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	<title>Carolina David Carol David &#8211; Revista Revolution</title>
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		<title>Moda Infantil e Segurança: Como Evitar Acidentes Domésticos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carolina David Carol David]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 28 Sep 2025 14:25:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Por Carolina David Quem convive com crianças pequenas sabe dos riscos de acidentes domésticos! Pode parecer que os pequenos estão ativamente procurando novas formas de se machucarem. Os responsáveis buscam constantemente por alternativas para tornar a casa “à prova de crianças&#8221;. Porém, comumente, o vestuário é excluído deste movimento de proteção &#8211; mesmo que ele [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph"><em>Por Carolina David</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Quem convive com crianças pequenas sabe dos riscos de acidentes domésticos! Pode parecer que os pequenos estão ativamente procurando novas formas de se machucarem. Os responsáveis buscam constantemente por alternativas para tornar a casa “à prova de crianças&#8221;. Porém, comumente, o vestuário é excluído deste movimento de proteção &#8211; mesmo que ele ocasione acidentes, inclusive fatais.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para começar, é importante mencionar que existe sim uma norma de segurança para roupas infantis. No Brasil, é a NBR 16365/2015 que orienta medidas de segurança para o mercado. Entretanto, a norma, que completou a sua primeira década neste ano, não é uma obrigatoriedade, apenas uma orientação. Em outras palavras, nem todas as empresas seguirão com as recomendações descritas. Por isso a importância dos pais e responsáveis estarem atentos aos perigos escondidos nas roupas das crianças,<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">O primeiro fator de risco é o capuz. Vamos imaginar o cenário: uma criança está brincando num escorregador e, ao escorregar, seu capuz fica preso no brinquedo. Não parece completamente improvável, certo? Existem registros de acidentes em parquinhos, em escolas e até em provadores de lojas, resultando no falecimento de várias crianças. Pelo mesmo motivo, cordões na região do pescoço, fitas e tiras devem ser evitados a todo custo (a não ser que sejam menores do que cinco centímetros, segundo a NBR)!<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro elemento de atenção são os trajes de piscina. A orientação dos salva-vidas é que maiôs e calções não sejam adquiridos em cores como o azul e o verde, pois dificultam a localização da criança em caso de afogamento. Cores fortes e brilhantes como o rosa, o laranja, o amarelo e o vermelho são as mais indicadas.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">Botões são outro elemento de atenção: devem sempre estar bem presos e resistirem a testes de arrancamento. Afinal, caso algum botão se solte, pode ser engolido pela criança &#8211; e dependendo da idade do pequeno, o tamanho do botão pode resultar num quadro de sufocamento.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">Existem outras recomendações que saem do campo da letalidade, mas que podem evitar ferimentos. É o caso das lantejoulas, que não devem existir em roupas para bebês. Mesmo para crianças maiores, até os três anos de idade, elas podem arranhar a pele, se soltarem (e retoma-se o risco de ingestão) ou quebrarem, podendo perfurar ou cortar. Zíperes, por exemplo, devem ter um acabamento especial na região do pescoço, para evitar lesões na pele. Etiquetas devem ser feitas de cetim ou silkadas na peça, para evitar irritações e cortes.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar dos tecidos não serem contemplados na NBR, pediatras e profissionais da moda recomendam atenção à composição, principalmente em roupas para crianças até os três anos de idade, sendo o cuidado redobrado quando falamos de recém-nascidos.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">Recomenda-se tecidos feitos com fibras naturais, como o algodão e a lã antialérgica. As fibras naturais são mais respiráveis, proporcionando conforto térmico e evitando o acúmulo de suor, que pode causar assaduras. As fibras artificiais e sintéticas também passam por processos químicos que podem gerar<br>alergias em peles muito sensíveis. Sempre verifique a composição na etiqueta: no mínimo, a peça deve ter 50% de fibras naturais na composição, porém o ideal são porcentagens mais altas. Tecidos com poliéster e acrílico, por exemplo, não devem entrar em contato direto com a pele.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">Estas são algumas das principais precauções quando falamos de vestuário infantil. Além da estética, é preciso observar a praticidade, o conforto e a segurança das peças para que nossas crianças possam explorar o mundo e se desenvolver adequadamente, sem riscos &#8211; e com muito estilo.</p>
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		<title>O Vestido de Noiva Sempre foi Branco?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carolina David Carol David]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 Aug 2025 18:15:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Moda]]></category>
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					<description><![CDATA[Por Carolina David Quando você pensa em um vestido de noiva, qual a primeira coisa que lhe vem à mente? Para a maioria da população ocidental, uma noiva é identificada por um belo vestido na cor branca. Silhuetas, tecidos e acabamentos são todos elementos secundários na identificação da futura esposa e a cor representa a [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph"><em>Por Carolina David</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando você pensa em um vestido de noiva, qual a primeira coisa que lhe vem à mente?<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a maioria da população ocidental, uma noiva é identificada por um belo vestido na cor branca. Silhuetas, tecidos e acabamentos são todos elementos secundários na identificação da futura esposa e a cor representa a tradição do traje. Porém, não foi sempre que as mulheres adotaram o branco para o seu dia especial.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">Antigamente, as noivas vestiam-se de vermelho, dourado, verde e até preto. Num contexto histórico e social em que o casamento representava uma aliança estratégica, movimento mais político do que romântico, o principal intuito do traje da noiva era enaltecer o status das famílias e expor a riqueza dos parentes da noiva. Neste caso, as cores do vestido costumavam representar as cores presentes nos brasões familiares, mas este não era um fator tão relevante quanto a beleza e a luxuosidade da peça.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">No séc. XVI, a rainha Mary Stuart da Escócia casou-se de branco, em homenagem à família da mãe, os Guise, cujo brasão possuía a cor. Já no séc. XVII, a rainha Maria de Médice casou-se com um modelo branco com fios dourados. Historiadores acreditam que a escolha foi um protesto à estética religiosa da época, que privilegiava a cor escura.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi só no séc. XVIII que a moda do vestido branco realmente entrou em voga &#8211; e a responsável por isso foi Josefina Bonaparte: para a cerimônia de coroação de Napoleão, os trajes utilizados por ele e Josefina foram confeccionados em suntuosos tecidos brancos, para simbolizar clareza, bondade e iluminação. Vestidos brancos também eram uma grande tendência na época, inspirados na cultura greco-romana.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">Acontece que a dupla ainda não era casada e o Papa se recusou a coroá-los sem o devido matrimônio. Desta forma, o casamento ocorreu ali mesmo. Problema resolvido! Involuntariamente, o vestido de coroação de Josefina acabou se tornando o próprio vestido de noiva da Imperatriz e estabeleceu uma das tendências de moda mais fortes e duradouras.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">No séc. XIX, a Rainha Vitória também aderiu ao vestido branco para celebrar sua união com o Príncipe Albert. A união foi retratada como um casamento por amor, dando uma conotação romântica ao vestido branco. Entretanto, a escolha da Rainha foi altamente estratégica: como chefe de Estado, com os negócios em mente, ela queria apoiar e estimular a indústria de renda britânica. Artesãs habilidosas enfrentavam a pobreza devido à invenção dos teares mecânicos; então ela escolheu uma grande peça de renda feita à mão, e o branco era a melhor cor para exibir o trabalho.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi após o casamento da Rainha Vitória que o branco se popularizou de vez, tornando-se elemento indispensável nos casamentos.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">A simbologia da pureza associada ao traje branco também consolidou-se no séc. XIX, com os três relatos de aparição de Nossa Senhora onde, em todos, ela vestia-se de branco. A partir deste momento, a cor passou a representar a castidade da noiva.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">Atualmente, não é toda noiva que utiliza o branco (ou as variantes marfim, off-white e gelo) como símbolo de sua pureza. A cor tornou-se tradicional e seu uso é um símbolo de passagem que tantas mulheres elegem para seu grande dia.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">Seja por desejo, tradição ou simbologia, ao que tudo indica o vestido branco não sairá de cena tão cedo permanecerá como uma peça especial do guarda-roupa feminino!</p>
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		<title>O Medo de Repetir Roupa e o Bloqueio da Memória Afetiva</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carolina David Carol David]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Jul 2025 18:27:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Moda]]></category>
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					<description><![CDATA[Por Carolina David Você tem um evento importante e a primeira coisa que pensa é: não tenho o que vestir! Sente uma dose automática de ansiedade: é preciso buscar o traje perfeito.Olhar lojas, provar modelos, comprar via e-commerce, garantir que chegue na data especial. A situação parece mais difícil quando temos que pensar na impressão, [&#8230;]]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph"><em>Por Carolina David</em></p>



<p class="wp-block-paragraph"><br>Você tem um evento importante e a primeira coisa que pensa é: não tenho o que vestir! Sente uma dose automática de ansiedade: é preciso buscar o traje perfeito.<br>Olhar lojas, provar modelos, comprar via e-commerce, garantir que chegue na data especial. A situação parece mais difícil quando temos que pensar na impressão, na mensagem não-verbal que a roupa transmite. Se se vestir é comunicar, precisamos pensar no que dizer, como dizer.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a maioria, o objetivo da roupa perfeita é que esta seja, além de adequada, marcante. Tenha certa presença, receba a dose equilibrada de atenção. Depois desta saga, a missão é cumprida, o evento passa… e a roupa nova? Passa a habitar o guarda-roupa.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">O problema é que a tal roupa que deveria ser marcante cumpriu com seu papel: ficou marcante demais. Toda vez que você se depara com ela, lembra do evento. E se você se lembra, significa que todos irão lembrar também. A pobre peça demora a ser usada novamente. E quando aparece outro momento oportuno, a busca pelo traje ideal começa novamente.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">De onde vem o medo de repetir a roupa? Quem definiu que reutilizar uma peça representa falta de originalidade, de estilo? Por mais absurdo que pareça, o responsável tem nome e sobrenome: este hábito nasceu por culpa de Napoleão Bonaparte.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi durante seu governo (1804-1815) que o imperador francês proibiu as damas de sua corte de repetirem o look. Mas a medida nada teve a ver com o gosto pela novidade: foi uma iniciativa comercial para proteger e desenvolver a indústria têxtil da França, obrigando a corte a consumir quantidades absurdas de tecido.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">A ideia foi tão poderosa que em pleno século XXI, no Brasil, tantas pessoas (principalmente as mulheres) ainda sentem a obrigação &#8211; e não o desejo &#8211; de comprar uma roupa nova.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">Este hábito, que não é benéfico nem para as economias pessoais e nem para o meio ambiente, nos impede de obter algo tão importante: a memória afetiva com o vestuário. Não permitimos apego à roupa. Por mais que o evento utilizado tenha sido especial, ela sempre será a roupa <strong>do evento</strong> e não <strong>do usuário</strong>. A sensação boa de pertencimento que temos com as peças que vestimos acabam se restringindo às peças do cotidiano, vencidas por tanto tempo de uso.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">E sem a sensação de carinho e apego, dificilmente gastamos tempo e dedicação na conservação deste traje. O mínimo defeito é sinal de repasse &#8211; seja por descarte, venda ou doação. Não há problema com estas alternativas, mas se investimos tanta energia buscando o look perfeito, por que não investimos a mesma energia para preservá-lo?<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">E vale ressaltar: repetir roupa não é repetir o look. Ambos são permitidos, mas não são equivalentes. Uma mesma peça pode estar em diversas combinações.<br>Explorar as possibilidades do que já existe em seu armário é uma janela para abusar da criatividade.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">O vestuário faz parte da construção de nossa identidade. Com base nisso, qual o problema de utilizá-lo mais do que uma vez? Qual o problema da roupa cumprir com o seu papel de identificação? A roupa que permanece no guarda-roupa é resultado de uma boa compra, guiada pelo autoconhecimento e não pela diretriz da tendência, tão efêmera.<br></p>



<p class="wp-block-paragraph">E se mesmo assim você, leitora, ficar receosa na hora de optar por uma peça que já foi estreada, com medo de que ela tenha sido representativa demais de uma determinada situação, lembre-se: a roupa não é mais marcante que a pessoa que a traja. Se ela não se sobrepõe, ela complementa a sua personalidade &#8211; e é isso que garante que ela seja tão especial.</p>
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