossabotagem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro aspecto importante que não podemos desconsiderar é a influência dos padrões de beleza e da pressão para nos encaixarmos em moldes irreais e inalcançáveis.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Muitas mulheres deixam de se arriscar, se expor ou se valorizar porque sentem que não correspondem ao que a sociedade espera delas fisicamente.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa desconexão entre o que realmente somos e o que acreditamos “dever ser” pode nos levar a decisões baseadas em inseguranças, medos e desistências ao invés de nos fazer enxergar nossas reais capacidades e potenciais, o que de fato poderia nos fazer ir além e alcançar toda nossa potencialidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso o primeiro passo para fortalecer nossa autoestima para decisões mais conscientes e assertivas é o autoconhecimento. Se conhecer profundamente é fundamental.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O autoconhecimento nos ajuda na percepção real das nossas potencialidades e também das nossas fragilidades, de modo que nos permite focar no que temos de bom para que se torne ainda melhor e também naquilo que são nossas áreas frágeis e vulneráveis, para melhorar o que for possível. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Diante disso eu deixo aqui algumas perguntas para sua reflexão:</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Quais são seus valores, suas habilidades e seus limites?&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quais são suas potencialidades e suas fragilidades?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Saber quem você é com certeza vai te ajudar a fazer escolhas que respeitam sua essência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não posso deixar de dizer ainda da importância de cuidar de suas crenças de insuficiência e de não merecimento. Muitas de nós, mulheres, carregamos crenças como “não sou boa o suficiente” ou “não mereço”. Identificar e desafiar esses pensamentos é fundamental para nos libertar deles.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aprender a reconhecer nossas vitórias, mesmo as menores, cria um senso de valor interno e afasta a dependência da validação externa, estando sempre atenta e tomando cuidado com o “monstro da comparação” e lembrando de que a nossa jornada é única, ou seja, nos comparar com outras mulheres, com outras histórias e vivências só alimenta nossas inseguranças e fragiliza nossa autoestima.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E por fim, reconheça seu valor!&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele não é medido pela aprovação dos outros, mas pelo respeito que você tem por si mesma. Ao fortalecer sua autoestima, você se torna a principal autora das suas escolhas e constrói uma trajetória mais consciente e feliz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando uma mulher desenvolve uma autoestima saudável e ajustada, ela se liberta das amarras que a impedem de viver plenamente. Suas decisões deixam de ser pautadas pelo medo ou pela necessidade de agradar, e passam a ser guiadas por seus desejos, sonhos e pela sua autenticidade.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">A autoestima, portanto, não é apenas uma questão de se sentir bem consigo mesma; é uma ferramenta poderosa para criar uma vida alinhada com quem você realmente é. Pense nisso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com carinho!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fátima Aquino&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Psicóloga Clínica&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>A Feminilidade Saudável</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fátima Aquino]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Dec 2024 15:40:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[autêntica]]></category>
		<category><![CDATA[delicadeza]]></category>
		<category><![CDATA[empatia]]></category>
		<category><![CDATA[feminilidade]]></category>
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		<category><![CDATA[Independência]]></category>
		<category><![CDATA[mulher]]></category>
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		<category><![CDATA[Saudável]]></category>
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					<description><![CDATA[Feminilidade saudável é a expressão autêntica das características que uma mulher sente que fazem parte de sua identidade. Ela pode incluir aspectos como delicadeza, sensibilidade e empatia, mas também podem incluir força, assertividade e independência. O conceito não impõe um “jeito certo” de ser mulher, mas incentiva cada uma a abraçar o que é significativo [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Feminilidade saudável é a expressão autêntica das características que uma mulher sente que fazem parte de sua identidade. Ela pode incluir aspectos como delicadeza, sensibilidade e empatia, mas também podem incluir força, assertividade e independência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O conceito não impõe um “jeito certo” de ser mulher, mas incentiva cada uma a abraçar o que é significativo para si, redefinindo sua relação com o ser feminino e se afastando de estereótipos e expectativas sociais rígidas, para se aproximar de uma vivência autêntica e integral.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A feminilidade saudável busca valorizar o bem-estar, a liberdade emocional e a expressão genuína de cada mulher, respeitando assim, a sua individualidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela refere-se ao ato de nos reconectar com características historicamente associadas ao feminino como a sensibilidade, a empatia e a intuição, sem que essas qualidades se tornem uma obrigação ou um peso para nós.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ideia é que cada mulher possa criar uma relação livre e consciente com o que significa ser feminina para ela.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa abordagem busca o equilíbrio. É sobre se conectar com o lado emocional sem perder o senso crítico e a racionalidade, ser gentil consigo mesma e, ao mesmo tempo, saber quando dizer “não” sem culpa. Feminilidade saudável não é frágil nem estática, é adaptável, forte e diversa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Podemos citar aspectos importantes como a autenticidade e o autoconhecimento, já que saber identificar o que é essencial para você, sem se prender ao que a sociedade espera ou até mesmo determina, é um passo crucial. Ser autêntica é expressar suas emoções, opiniões e desejos com clareza, sem medo de parecer “muito” ou “pouco” feminina.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela abarca aspectos como, por exemplo, a autoaceitação, autocuidado e limites.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Feminilidade não se define apenas por padrões estéticos, mas pela capacidade de aceitar o próprio corpo em todas as fases da vida, respeitando suas mudanças e celebrando sua singularidade. Uma relação saudável com o próprio corpo é fundamental.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora o autocuidado seja parte importante da feminilidade, ele vai além da estética e inclui também cuidar da saúde emocional e conseguir estabelecer limites saudáveis. Saber quando dizer “sim” e “não” é um ato de amor-próprio que fortalece a identidade feminina.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Feminilidade saudável também se reflete nos relacionamentos que cultivamos. Conexões saudáveis, seja com amigos, parceiros ou familiares, baseadas em respeito e reciprocidade são essenciais. Adquirir a capacidade de oferecer cuidado sem abrir mão de si mesma é um aspecto importante dessa vivência. Por isso eu sempre digo: “devemos ser boa para os outros, mas devemos ser boa para nós também!” Nossa relação conosco mesma precisa ser de amor e respeito, compreendendo nosso valor e importância.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ser feminina de forma saudável é também permitir-se ser vulnerável quando necessário, mas sem perder a capacidade de se reerguer.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa força emocional é uma das expressões mais genuínas da feminilidade, pois mostra que não há problema em se sentir vulnerável e, ao mesmo tempo, ser resiliente. Não é sinônimo de fraqueza o fato de estar vulnerável. É, na verdade, uma demonstração de coragem e da certeza de que isso não desfaz de quem somos, mas nós coloca num lugar de realidade, sem as máscaras tão usadas das “mulheres maravilhas” que tudo suportam.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Feminilidade saudável é sobre liberdade. Liberdade de escolha e expressão. Liberdade para se expressar da forma que faz sentido para você, seja usando maquiagem ou não, sendo delicada ou assertiva, mãe ou não, focada na carreira ou nos projetos pessoais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cada mulher tem o direito de definir sua própria identidade e, principalmente, de mudá-la ao longo da sua vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cada mulher tem o direito de definir sua história e é claro, terá que se haver com cada uma das suas escolhas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No final das contas, feminilidade saudável é sobre encontrar equilíbrio, acolher a pluralidade e libertar-se de rótulos. É viver de forma alinhada aos seus valores, com suas crenças e desejos, criando espaço para que outras mulheres também se sintam livres para fazer o mesmo. Afinal, a verdadeira essência da feminilidade está em ser quem você é, com toda a beleza e complexidade que isso envolve.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Arrisque-se!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com carinho,</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fátima Aquino</p>



<p class="wp-block-paragraph">Psicóloga Clínica</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Alienação Parental e o sofrimento emocional da criança vítima desse abuso</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fátima Aquino]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Aug 2024 14:31:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Alienação parental]]></category>
		<category><![CDATA[Emocional]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[saúde mental]]></category>
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					<description><![CDATA[Alienação parental. Talvez você já tenha ouvido essa expressão e não saiba exatamente sobre o que se trata. E pior, talvez você não saiba quais sejam os danos que ela pode causar à criança que passa por isso. Alienação parental é um termo que se refere ao processo pelo qual um dos pais manipula a [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">Alienação parental. Talvez você já tenha ouvido essa expressão e não saiba exatamente sobre o que se trata. E pior, talvez você não saiba quais sejam os danos que ela pode causar à criança que passa por isso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Alienação parental é um termo que se refere ao processo pelo qual um dos pais manipula a criança para que ela rejeite o outro genitor, criando com isso um distanciamento ou mesmo um rompimento emocional entre a criança e ele(a).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso pode ocorrer através de atitudes como: comentários negativos, acusações falsas, mentiras, interferência na comunicação, afastamento ou isolamento da criança, entre outras estratégias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Certamente o intuito inicial é agredir o genitor, o fazendo sofrer, porém o maior prejudicado será a relação com o pai ou a mãe alienados e a própria saúde mental da criança, já que esse comportamento pode causar sérios danos emocionais e psicológicos à ela.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em muitos países, a alienação parental é considerada uma forma de abuso emocional e pode ter implicações legais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É possível perceber alguns dos principais aspectos emocionais que podem afetar a criança, vítima de alienação parental. Geralmente ela se sente confusa emocionalmente, vivenciando um conflito de lealdade, dividida entre o amor pelos pais ou mesmo se sentido culpada por ter sentimentos positivos em relação a um deles, ou por não conseguir agradar o genitor alienante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa pressão para “escolher” entre um deles e a manipulação emocional que ela sofre, podem levar a criança a sentimentos confusos, podendo desenvolver sintomas ansiosos e depressivos devido ao estresse contínuo e ao conflito interno.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É possível perceber que a criança exposta à alienação parental é mais propensa a apresentar baixa autoestima, já que começa a sentir que ela própria é a causa dos conflitos entre os pais, sente-se rejeitada por um deles e muitas vezes tem dificuldades em perceber o seu real valor, chegando até a deixar de se amar. Tudo isso pode levar a uma diminuição significativa da sua autoestima.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a criança pode desenvolver sentimentos de raiva e ressentimento em relação ao genitor alienante ou ao genitor alienado, ou a ambos, de modo que ela não consiga ter uma boa relação nem com um e nem com o outro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Crescer em um ambiente onde um dos pais é constantemente criticado e desvalorizado pode levar a dificuldades em confiar nas outras pessoas, já que as dificuldades emocionais vividas durante a infância podem impactar negativamente a capacidade da criança de formar e manter relacionamentos saudáveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, observamos também aspectos comportamentais como agressividade ou retraimento, ou seja, a criança pode manifestar comportamentos agressivos ou, ao contrário, tornar-se excessivamente retraída e isolada, manifestando dificuldades para interagir. Pode ter dificuldades em desenvolver um senso de identidade claro e positivo, especialmente se o genitor alienado desempenhava um papel significativo na formação de sua identidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No ambiente escolar, o estresse e os conflitos emocionais podem levar a uma queda no desempenho e na motivação para aprender, além de uma dificuldade no relacionamento e na interação com os colegas, o que prejudica também o seu convívio social.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os impactos a longo prazo desse tipo de problema são as dificuldades emocionais que podem persistir até a idade adulta, resultando em problemas psicológicos duradouros, que podem afetar negativamente a capacidade da criança em formar e manter relacionamentos saudáveis no futuro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses aspectos emocionais e comportamentais podem variar em intensidade e impacto dependendo da gravidade da alienação parental e também do suporte que a criança recebe de outras figuras significativas em sua vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas é preciso estarmos atentos pois os efeitos da alienação parental podem ser profundos e duradouros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É crucial que a criança que passa por isso receba apoio emocional adequado, tanto de profissionais de saúde mental quanto de outras figuras de apoio, para diminuir esses impactos e ajudar na recuperação emocional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Trago esse texto como um alerta, para que se você vive um processo onde há uma ou mais crianças envolvidas, cuide para que elas não sejam expostas à esse tipo de abuso emocional, pois as dores são profundas e as marcas podem seguir por toda a vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com carinho,</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fátima Aquino</p>



<p class="wp-block-paragraph">Psicóloga Clínica</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>A importância de ser um bom ímpar, antes de ser um bom par!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fátima Aquino]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Jun 2024 15:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
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					<description><![CDATA[Será que tenho um bom namoro? Podemos pensar que um bom namoro tenha elementos fundamentais que contribuem para a saúde e felicidade do relacionamento. Claro que uma comunicação aberta e honesta, onde a gente se sinta à vontade para compartilhar nossos pensamentos, sentimentos e preocupações sem medo de julgamento, vem sempre no topo da lista. [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Será que tenho um bom namoro?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Podemos pensar que um bom namoro tenha elementos fundamentais que contribuem para a saúde e felicidade do relacionamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Claro que uma comunicação aberta e honesta, onde a gente se sinta à vontade para compartilhar nossos pensamentos, sentimentos e preocupações sem medo de julgamento, vem sempre no topo da lista. Sim, não há bom relacionamento sem boa conversa e é sempre bom lembrar que a comunicação é uma arte que vamos aprimorando e lapidando a vida toda.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas existem ainda muitos outros elementos como o amor, o respeito mútuo, a confiança, o apoio e o companheirismo que são importantes fontes de manutenção de relações satisfatórias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas para além disso, quero pontuar algo que percebo ao longo da minha vida e da minha prática clínica, e que considero bastante relevante, que é a capacidade para resolver conflitos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A capacidade de resolver conflitos, sem agressão ou desrespeito, é crucial para manter a harmonia no relacionamento. Todo relacionamento passa e passará por conflitos, divergências e desavenças, mas faz muita diferença a forma como o casal resolve ou lida com cada situação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porém, muitas vezes o relacionamento fica em risco por demandas emocionais individuais não tratadas, que são levadas para dentro do relacionamento, dificultando a resolução dos problemas que surgem e trazendo muita confusão e sofrimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Antes de sermos um casal, somos indivíduos e carregamos nossas histórias, nossas dores, medos, frustrações e alguns, carregam muitas feridas, que podem parecer adormecidas, mas quando o casal tem um conflito ou uma desavença, essas dores surgem com muita força e atrapalham grandemente a resolução de um problema que poderia ser pontual.</p>



<p class="wp-block-paragraph">São demandas emocionais individuais que precisam ser olhadas e cuidadas para que não se torne um peso dentro do relacionamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Geralmente são questões familiares mal resolvidos com pai ou mãe, relacionamentos passados que deixaram marcas profundas que não foram tratadas, problemas de autoestima, imaturidade emocional, entre tantos outros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A expressão “para ser um bom par é preciso ser um bom ímpar” nos sugere que, para ter um relacionamento saudável e equilibrado, cada pessoa deve primeiro ser completa e independente como indivíduo. Ou seja, a qualidade de um relacionamento é fortemente influenciada pela saúde emocional, pelo autoconhecimento e pela autorresponsabilidade de cada parceiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A responsabilidade pela relação é dos dois mas a responsabilidade pela minha saúde mental e emocional é minha e eu preciso cuidar disso e não transferir essa responsabilidade para o meu companheiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ser capaz de cuidar das próprias necessidades emocionais e não depender exclusivamente do parceiro para se sentir feliz e completa, ter uma compreensão clara de quem você é, de seus desejos, das suas dores, interesses e valores, das suas falhas, independentemente do relacionamento são sua responsabilidade e cuidar disso vai enriquecer grandemente o relacionamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sentir-se segura e confiante em suas habilidades e escolhas, reduzir a necessidade de validação constante do parceiro e se sentir bem e completa independente da apreciação do outro, são fatores muito relevantes para ser um bom par.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Acrescento ainda que conhecer as nossas áreas frágeis, nossas limitações, nossas sombras também são de grande valor para que possamos nos cuidar e não nos colocarmos em situações que acessem com facilidade as nossas fragilidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É fundamental saber aproveitar e apreciar a própria companhia, se amando primeiro para só depois amar o outro. Assim a relação não será baseada em carência ou dependência emocional mas na escolha de duas pessoas “inteiras” por estarem juntas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Eu sei que não é tão simples assim. Não parece e não é fácil, mas quando conseguimos vencer essas questões, crescemos como indivíduo e podemos então crescer como par, em intimidade emocional, o que é fundamental para uma conexão profunda e significativa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim criamos na relação, um clima agradável, amistoso, de confiança e conexão e desfrutamos de alegria, temos prazer em passamos tempo juntos, fortalecemos os laços e criamos memórias positivas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um bom namoro envolve esse compromisso de cuidado individual e também a vontade de trabalhar o relacionamento, e dessa maneira, mesmo durante os períodos difíceis, construímos uma base sólida para um relacionamento amoroso e saudável, onde ambos se sentem valorizados em suas individualidades e satisfeitos na sua relação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Todo relacionamento é trabalho, intencional e incessante!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mãos à obra e,</p>



<p class="wp-block-paragraph">Feliz dia dos namorados!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com carinho,</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fátima Aquino</p>



<p class="wp-block-paragraph">Psicóloga Clínica</p>
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		<item>
		<title>&#8220;MÃE É QUEM FICA&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fátima Aquino]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 May 2024 15:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Dia das Mães]]></category>
		<category><![CDATA[edição especial]]></category>
		<category><![CDATA[Mãe é quem fica]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
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					<description><![CDATA[Para celebrar esse Dia das Mães e ressaltar o amor e a dedicação que as mães oferecem diariamente, expressando sentimentos profundos e entrega amorosa, encontrei nas palavras desse poema uma forma de homenagear essas mulheres extraordinárias. Permitam-me compartilhar com vocês um poema que captura a beleza e a grandeza do amor materno. POEMA: “MÃE É [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-left wp-block-paragraph">Para celebrar esse Dia das Mães e ressaltar o amor e a dedicação que as mães oferecem diariamente, expressando sentimentos profundos e entrega amorosa, encontrei nas palavras desse poema uma forma de homenagear essas mulheres extraordinárias. Permitam-me compartilhar com vocês um poema que captura a beleza e a grandeza do amor materno. </p>



<p class="has-text-align-left wp-block-paragraph">POEMA: “MÃE É QUEM FICA” DE: Bruna Estrela </p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Depois que todos vão. </p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Depois que a luz apaga. </p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Depois que todos dormem. </p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Mãe fica. </p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Às vezes não fica em presença física. </p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Mas mãe sempre fica.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"> Uma vez que você tenha um filho, nunca mais seu coração estará inteiramente onde você estiver. </p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Uma parte sempre fica.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"> Fica neles. </p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Se eles comeram. </p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Se dormiram na hora certa. </p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Se brincaram como deveriam. </p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Se a professora da escola é gentil. </p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Se o amiguinho parou de bater. </p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Se o pai lembrou de dar o remédio. </p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Mãe fica.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"> Fica entalada no escorregador do espaço kids, pra brincar com a cria. </p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fica espremida no canto da cama de madrugada pra se certificar que a tosse melhorou. </p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Fica com o resto da comida do filho, pra não perder mais tempo cozinhando.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"> É quando a gente fica que nasce a mãe.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"> Na presença inteira. </p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">No olhar atento. </p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Nos braços que embalam. </p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">No colo que acolhe. </p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Mãe é quem fica. </p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Quando o chão some sob os pés. </p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Quando todo mundo vai embora. </p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Quando as certezas se desfazem. </p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Mãe fica. </p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Mãe é a teimosia do amor, que insiste em permanecer e ocupar todos os cantos. </p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">É caminho de cura. </p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Nada jamais será mais transformador do que amar um filho.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"> E nada jamais será mais fortalecedor que ser amado por uma mãe.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"> É porque a mãe fica, que o filho vai. </p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">E no filho que vai, sempre fica um pouco da mãe: Em um jeito peculiar de dobrar as roupas. </p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Na mania de empilhar a louça só do lado esquerdo da pia. </p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">No hábito de sempre avisar que está entrando no banho. </p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Na compaixão pelos outros. </p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">No olhar sensível. </p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Na força pra lutar. </p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">No coração do filho, mãe fica. </p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph">Com o coração cheio de amor e emoção eu te desejo um feliz dia das mães! </p>



<p class="has-text-align-left wp-block-paragraph">Com carinho! </p>



<p class="has-text-align-left wp-block-paragraph">Fátima Aquino, Psicóloga Clínica </p>
]]></content:encoded>
					
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		<title>O Impacto da Tecnologia na Saúde Mental</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Fátima Aquino]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 14 Apr 2024 15:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[impactos]]></category>
		<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[rede social]]></category>
		<category><![CDATA[Redes Sociais]]></category>
		<category><![CDATA[saúde]]></category>
		<category><![CDATA[saúde mental]]></category>
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					<description><![CDATA[Com a chegada da internet e das redes sociais, podemos perceber uma mudança significa no comportamento das pessoas de modo geral, não me refiro apenas às crianças e adolescentes, mas também aos adultos. De certa forma essa novidade pegou a todos nós despreparados e sem saber como lidar com suas consequências. Sempre existem prós e [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Com a chegada da internet e das redes sociais, podemos perceber uma mudança significa no comportamento das pessoas de modo geral, não me refiro apenas às crianças e adolescentes, mas também aos adultos. De certa forma essa novidade pegou a todos nós despreparados e sem saber como lidar com suas consequências.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>Sempre existem prós e contras, pontos positivos e negativos, mas quando se trata das tecnologias, internet e redes sociais fico com a impressão de que ficamos todos inebriados com suas delícias e suas infinitas possibilidades que só depois de um bom tempo estamos parando para nos atentarmos às consequências e aos impactos negativos do uso excessivo. Pesquisas mostram que há uma tendência ao aumento do tempo gasto on-line, sendo que a média de tempo em que o brasileiro passa conectado pode variar bastante, dependendo da faixa etária, do acesso à internet e de outros fatores. Em média as pessoas tendem a passar entre 3 e 4 horas por dia nas redes sociais e os adolescentes e adultos jovens, tendem a passar ainda mais tempo nessas plataformas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>Ainda há muito a ser estudado mas já é possível perceber que o vício em tecnologia pode afetar a saúde mental de várias maneiras.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>O impacto da tecnologia na saúde mental é um tema relevante e vale a pena observar alguns aspectos como, por exemplo, o aumento do isolamento social, já que o uso excessivo de dispositivos tecnológicos pode levar a uma redução no tempo dedicado a interações face a face, comprometendo os relacionamentos interpessoais.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>O tempo gasto em redes sociais pode substituir o tempo que as pessoas passariam interagindo pessoalmente, o que pode resultar na diminuição das habilidades sociais e na falta de prática em situações sociais reais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Especialmente por parte da chamada geração Z, nascido entre 1995 a 2010, é fácil perceber através de uma rápida observação, a dificuldade que muitos apresentam para se relacionar pessoalmente, para estabelecer um diálogo sem a mediação de um celular ou computador e a pouca habilidade para lidar com todas as emoções que estão envolvidas nas relações humanas.<br>Embora as redes sociais possam fornecer uma sensação de conexão, o uso excessivo delas pode levar a uma dificuldade de interação social e de se relacionar com o próximo no mundo real, do olho no olho, do calor da presença, levando a interações superficiais e menos significativas, onde as pessoas se concentram mais em compartilhar aspectos selecionados de suas vidas do que em desenvolver relacionamentos genuínos, significativos e saudáveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>Mesmo que as redes sociais forneçam uma aparente conexão, certamente não substituem a verdadeira interação humana. Com isso as pessoas tem sentido cada vez mais um aumento da solidão e da sensação de desconexão, especialmente quando as interações online não são satisfatórias, favorecendo o aparecimento de processos depressivos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>Um outro aspecto importante a se considerar é a grande busca por validação social, que se dá através de curtidas e comentários, ainda mais por parte do pré-adolescente e do adolescente e por um padrão de comparação constante e prejudicial com outras pessoas, o que pode gerar sentimentos de inadequação e baixa autoestima, quando comparamos nossas vidas comuns com as vidas idealizadas de outras pessoas, apresentadas nas redes sociais.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>É como se comparássemos nossos “bastidores” bagunçados, com os lindos “palcos” das outras pessoas, as nossas lutas e dificuldades diárias com a alegrias e vitórias dos outros. Essa é por si só, uma comparação injusta e irreal.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>O vício em tecnologia pode contribuir também, para níveis aumentados de ansiedade e estresse, especialmente quando há uma sensação de dependência constante em relação aos dispositivos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>O excesso de estímulos sensoriais por um longo período levam a agitação e dificuldades de relaxamento, prejudicando a capacidade de concentração e foco, afetando negativamente o desempenho acadêmico e profissional.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>Diante disso, é importante reconhecer os sinais de vício em tecnologia, tanto nosso quando em nossos filhos, e adotar estratégias para promover um uso saudável e equilibrado. Isso pode incluir estabelecer limites de tempo, praticar o autocontrole, buscar atividades offline e desenvolver relacionamentos pessoais significativos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>Somos uma sociedade digital e não temos como negar ou ficar alheios a isso, e nem há essa necessidade, mas é importante equilibrar o uso de redes sociais com interações sociais significativas, com o cultivo de relações pessoais prazerosas, dedicando tempo a atividades que promovam conexões genuínas e gerem o sentimento de pertencimento, tão vital para o desenvolvimento e manutenção da nossa saúde mental. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Fica o alerta.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>Fiquemos todas atentas a nós mesmas e ao nosso entorno!</p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>Com carinho, Fátima Aquino Psicóloga Clínica</p>
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